O "mundo ocidental" entrou em declínio. O discurso das promessas (de 1950 a 1970 nos países ocidentais) foi substituído pelo das incertezas (de 1970 em diante) no que concerne ao estado social, com Portugal meio baralhado no meio destas etapas.
A discussão sobre o destino dos lucros das grandes empresas - filantropia ou impostos, defendendo, os da segunda solução, a eficiência das políticas sociais - foi contornada por uma terceira via que desregulou a alta finança e criou os offshores. Esta inovação originou uma inaudita transferência de recursos financeiros da classe baixa para a classe alta.
Neste momento, os governos ocidentais sabem que as normas nesse domínio só seriam cumpridas pelas empresas do "seu" mundo e que gerariam desemprego e falências em catadupa. Apelam ao voluntarismo ético.
O que não é estranho é uma pessoa muito influente no maior partido da esquerda portuguesa propôr uma prática defendida pelos ultraliberais que não concedem qualquer crédito aos serviços públicos. E escrevi que não é estranho porque estes paradoxos explicam muita da nossa bancarrota e do estado a que chegámos. É uma quarta via de uma esquerda que parece nunca mais se envergonhar e que se embevece com o uso magistral dos paraísos fiscais.
"Aplico o dinheiro em solidariedade"
"(...) O presidente da Comissão Executiva da Mota-Engil, Jorge Coelho considera que a subvenção vitalícia que lhe é atribuída, de 2400 euros, está prevista na lei, mas entende que devido à situação do país os cortes sejam aplicados a esta área também. (...)"
A Madeira já gastou um terço da verba destinada a realojamento provisório e recuperação, aquisição e construção de habitações destruídas pelo temporal de 20 de Fevereiro de 2010.
ResponderEliminarResta saber em que solidariedade...do zèzito...para ajudar na SOUSBONNE?
ResponderEliminarParis solidária.
ResponderEliminarTretas!
ResponderEliminarA maior prova de "solidariedade" que este maduro nos poderia dar era de não nos tomar por parvos - basta-nos a burrice.