Impressionou-me a presença de encarregados de Educação nas manifestações de Braga a propósito da última formação de mega-agupamentos. Não tem sido assim na generalidade do país, onde uns poucos professores tentam remar contra a maré.
Passei há pouco pelo espaço no facebook de um movimento da saúde nas Caldas da Rainha e registei algum desânimo com a indiferença da população. Compreendo o desabafo.
As escolas "andam" há muito isoladas, têm sentido na pele essa insensibilidade e nas Caldas da Rainha por mais do que uma vez.
Em 2009, por exemplo, a Escola Básica Integrada de Santo Onofre lutava quase isolada contra o modelo de gestão de Lurdes Rodrigues que escancarou as portas ao desmiolo em curso. O Governo destituiu o Conselho Executivo e várias instituições nacionais organizaram, com abundante e atempada informação, uma manifestação em frente à escola para receber a Comissão Administrativa Provisória mandatada. Estavam por lá pessoas dos mais variados pontos do país, deputados dos vários partidos, sindicalistas das diversas federações, representantes de movimentos independentes e por aí fora. Não vi um cidadão caldense que não fosse professor e mesmo esses eram quase todos da escola em causa. Há um qualquer "gás pimenta" que faz com que as pessoas só se movimentem, e mesmo assim a muito custo, quando lhes toca directamente. Normalmente é tarde.
Falaste muito bem neste assunto...É mesmo por isso que chegamos a este ponto.Cada qual trata da sua vidinha,ou preocupa-se com o pobre cãozinho que matou a criança,...
ResponderEliminarÉ verdade Paulo! Tudo muito preocupado com o seu umbigo. Nem as questões da saúde e educação falam mais alto.
ResponderEliminarMas por cá sempre foi assim! De há uns anos para cá.
certeiro
ResponderEliminarNem mais...
ResponderEliminarHá um certo culto da autocomiseração entre os portugueses, e em particular dos professores, de tal modo têm sido crescentes, incontroláveis e imprevisíveis as agressões de que têm sido alvo, de há meia dúzia de anos para cá.
ResponderEliminarSe em 2008 apontavam o modelo de ADD como a principal causa de indignação e mobilização, hoje será difícil arranjarem consensos para elencar todas as opugnações de que se sentem vítimas, o que, paradoxalmente, os enfraquece e dá lugar ao descrédito, a uma certa rendição inconfessada, tipo mito da avestruz.
Embora perigosa, é uma atitude compreensível, pois os ataques, mais ou menos descarados, vêm de todos os quadrantes da vida pública, desde a tutela, passando pelos "opinion makers" mais badalados, pelas confederações de pais até à opinião pública em geral, de tal modo tem sido ardiloso o trabalho de encontrar um bom bode expiatório para o desgoverno da administração central.
Tenho estado sem rede. Abraço aos cinco.
ResponderEliminarTrabalho sem rede...
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