segunda-feira, 24 de outubro de 2011

quarta via

 


 


 


 


O "mundo ocidental" entrou em declínio. O discurso das promessas (de 1950 a 1970 nos países ocidentais) foi substituído pelo das incertezas (de 1970 em diante) no que concerne ao estado social, com Portugal meio baralhado no meio destas etapas.


 


A discussão sobre o destino dos lucros das grandes empresas - filantropia ou impostos, defendendo, os da segunda solução, a eficiência das políticas sociais - foi contornada por uma terceira via que desregulou a alta finança e criou os offshores. Esta inovação originou uma inaudita transferência de recursos financeiros da classe baixa para a classe alta.


 


Neste momento, os governos ocidentais sabem que as normas nesse domínio só seriam cumpridas pelas empresas do "seu" mundo e que gerariam desemprego e falências em catadupa. Apelam ao voluntarismo ético.


 


O que não é estranho é uma pessoa muito influente no maior partido da esquerda portuguesa propôr uma prática defendida pelos ultraliberais que não concedem qualquer crédito aos serviços públicos. E escrevi que não é estranho porque estes paradoxos explicam muita da nossa bancarrota e do estado a que chegámos. É uma quarta via de uma esquerda que parece nunca mais se envergonhar e que se embevece com o uso magistral dos paraísos fiscais.




"Aplico o dinheiro em solidariedade"


"(...) O presidente da Comissão Executiva da Mota-Engil, Jorge Coelho considera que a subvenção vitalícia que lhe é atribuída, de 2400 euros, está prevista na lei, mas entende que devido à situação do país os cortes sejam aplicados a esta área também. (...)"


4 comentários:

  1. A Madeira já gastou um terço da verba destinada a realojamento provisório e recuperação, aquisição e construção de habitações destruídas pelo temporal de 20 de Fevereiro de 2010.

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  2. Resta saber em que solidariedade...do zèzito...para ajudar na SOUSBONNE?

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  3. Paris solidária.

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  4. Tretas!
    A maior prova de "solidariedade" que este maduro nos poderia dar era de não nos tomar por parvos - basta-nos a burrice.

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