quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

capital incolor num mundo às avessas

 


 



 


 


 


A correria à volta da reprivatização da EDP, a mais volumosa da História portuguesa, foi ganha pelo gigante asiático chinês "Three Gorges" que tem mais de 14.000 trabalhadores com salários que desconheço. Há especialistas que dizem que foi uma decisão sábia do governo português e que abre as portas da Europa ao capital chinês. Só o tempo ditará as consequências.


 


Estranho, confesso, que a reprivatização desta monopolista jóia da coroa tenha sido ganha por uma empresa estatal, e também monopolista, de um país que os neoliberais não se cansam de acusar de autocrático. O mentor Milton Friedman deve estar a dar voltas no seu aconhego com o triunfo das industrias fortemente regulamentadas pelo estado e com as decisões dos seus melhores alunos.


Governo diz que proposta chinesa para a EDP era “a mais forte em termos globais”


A secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciou hoje que a proposta da Three Gorges, que pagou 2,69 mil milhões por 21,35% da EDP, foi seleccionada por ser “a mais forte em termos globais”.

2 comentários:

  1. Viva Paulo,
    há um pequeno senão no teu discurso:
    «O mentor Milton Friedman deve estar a dar voltas no seu aconhego com o triunfo das industrias fortemente regulamentadas pelo estado e com as decisões dos seus melhores alunos.»
    É que o mentor MF é (foi) também mentor de DengXiaoPing, tendo sido visita do SG e do CC do PCC poucos dias antes dos fatídicos acontecimentos da praça Tienamen.
    De resto, ninguém até hoje aplicou de forma tão rigorosa os princípios da sobrevalorização do capital e esmagamento do trabalho como a elite económica chinesa e seus aliados nas bolsas mundiais.

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  2. Viva Francisco.

    Recordp-me sempre do "free to choose" e da história do lápis que era hegemónico sem qualquer regulamentação ou industria estatal :)

    Tens razão. É tudo um bocado cómico quando não acaba em tragédia. Há muita coisa por explicar e por perceber na crise que estamos a atravessar.

    Boas Festas

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