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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

dos trípticos escolares

 


 


 


 


Numa das fases escolares sobreaquecidas, uns "teóricos da conspiração" ligavam o crescimento repentino das cooperativas de ensino à privatização do sistema e à criação (2007) da ParqueEscolar.EPE (PEEPE); sumariando, o Grupo GPS, o Grupo LENA (que requalificou a maioria das escolas) e a PEEPE (com o território e o edificado de mais de 300 escolas). Ou seja, e segundo os conspiradores, bastaria a "reforma estrutural" de privatização da PEEPE - criada para boas contas orçamentais (o PR à época falava de boa moeda) -, para que o processo se expusesse à luz do dia como festa orçamental. 


Os "reformadores" mais mediáticos classificavam os "conspiradores" (que, ao que me recordo, se diziam defensores da não proletarização dos profissionais da educação) de avessos ao empreendedorismo de ponta, de despesistas lunáticos e de excessos de cidadania por exposição a zonas de conforto.


 



PS: tenho ideia que os teóricos conspiradores usavam o argumento de cluster (ou aglomerado territorial) que vai tendo fundamento. 



PR1PR2PR3


 


Paula Rego.
Tríptico "Família".
Exposição "old meets new".
Casa das Histórias Paula Rego.
Cascais. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

o mec quis implodir a escola pública?

 


 


 


Há duas teorias para o caos nos concursos: incompetência política e técnica ou intenção deliberada de descredibilizar a escola pública. Os erros são de palmatória, compreende-se a perplexidade e, por isso, as  possiblidades resumem-se às enunciadas.


 


Há atenuantes. Os concursos nas TEIP já eram injustos e com os contratos de autonomia havia que dar algum "poder" às escolas; ainda por cima, houve um aumento exponencial das escolas e agrupamentos que assinaram a papelada.


 


A questão deve colocar-se de outra forma e podemos usar a dialéctica para satisfazermos os que encontram no marxismo a causa primeira


 


Existem duas categorias em contradição: os candidatos e os contratantes, mesmo os que rubricaram a substância formada de matérias vegetais ou de trapos reduzidos a massa (vulgarmente conhecida como papel). Um bom princípio será não se sobrevalorizar qualquer das categorias da lógica Hegeliana com o objectivo de ultrapassar o conflito.


 


Havendo horários a concurso por escola ou agrupamento e por grupo de recrutamento, é mais civilizado, mais ainda com os meios ao dispor, que o concurso seja linear, por lista graduada e centralizado. Não há atrasos e reduzem-se ao mínimo as possíveis injustiças. Até os candidatos concordarão com o princípio.


 


Se, pelo contrário e como há décadas se sabe, se realiza um concurso independente para cada horário, sobrevaloriza-se a categoria contratante, cria-se o inferno para os candidatos, não se garante nada de especial e acontece o caos em curso.


 


A intenção deliberada de descredibilizar a escola pública é uma hipótese a considerar. O Governo já comprovou a tendência para beneficiar os "privados" encostados ao Estado (apenas o caso GPS abanou a sofreguidão) e Crato e Casanova são insuspeitos de não defenderem com afinco essa via para chegar ao orçamento do Estado, mesmo que o façam com base na ideologia.


 


A questão fundamental é outra: devem existir excepções de contratação à lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e para outras situações em que a recondução bem fundamentada seja óbvia.