segunda-feira, 8 de julho de 2013

trio sinfónico

 


 


 


 


Não sei quem escreveu a partitura nem tão pouco se ela existe na tentativa musical orquestrada por Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas. Já se percebeu que não estão com pressa e a tomada de decisão está em interregno para avaliação de danos.




Os últimos dias são dignos de aprendizes de feiticeiros e só são possíveis porque os cortes a eito encheram de euros os cofres do Estado. Já voltaram a brincar à politiquice radical (mas é demasiado perigoso alimentar ainda mais o discurso anti-político) e até podem convocar para a orquestra tocadores de campainhas de Portas que se juntem de vez aos sofisticados operadores de ferrinhos.










4 comentários:

  1. Temos de evitar eleições porque senão aí vem o segundo resgate! (já está a ser negociado o resgate independentemente de haver ou não eleições) Pronto temos de evitar eleilções porque....temos de evitar eleições!

    António Santos.

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  2. EXECRAÇÃO DE PAULO PORTAS



    Vamos lá gastar alguma cera com esta criatura. Mais uma concessão ao efémero. Começo por estranhar a benevolência relativa com que ela tem sido tratada. Como se um instinto nato de harmonia obrigasse a atenuar a flagrância do mau gosto. Um querido amigo meu, a certo desabafo, sugeriu que o meu desprezo era «emocional». Havia aqui uma sugestão de parcialidade política. Devo defender-me disso. Na verdade, até aprecio e respeito algumas pessoas que se dizem amigas do doutor Portas. E verifico que ele tem esta particularidade estranhíssima: todos os seus amigos são melhores que ele.
    Recordo os tempos muito catitinhas de «O Independente», cheios de peripécias e partes gagas. Costuma evocar-se – e com razão – o rasgo inovador e dinâmico do jornal. Pouca referência se faz – e sem razão – ao lastro de frioleira e alarvidade que lhe pesava como chumbo.
    Portas esteve por então envolvido numa campanhazinha muito marota e fraldiqueira contra a «meia branca». Estas coisinhas davam-lhe muito prazer. Em dada altura dedicou-se à política (em revogação do desdém pedante antes manifestado) e é hoje -- com Jardim e Cavaco -- um dos políticos de mais longo exercício. Ainda tenho nos ouvidos os gritinhos de «ó Margarida», «ó Margarida!» com que ele pontuou uma entrevista qualquer, dada a uma jornalista que viria a ter um fim infeliz.
    Toda a sua vida pública (e provavelmente a outra) é feita em permanente pose. Tem atitudes; Olhares longamente estudados; máscaras de sisudez de Estado; esgares trabalhadíssimos; soslaios de palco amador; sorrelfas; sorrisinhos desdenhosos; trejeitinhos manhosos; «boquinhas e olhinhos»; meneios de cabeça; artifícios retóricos como o de perguntar repetidamente «sabe que…?». Às vezes tenta o furor tribunício, mas a voz não lhe dá para tanto; experimenta a pose imperial, mas é pequenote mesmo para Napoleão. Ainda é um homem novo. Quando for mais velho lembrará uma deprimente figura de actor que aparece na «Roma» de Federico Fellini.
    Talvez a exposição pública da política exija um certo histrionismo. Mas então, que se seja bom actor. E não se deixe no ar esta grande vontade de pedir a devolução da entrada.
    Já o vi a exaltar a «lavoura» em vezos saudosistas (menos insinceros do que parece); já o vi a ajoelhar, numa capela, com os dois joelhos, numa compunção beata; já o vi a bramir, numa cena movimentada, contra «os ciganos do rendimento mínimo»: já o vi em festarolas de aldeia, ou em obscenas rondas de lares de idosos, ou a debitar banalidades de dentadura a rebrilhar. Já o vi a dizer (e a fazer) trinta por uma linha.
    E já o vi a disparatar abertamente, quando, evitando o russo «troika» (alguém o convenceu de que a atrelagem russa era uma palavra «soviética»…) optou por «triunvirato», solução histórica tradicionalmente catastrófica. Apesar de tudo, sempre é melhor que a ridícula revogação da decisão «irrevogável».
    Esperava-se que ocupasse a Administração Interna, depois de a direita ter feito histérica algazarra (ora obnubilada…) sobre a segurança. Não. Foi para os Negócios Estrangeiros, para se descomprometer e fazer de conta (sempre o fingimento, o obsessivo, doentio, fingimento) que era alheio às mexerufadas da famulagem financeira. A seu tempo ressurgiria em atitude messiânica, como resgatador dos infelizes. Sempre o calculozinho. Contas furadas.
    Deixou uma nota de subserviência a manchar a diplomacia portuguesa com o caso Snowden. Em tempo de crise política interna, a situação foi minimizada, ninguém estava a espreitar. Mas as consequências para os interesses de Portugal (já não falo nos princípios) serão lastimáveis. Creio que Freitas do Amaral nunca se prestaria a esse papel. Mas há gente na direita que considera natural a farronca para com os mais fracos e servilismo rasteiro para com os mais fortes. Paulo Portas não a desmentiu, neste ziguezague da sua carreira, que se espera abreviada.
    Ao longo de quase vinte anos, houve a universidade Moderna, as deslealdades para com dirigentes políticos afins, a fotocópia de to

