Cavaco Silva acaba de anunciar que mantém em funções, mesmo que a prazo, a balbúrdia governamental mais risível a que se assistiu no mundo democrático e ocupou a quase totalidade do seu tempo de antena a explicar ao povo os riscos das eleições; ou seja: deve achar que os garotos do Governo são povo (estou a ouvi-lo e parece que lhe imprimiram várias vezes a página que começa com o "se houvesse eleições antecipadas...") e só pode estar a falar para eles com tantas repetições. O Governo fica em funções, mas é tão mau que cai já daqui a uns meses. A última remodelação parece que foi chumbada.
Agora o presidente da República apela a uma "salvação nacional" entre os partidos do arco governativo, promete eleições antecipadas a partir de Junho de 2014 e diz que promoverá uma figura que construa pontes (deve estar a pensar no Ferreira do Amaral). Dá ideia que fechou uma crise política e que abriu outra.
Cavaco Silva, que foi eleito a primeira vez com um discurso populista e anti-político, deve achar que o povo português é o melhor do mundo já que o elegeu umas quantas vezes para primeiro-ministro e presidente da República. Vitor Gaspar, uma espécie de Cavaco Silva mas com o fatalismo da troika, também achava o mesmo do povo que o aturou de forma anestesiada e deve ter recebido garantias de Cavaco Silva.
Ou seja: o povo assiste a uma trágica orquestra e perante uma qualquer imprevisto, mesmo que grave, o que lhe é pedido é silêncio. Como se pode ver na imagem, só se desculpa um pedido de silêncio o tempo necessário para se racionalizar o "ssssssssshhhhhhhhhhh".
Há necessidade de eleições mas na situação actual a democracia fica suspensa. É a triste conclusão das declarações do PR.
ResponderEliminarQueremos eleições já!
ResponderEliminarO povo não pode estar refém destes cobardes.
Temos escolha, uma Constituição, não temos medo.
Extrema-esquerda
PCTP/MRPP – Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses
POUS - Partido Operário de Unidade Socialista
Esquerda
B.E. – Bloco de Esquerda
PCP – Partido Comunista Português
PEV – Partido Ecologista "Os Verdes"
Centro-esquerda
PDA – Partido Democrático do Atlântico
PTP – Partido Trabalhista Português
Centro
(*) PS – Partido Socialista
MPT – Partido da Terra
PAN - Partido dos Animais e da Natureza
PH - Partido Humanista
Centro-direita
PLD – Partido Liberal-Democrata
Direita
(*) CDS–PP – CDS – Partido Popular
(*) PPD/PSD – Partido Social Democrata
PND – Nova Democracia
PPV – Portugal pro Vida
PPM – Partido Popular Monárquico
Extrema-direita
P.N.R. – Partido Nacional Renovador
Coligações
PCP-PEV – CDU – Coligação Democrática Unitária.
(*) Responsáveis pela destruição do nosso país. Votem em todos menos PS, PSD, CDS, nem em branco. Nem se abstenham.
Nota: Contem a história do PREC, aos vossos netos desempregados. Estou farto de ouvir falar nisso. Esse periodo da história, tal como a guerra civil espanhola, já foi ultrapassada pelo tempo e pelos acontecimentos. Existem mais partidos, de direita e de esquerda, escolha outro além do PS, PSD e CDS, da sua area politica.
O Cavaco é o "PALHAÇO MOR". Está a falar ao país, só que se esqueceu de tirar as favas da boca, e por tal razão, só criará mais confusão porque a sua fala é como o seu raciocínio...
ResponderEliminarO Sr,. Presidente e a sua pandilha de corruptos estã-nos a levar o ouro, em breve só teremos chumbo para lhes dar.
ResponderEliminarNão percebi nada. O governo continua mas não continua, se os do arco quiserem há um governo de salvação nacional e este governo sai de cena e há eleições quando entenderem depois de junho de 2014...
ResponderEliminarO cavavo demitiu o governo sem o demitir...
ResponderEliminarE O PORTAS ACEITA ISTO? NÂO ERA VICE-PRIMEIRO-MINISTRO IRREVOGÁVEL?
