Sociólogos da educação desenharam, na primeira década do milénio, uma revolução nas escolas portuguesas inspirada numa estrutura vertical ao jeito da organização militar. A aplicação dessas teses noutras organizações do mundo do trabalho provocou convulsões inimagináveis que resultaram em precariedade e burnout e noutros fenómenos sociais, e até psiquiátricos, graves. Está documentado. Mas os revolucionários escolares teimam em não assumir o desaire. É estranho; e é pena porque se evitavam tantos problemas de saúde pública. Aliás, é também surpreendente a teimosia revolucionária porque é frequente a literatura da sociologia citar Franz Kafka: “Cada revolução evapora-se deixando atrás de si apenas o depósito de uma nova burocracia.”
Excelente!
ResponderEliminara convulsão foi maior na escola porque não há distinção funcional e logo a verticalidade organizacional é só remuneratória, ao contrário das outras organizações, em que a uma determinada função corresponde uma remuneração.
ResponderEliminarExacto. E é desastroso contrariar esse princípio porque é mesmo muito difícil e complexo avaliar a sala de aula (é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento em relação à forma como cada um aprende e é também por isso que não se hierarquizam métodos de ensino).
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