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  3. NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL



    FENPROF QUER INFORMAÇÃO DO MEC SOBRE DESPACHO QUE INCLUI MEDIDAS PREVISTAS EM

    ATA NEGOCIAL E NÃO ABDICA DE REUNIR PARA DISCUTIR ALTERAÇÕES CURRICULARES

    PREVISTAS PARA O 1.º CICLO DO ENSINO BÁSICO E PARA OS CURSOS PROFISSIONAIS





    A FENPROF dirigiu-se hoje ao MEC para solicitar informação, com caráter de urgência, sobre o despacho (que já deveria ter sido publicado) de integração em diploma legal dos compromissos assumidos pelo Ministério na ata negocial assinada em 25 de junho. Passadas duas semanas sobre a data de assinatura da referida ata, e já em pleno mês de julho, as escolas e agrupamentos continuam sem poder organizar o próximo ano letivo, incluindo a elaboração dos horários dos docentes, pois tarda em ser publicado o diploma que altera normas do Despacho n.º 7/2013 e/ou prevê outras que aí não constam. Este atraso na publicação de legislação cria dificuldades acrescidas ao trabalho de preparação do ano letivo 2013/2014 que, nesta altura do ano, já deveria estar em fase adiantada.



    No mesmo ofício dirigido aos Ministro, a FENPROF solicita a marcação de uma reunião, com caráter de urgência, para discussão das alterações curriculares previstas pelo MEC e que poderão traduzir-se em revisão do Decreto-lei n.º 139/2012, de 5 de julho. De acordo com o que se conhece, preveem-se, entre outras, alterações significativas na organização do 1.º Ciclo do Ensino Básico, bem como na matriz curricular dos cursos profissionais. Para a FENPROF, tais alterações não podem ser aprovadas sem a indispensável auscultação das organizações representativas dos professores, tanto mais que, das mesmas, decorrerão efeitos que se repercutirão diretamente na vida profissional dos professores.



    Aguarda-se, agora, a resposta do MEC. Aos professores, a FENPROF apela para que, mesmo estando à porta um merecido período de férias, não deixem de estar vigilantes face a eventuais decisões da tutela que, precisamente, dado o momento do ano em que nos encontramos, poderiam passar de forma despercebida. O tempo que vivemos é demasiado complexo para eventuais distrações.



    DUAS NOTAS FINAIS:



    1. Expiram hoje os 10 dias úteis previstos no Código de Procedimento Administrativo para o MEC entregar à FENPROF a gravação áudio da reunião que teve lugar em 14 de junho. Após contacto que será feito com o MEC, caso não seja obtida essa gravação, o processo seguirá pelas vias jurídicas adequadas até que tal se concretize.



    2. Foram atingidas as 250 sentenças que condenam o Ministério de Nuno Crato a pagar aos docentes a compensação por caducidade dos seus contratos. Face à quantidade de sentenças, fica claro que, ao recusar pagar o que deve aos professores, exceto quando os tribunais o condenam, o MEC não age como pessoa de bem, o que é absolutamente inadmissível. É uma vergonha esta postura ministerial, não se conhecendo, no passado, situação semelhante. São ainda inúmeras as ações que correm nos tribunais e aguardam decisão final.





    O Secretariado Nacional

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