ResponderEliminarMas o que é que foi conseguido ?! O acesso aos mercados ? O que se conseguiu foi ter 20% de desempregados, o dobro dos miseráveis, uma dívida impagável e superior à encontrada, ricos mais ricos, e uma classe média encostada à baixa. O ideal monárquico da direita; uma minoria rica e os restantes pobres. A demissão do ministro das finanças foi o atestado de óbito das políticas seguidas. O sonso do presidente a escudar-se na hipótese de um novo resgate, como se não soubesse que vai haver um segundo resgate. Vender-se a ideia que muitos defendem de que não existem alternativas é coma cerebral ! É como as mulheres que não pedem divórcio do marido que lhes bate, porque julgam que todos os homens são iguais. Isto não é um governo, é um cancro que é imperativo erradicar !
ResponderEliminarCavaco não teve coragem para o que previas no post anterior. Não o fez exactamente mas demitiu o governo em câmara lenta.
ResponderEliminarCavaco apenas e só coloca um prazo, Junho de 2014, apartir da qual poderemos ir para eleições.
Cavaco podia ter feito melhor.
O incendiário "fechou uma crise política e que abriu outra para comemorar o dia de Portugal: o 10 de Junho (escrevi a data para que conste)."...
ResponderEliminarQue confusão. Talvez fosse melhor eleições antecipadas.
Prof: o Cavaco foi mortal para o governo. O que me ri com a imagem.
ResponderEliminarForte abraço.
O Cavaco fez o que previas no post anterior e é lido muito bem por Miguel Gaspar:
ResponderEliminar"Numa assentada, o Presidente da República transformou o governo de Passos Coelho num governo de gestão e decidiu tomar o poder.
É a conclusão que se pode extrair de um discurso em que Cavaco Silva acabou, de facto, e inesperadamente por convocar eleições antecipadas.
O Presidente responsabilizou inequivocamente a maioria pela crise da semana passada. Fê-lo ao falar nos efeitos do que se passou. Mas fê-lo sobretudo ao não deixar uma palavra sobre a solução apresentada por Passos Coelho e Paulo Portas.
O Governo PSD/CDS é um governo precário. A remodelação pode avançar, mas já não tem sentido. Não tem a confiança do Presidente.
Disse apenas que o governo está em plenitude de funções. Mas a confiança no governo nunca foi invocada para justificar a decisão de não convocar eleições agora: esses motivos foram o Orçamento, a troika e o facto de ele considerar que do acto eleitoral não sairia uma clarificação política.
O Presidente impôs um acordo entre os três partidos – do qual fará parte a marcação de um calendário eleitoral. Afirmou que designará uma personalidade de prestígio para mediar o diálogo.
E disse, sem margem para dúvidas, que “sem a existência desse acordo, encontrar-se-ão naturalmente outras soluções no quadro do nosso sistema jurídico-constitucional”.
É a frase que vale a pena citar. Porque significa que ele está disposto a avançar para um governo de iniciativa presidencial.
Cavaco Silva encerrou a crise dos golpes de teatro com um golpe de teatro maior do que todos os outros.
Um golpe de teatro em diferido. Sem precedente na história democrática.
Com uma única certeza: o Presidente decidiu tomar o poder."
Só os do dito arco do poder porquê? E os outros?
ResponderEliminarNão, não foi o presidente. Foi o BARONATO DO PSD QUE ESTÁ POR TRÁS DELE. É extraordinário. As taxas de juro da dívida soberana amanhã o dirão. 'bora rumar a África.
ResponderEliminar... é só para tentar manter alguma importância política, quando nós sabemos que este presidente é uma autêntica nulidade.
ResponderEliminarSe não vamos agora a eleições, que estamos "resguardados" dos mercados pela Troika, com o argumento de que o período eleitoral cria instabilidade política, então será depois de a Troika sair, em que estaremos completamente expostos aos mercados, é que será o momento oportuno de ir a votos?
O Cavaco quer enganar quem?
Subscrevo. Esta crise é a mais grave da história e não pode ser discutida como se fosse do centrão...
