domingo, 26 de maio de 2013

dos especialistas no accountability dos outros

 


 


 


 


 


 


 


 


Andará por aí amanhã um especialista norte-americano, convidado pelo MEC, a dizer que os professores devem ser responsabilizados pelo desempenho dos alunos. É um investigador oriundo da força aérea, e com passagem pelo MIT na área da economia, que acha que se o professor for eficiente pode ter turmas grandes e que deve ser avaliado pelos resultados dos alunos.


 


Fui oficial "Comando" (não voluntário, note-se bem) e dei instrução militar (aulas em regime de monólogo) a uma "companhia" ao mesmo tempo. Eram uns trezentos militares e escuso-me de caracterizar os critérios disciplinares subjacentes. Não piavam, apenas gemiam (isto é literal). Era um jovem adulto e ainda bem que não nos pagavam pelos resultados dos alunos.


 


Estas discussões redundantes já cansam um bocado. Sem sequer estar em causa a discussão sobre os critérios de eficiência no âmbito da docimologia, remeto-me para este algoritmo que começa assim: "A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar.(...)"


 


A mesma edição do Público tem duas notícias, uma na online outra na impressa, sobre famílias com filhos em idade escolar (e cada vez são em maior número com estas características). O paradoxo das prioridades de MEC até arrepia. Mais valia convidarem especialistas em aulas no Bangladesh, com todo o respeito pela população desse país que nem conheço.


 


Na online diz assim:


 


 



 



 


 


Na impressa diz assim (dois filhos menores em idade escolar):


 



 

13 comentários:

  1. Joana Ribeiro, Encarregada de Educação26 de maio de 2013 às 20:19

    Excelente análise Prof. Paulo Prudêncio. O senhor Professor é incansável na defesa da Escola Pública e dos mais fracos. Bem Haja.

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  2. Esse investigador deve ser encomendado como os do FMI - Só pode ser mais um conservador empedernido.
    A retaguarda de um aluno é fundamental. O ambiente cultural, social e económico tem a maior influência nos resultados escolares sendo impossível de avaliar. Se os docentes escolhessem os alunos como acontece em várias escolas, seriam decerto mais "eficientes".

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  3. Perfeitamente de acordo Paulo!

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  4. Também acho, mais um convidado do Gaspar que aprendeu Excel no MIT. Aparece cada idiota que nem o diabo se lembraria.
    Será que o investigados partiu da premissa que os alunos são iguais? Vai avaliar a influência de um professor sobre um aluno a uma determinada disciplina no meio de dez professores e tantas outras discilplinas? Outra encomenda.

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  5. Mais uma lavagem cerebral. A Finlândia tem poucos alunos por turma, docentes valorizados e muito respeitados, escolas bem dimensionadas mas já não interessa falar nisso para o Crato.
    A educação é cara e na América está uma desgraça orientada por pensadores destes. A educação da Coreia e do Japão é boa? Tragam-nos para cá e metam-nos numa TEIP da Amadora numa turma CEF com 50 alunos e o investigador que nos explique.
    Enfim- São os governantes que há. Sem conhecimento do terreno e por isso estamos neste estado.

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  6. Claro que o professor deve ser responsabilizado pelos resultados dos seus alunos. Tal como os próprios alunos, os pais, o currículo, a organização da escola, as medidas educativas, ...
    Precisamos urgentemente de um filtro que identifique as reais causas de cada aluno em particular. Isso sim, é importante.
    A generalização continua a colocar na sombra o mau professor, o mau aluno, a má capacitação parental, a má organização da escola, as más medidas educativas, ...

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  7. O dito animal julga que somos burros...
    Instrutor de tropas de elite? Bem pode limpar as mãos à parede,pois o exército dos USA é perfeitamente incapaz.Relembremos as vitórias...Vietnam,Correia, entre outras...No Iraque usaram os Ingleses como escudo...E só puseram tropas no chão quando só restavam escombros.

    Percebo a opção de (c)rato...

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  8. Muito obrigado Ana, pelo comentário e pela sugestão.

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  9. Muito obrigado Ana, pelo comentário e pela sugestão.

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