Obama vai dando sinais de que o segundo mandato não ficará marcado apenas pela importante defesa dos direitos das minorias. Ao contrário da esquerda europeia-terceira-via-que-se-fascinou-com-o-ultraliberalismo-e-com-o-brilho-dos-salões-oligárquicos, o presidente dos EUA consegue remar contra a maré.
O Público, no último Domingo, faz um resumo acertado do que está em causa. O ultraliberalismo do Estado mínimo não é o fim da história e o desrespeito por quem exerce funções públicas por concurso pagar-se-á. A ladainha de que quem exerce funções públicas por contrato o faz por falta de ambição e de capacidade de inovação é desconhecedora e serve os interesses dos descomplexados competitivos que se encostam ao Estado e promovem a corrupção que nos empurrou para onde estamos.
"Direitos das minorias"? E quanto aos "direitos das maiorias"? E que tal mandar toda essa ganga ideológica para o lixo e cuidar dos "direitos dos indivíduos/pessoas" (que, nesse caso, não são da maioria nem da minoria, não são pretas nem brancas, não são gays nem outra coisa qualquer)? Creio que fariamos excelentes progressos.
ResponderEliminarViva Paulo,
ResponderEliminarque admires o Obama e encontres no seu discurso motivos para acreditar que "vai ser diferente e melhor" é um direito que te assiste.
No entanto convém não esquecer que uma das grandes promessas do 1º mandato era acabar com as detenções ilegais... e no entanto Guantanamo continua.
Abraço
São boas perguntas. Por vezes, e por economia de escrita, simplificamos as formulações. Mas é importante sublinhar que não nascemos todos com os mesmos direitos e que há minorias que se têm de emancipar. Por vezes maiorias, concordo. A História é conclusiva.
ResponderEliminarViva Francisco.
ResponderEliminarHaverá mais assuntos como o que nomeias. Não tenho dúvidas e só Obama poderá explicar. É difícil fazer juízos definitivos por quem anda por aqui, quanto mais de Obama. Gostei das suas eleições e li uma biografia, sei que vale o que vale, antes disso de que gostei.
Abraço.