ResponderEliminarVamos passar a ter um governo de gestão que nem sabemos se vai aceitar, e continuar nestes termos. Conhecendo a prepotência e arrogância do Coelho, o mais certo é continuarmos a ter a cena da Birra em próximos episódios. Depois temos a esparrela que o Pr quer pregar ao Ps, ao tentar arrastá-lo para a desgraça em que vive uma maioria que todos os dias definha. Só um suicida é que aceitaria, nesta conjuntura, ligar-se a esta pretensa maioria, ainda por cima com eleições a tão curto prazo. Resumindo, temos um governo feito em cacos, e sem possibilidade de fazer seja o que for. O que Cavaco fez foi passar um atestado futuro de incompetência, tanto a Coelho como a Portas. Estes querem violar constantemente a lei, retroagindo. O Pr, pelo contrário ,avançou o cenário de implosão deste governo.
ResponderEliminarCavaco não confia em Passos e Portas e quer que os outros confiem (o PS)? Está doido.
ResponderEliminarO Cavaco atravessou-se à grande, propondo uma solução estúpida que quanto muito interessa ao PSD. O Portas que engoliu a conversa do "irrevogável" (de que ninguém mais se vai esquecer) para ir mandar no governo ia mesmo reduzir-se ao papel de ministro, outra vez. E o Seguro, que é fraquissimo mas não é assim tão burro, ia dar a mão a este governo para assumir todos os falhanços e resultados miseráveis a que chegámos. A única coisa boa que ainda podemos tirar deste delirio cavaquista é que é bem possível que na sequência disto o próprio PR tenha que se demitir.
ResponderEliminarNo meio de tantas interpretações de comentadores e políticos, isto a mim parece-me apenas uma coisa... um convite indirecto à demissão de Passos Coelho e Paulo Portas... mas isso era se eles tivessem alguma dignidade e vergonha na cara...
ResponderEliminarOVOS DE SERPENTE
ResponderEliminar“Antes prevenir que remediar”, diz a sentença popular assente na sabedoria feita de experiência. Também muitas vezes se ouve, como um dorido lamento, a expressão “depois da casa roubada, trancas à porta”. E por aí adiante, advertências não faltam, o que falta com frequência é a lucidez para escutar, em tempo útil, os sinais que as justificam.
Olhemos para as situações de Portugal, em particular, e da União Europeia, em geral, à luz de acontecimentos recentes.
Um documento da área de investigação económica do JP Morgan, um banco de investimento que é um dos poderes fácticos do mundo de hoje, chegou à conclusão de que as Constituições dos países do Sul da Europa são “um estorvo” para a solução dos problemas económicos porque salvaguardam direitos que já não se usam, como os dos trabalhadores, por exemplo. Trata-se de Constituições de carácter “socialista”, que perturbam o funcionamento livre dos mercados e se tornaram anacrónicas porque foram aprovadas a seguir a ditaduras e reflectem “poderes de esquerda”. Para que tudo funcione como deve ser, recomenda o JP Morgan, há que revogar essas Constituições, os direitos e o Estado social nelas contidos, citando os casos de Portugal, Espanha e Itália. Fora pois com as Constituições nascidas do antifascismo, reclama o JP Morgan.
Outro acontecimento, mais recente ainda, foi o discurso do presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, esta quarta-feira.
Em que é que a comunicação presidencial se conjuga com as recomendações do JP Morgan, tratando-se de uma suposta estratégia de solução para uma “grave crise política”?
Têm muito mais em comum do que parecem, as palavras e os assuntos são díspares mas a essência e os conceitos são gémeos.
O que disse Cavaco Silva? Que os partidos do “arco da governação” têm que se entender, já antes e mesmo depois das próximas eleições, à volta de um governo de “salvação nacional” que cumpra as ordens vindas dos mercados, através da troika ou mesmo sem troika. E ai deles se não se entenderem, porque os cidadãos saberão “tirar as suas ilações”. Para que esse acordo seja feito, o presidente está disposto a recorrer a uma figura com idoneidade acima de qualquer suspeita, não se sabe mesmo se do JP Morgan ou da Goldman Sachs, uma espécie de “pessoa providencial”, portanto. Sempre honrando a tradição de não ter dúvidas, Cavaco Silva garante que a realização de eleições na situação actual são “indesejáveis” porque iriam prejudicar a recuperação em curso. Horas antes do discurso já o presidente do Banco de Portugal, Carlos Costa, recomendara com a autoridade outorgada pela banca, que a política governamental deve ser “imune à alternância” entre os partidos – PSD, PS e CDS.
