segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

passos alterados

 


 


A Irlanda tinha cerca de 4 milhões de habitantes antes da crise e estima-se que ande pelos 3 milhões e meio. É uma nação recente com uma ligação umbilical à Inglaterra e aos Estados Unidos da América que lhe garante uma relação privilegiada com quem ainda domina o mundo financeiro. E podíamos ficar algum tempo a encontrar diferenças em relação aos países do sul da Europa.


 


Não me pareceu boa ideia, nem justo nem solidário, que os governantes portugueses se demarcassem da Grécia e afirmassem afinidades, apressadas e de ocasião, com a Irlanda. Se os juros da dívida portuguesa estão nos 5 mil milhões de euros ao ano, será difícil evitar uma renegociação. Os nossos governantes, na ânsia de exibirem sei lá o quê e de agradarem aos "mercados", pareciam dispostos a sacrificar o seu povo durante um série de anos sem qualquer certeza dos efeitos. O mundo mudou e ninguém garante que os ciclos económicos são semelhantes aos do passado e que o crescimento virá na próxima esquina.


 


Passos muda o discurso do "nem mais tempo, nem mais dinheiro"


 


 



 Da pena do Antero


 

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