sábado, 12 de outubro de 2013

Não há alternativas?

 


 


 


 


 


"Não há alternativas", é o discurso naturalmente vigente nos ultraliberais, mas também nos sociais-democratas e socialistas que, acima de tudo, aspirem aos salões do poder e aos elevadores da oligarquia em detrimento do exercício político que os aproxime do que dizem professar. Só a conta-gotas é que alguns deserdados das ideologias descritas se vêem afastados das benesses ilimitadas e atirados para o lado mais fraco da luta de classes. Só quando chegam aí, e ainda são poucos, é que acordam.


 


Joseph Stiglitz tem sido, ao que consigo observar, coerente e não se cansa de denunciar o aumento do flagelo das desigualdades e de apontar alternativas. É só ler com atenção uma das páginas do seu último livro e pensar na Holanda como escandaloso paraíso fiscal dentro da zonaeuro. E é escusado advogar que se terminarmos com isso os capitais emigram, porque quem criou o sistema foram os norte-americanos e europeus que dominaram o mundo e exploraram as restantes populações do planeta. São estes que não querem terminar com o retrocesso civilizacional. Quem não se convencer com a imagem seguinte, faça a leitura integral. E já agora, procure também por crédito de neutrões para perceber como é que 5% recuperaram todas as perdas da bolha imobiliária e como é que a riqueza da classe média desceu 40%. É que sem classe média que se veja as democracias esfumam-se.


 


 


 






Joseph E. Stiglitz, Joseph (2013:11). "O preço da desigualdade". Bertrand Editora. Lisboa.










4 comentários:

  1. Já nem Robert Kahn, o economista conselheiro de Bush que é um masoquista, segundo a tosca adjectivação de Cavaco Silva, diz que não há alternativas e já manifestou a preocupação em virtude das dívidas como a portuguesa serem insustentáveis.

    Kahn sabe que, apesar da crise que se arrasta já há 5 anos e serve sobretudo para os mais ricos criarem mais riqueza distanciando-se progressivamente em termos de desigualdade em relação aos pobres - os Estados Unidos nunca terão falta de liquidez. Para que os valores fictícios que existiam na contabilidade dos bancos possam ser repostos, os Estados Unidos (ou melhor, quem os controla financeiramente) emitem simplesmente mais papel moeda que “vendem” especulando em bolsa.

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  2. Não há alternativas? Há como diz o texto.

    Os offshores passam bilhões e não pagam impostos ao fisco. Porque não fazer uma leizita para que os prevericadores contribuiam para a tal alternativa.

    E cortar nas GORDURAS GOVERNAMENTAIS, para quê tanta viatura. Para quê 12.60 € por cada voto que os partidos recebem tudo sumado são 70 milhões dos nossos impostos para proveito dos partidos, reduzam isso para 1 centimo cada voto e já estão a ser bem pagos. Quantos milhões vão do orçamento para a presidência da republica. Quantos milhões são pagos por pareceres e leis feitas por advogados exteriores à assembleia para que servem tantos deputados só para levantar o braço.

    Há alternativas e muitas.

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  3. Não sei não. A coisa está a descer muito.

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