terça-feira, 25 de junho de 2013

dos professores na linha da frente

 


 


 


 


É histórica esta lição de cidadania dos professores portugueses. É bom que não nos esqueçamos que isto só foi possível porque se impôs mais uma vez a força da razão e porque os professores não são instrumentalizáveis. 


 


Escolhi o vídeo com as declarações do líder da Fenprof. Ouvindo com atenção, percebe-se a dimensão do que foi conseguido que vai ao ponto do novo conceito de serviço lectivo ser aplicado a todos os professores, e não apenas aos que têm horário zero, e das direcções de turma continuarem onde estavam tendo mesmo passado para 100 minutos.


 


Escrevi há tempos que os professores estavam na linha da frente no confronto dos funcionários públicos com este Governo. Até compreendo, embora com falta de pachorra e o estado a que chegámos é elucidativo, que a luta pelo poder tenha um tacticismo macro. Mas não é uma estratégia acertada, a pensar no presente e também no futuro, não atribuir de imediato aos professores uma vitória justa e inquestionável e dá argumentos injustos aos que advogam a instrumentalização dos professores. É que, para além de tudo, estas coisas infantilizam a atmosfera e quem está pelas escolas não aprecia nada a ideia; mais ainda após três semanas de greve às avaliações, de mais uma histórica manifestação e de uma difícil greve aos exames.


 


 


 




11 comentários:

  1. “Com a sua luta, professores obtêm importantes ganhos!

    Os professores obtêm importantes ganhos

    Está suspensa a greve ao serviço de avaliações

    27 de Junho – fazer uma grande Greve Geral

    A FENPROF concluiu o processo negocial com o MEC, obrigando-o a recuar em matérias que mobilizaram a maioria dos professores e educadores, num longo e forte processo de luta, com recurso à greve em serviço de avaliações, uma manifestação nacional e uma greve geral dos professores e educadores.

    Na reunião de hoje, o MEC, sob uma forte pressão dos professores, aceitou uma série de condições que, constituindo um importante avanço em resultado da sua luta, não permitiu, no entanto, a assinatura de qualquer acordo.

    A manutenção, na Assembleia da República, de projetos de lei para regulamentar o horário das 40 horas e a mobilidade especial, impedem esse acordo e devem mobilizar-nos para a realização de uma grande Greve Geral no próximo dia 27 de Junho.

    No entanto, os ganhos obtidos com os horários de trabalho e com a consagração de uma série de medidas que permitirão reduzir o drástico efeito dos horários zero, que as intenções do governo faziam prever, a par do recuo do MEC, criando condições excecionais para os professores, designadamente no que à componente letiva diz respeito, permite o restabelecimento do funcionamento normal das escolas, pelo que a greve às avaliações pode ser suspensa.

    No entanto, informa-se que, se por qualquer motivo algum professor estiver ausente por greve às suas reuniões de conselho de turma, continua coberto pelo pré-aviso de greve.

    Em breve disponibilizaremos a ata final deste processo negocial. Viva a luta dos professores!

    Valeu a pena lutar! ”

    Fenprof

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  2. Viva Paulo,
    o que se conseguiu é de uma enorme importância para todos os professores, mesmo para os que não colaboraram, fazendo greve às avaliações e para os que garantiram o serviço de exames no dia 17.
    Manter a direcção de turma na componente lectiva e assegurar como lectivas as horas de apoios, coadjuvações e outro trabalho com alunos, mesmo para os potenciais horários-zero, significa evitar o despedimento em massa já em Setembro.
    Só não compreende isto quem é inculto ou está de má-fé.
    Também por isso fiz dois dias de greve e mais três reuniões, além da greve de dia 17, apesar de em Setembro já nada disto me afectar directamente. É esse o maior motivo da minha satisfação.
    Abraço

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  3. Excelente análise.

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  4. O (c)Rato diz que concordavam com tudo desde o início e que as greves foram inúteis...

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  5. Viva.

    Esmiuçando mesmo: só é importante se o seguinte for mesmo assim: "percebe-se a dimensão do que foi conseguido que vai ao ponto do novo conceito de serviço lectivo ser aplicado a todos os professores, e não apenas aos que têm horário zero, e das direcções de turma continuarem onde estavam tendo mesmo passado para 100 minutos". Claro que há outras questões, mas, e neste momento, isto é o essencial tal o alcance que pode ter para todos os professores: QE, QZP e contratados.

    Embora isto posse ser pulverizado em qualquer altura.

    Abraço também.

    Vamos aguardar.

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  6. Ao ler a ata publicada na Fenprof não estão salvaguardadas todas as coisas que os nossos sindicalistas dizem ter conseguido, mas a ver vamos.
    Contudo considero que se os professores não tivessem feito estas greves teria sido muito pior.
    VIVAM OS PROFESSORES GREVISTAS!!!!
    Desculpa Paulo, mas deixa-me ser um pouquinho má, agora os colegas que não fizeram greve, não deveriam aceitar as regalias conseguidas com as greves, assim é que teriam a razão do seu lado.

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  7. Vou deixar um comentário que deixei no Umbigo. Por preguiça :)

    Parece-me uma base de entendimento satisfatório para os professores. Que eu não supus ser possível nos dias de hoje. Mas justo.
    A seu tempo se poderão(?) melhorar alguns pontos mas o essencial parece-me estar lá.
    Embora negado pelo ministro e pelo secretário de estado, se não fosse a posição firme dos professores nada disto teria acontecido.
    A cara de um e outro denotava bem a “vitória” do ME nesta batalha
    Valeu a pena o que fizemos.
    Sou um dos cinco mil e tal que estão à espera do despacho da aposentação.
    Saio com raiva, muita raiva e alguma dor por me sentir chutada e empurrada borda fora.

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  8. Parabéns Maria das Dores, embora se compreenda o estado de alma. E continuação de boas lutas, já que nem os reformados deixam de o fazer. Força aí.

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