Três partidos fundidos num único por acção de alguém “providencial” capaz de se substituir a “indesejáveis” eleições... Isto não voz faz lembrar nada?
Tudo envolvido por uma teorização cada vez mais descarada, como a do JP Morgan, no sentido da eliminação de leis e direitos sociais, laborais e humanos que os mercados considerem estorvos à aplicação da austeridade até às últimas consequências, isto é, a escravatura.
Não nos enganemos: eles sabem muito bem o que querem, por onde e para onde vão, impondo as necessárias adaptações à política, uma actividade onde só devem caber os serviçais dos mercados. Se estiverem atentos, reparem como até as alusões à democracia vão desaparecendo.
As serpentes põem os seus ovos num estado de maturação em que as crias nascem logo e já prontas a fazer-se à vida. Também estes regimes são capazes de fazer a gestação de qualquer outra coisa preparada para lhes suceder. Os novos fascismos não precisam de recorrer à mesma designação e aos mecanismos funcionais que ficaram na História para o serem - fascismos.
Se não lermos os sinais teremos de viver a angústia de remediar e nem valerá a pena pôr trancas na porta.
E este também vê bem a coisa-
ResponderEliminar"CAVACO DECIDE PROLONGAR INSTABILIDADE POLÍTICA POR MAIS UM ANO
10 de Julho de 2013 às 22:19
Provavelmente, já toda a gente percebeu que, com esta inesperada comunicação à Pátria e à República, Cavaco Silva veio criar as condições ideais para prolongar, talvez por mais um ano, a grave crise política provocada pela demissão «irrevogável» de Paulo Portas, imediatamente a seguir à demissão do primeiro-ministro virtual, Vítor Gaspar.
De caminho, Cavaco Silva desferiu dois pares de bofetadas (com luvas) em Passos Coelho e Paulo Portas, fez um inqualificável ultimato político à direcção do PS e montou-lhe uma ratoeira: se o PS recusar a proposta «salvífica» de sua excelência, será apontado pela direita e pelo PR como o grande responsável por uma crise que não provocou.
Ou seja, invocando «grave risco» de instabilidade política se dissolvesse a AR e convocasse eleições legislativas antecipadas, Cavaco Silva acabou por montar uma grande trapalhada que vai criar maior instabilidade política e enfraquecer ainda mais a credibilidade de um governo que já está de rastos, com a perspectiva de eleições legislativas antecipadas, mas só daqui a um ano.
Grandes incógnitas são, para já: a de saber se Passos Coelho tem uma réstia de dignidade e alguma vergonha na cara, batendo com a porta (já se sabe que Paulo Portas é que não tem dignidade nem vergonha na cara); e a de saber em que mediador independente e isento é que o PR estará a pensar para promover um hipotético acordo entre os partidos de direita, PPD e CDS, e o PS.
Além disso, impressionou-me muito a total submissão de Cavaco à «troika» e aos sacrossantos «mercados financeiros» - apresentados como autênticos «papões» - assim como a falta de confiança na capacidade de os portugueses se pronunciarem em eleições livres, que constituem um dos principais fundamentos da democracia: a soberania popular.
Muito mais haverá para dizer, mas, por enquanto, fico-me por aqui.
Alfredo Barroso"
QUAL SERÁ A FIGURA DE PRESTÍGIO QUE CAVACO VAI NOMEAR PARA CONSEGUIR O CONSENSO?
ResponderEliminarSERÁ A NOSSA SRA. DE FÁTIMA, ESTOU MAIS INCLINADO PARA O ESPÍRITO SANTO.
DISCRIMINADOS DESTE PAÍS UNI-VOS
Dá mesmo para as leituras mais diversas.
ResponderEliminarForte abraço Ricardo.
ResponderEliminar