A edição impressa de hoje do Público tem uma caixa, que não está online, a acompanhar esta notícia com o seguinte título: "Meio milhão de euros para directores. Ministério da Educação avaliou colégios privados".
"Há colégios com contratos de associação em que a direcção custa meio milhão de euros por ano ao ME, (...) estamos a pedir sobretudo que reduzam nesta parcela e nos encargos com as direcções (...)" exortou o secretário de estado da Educação.
Lemos esta argumentação e ficamos enjoados. Com as administrações hospitalares das tais parcerias do público com o privado foi o mesmo devaneio. Noutro dia, dizia-me indignada uma professora do ensino público: "Vê lá que os elementos da direcção de uma escola cooperativa têm todos automóvel pago pelo estado".
São exemplos sobre exemplos que nos acordam para o estado de falência a que chegámos.
Ficamos enjoados, não. Ficamos enojados!
ResponderEliminarTexto brilhante. Aconselho.
ResponderEliminarPara que conste. E foi. E aqui está ele para avivar memórias.
ResponderEliminarPaga Zé Povinho! Paga e não bufes...
ResponderEliminarÉ a tal questão: "Não temos dinheiro para pagarmos salários!" E nenhum docente, nenhum aluno, nenhum encarregado de educação, faz esta pergunta simples: "O dinheiro não chega... PORQUÊ"? É como se uma dama que recebesse uma avultada pensão do ex-marido e, vendo-a reduzida, em vez de cortar nas despesas do cabeleireiro, despedisse as empregadas mais novas e, depois, dissesse às amigas: "vejam lá que tive de despedir as minhas empregadas, coitadas!"
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