Mostrar mensagens com a etiqueta oligarquia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta oligarquia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

da suíça do povo exemplar e do resumo de mais um dia europeu alucinante

 


 


 


Enquanto educava o povo chegando ao ponto de referendar a proibição dos imigrantes cortarem as unhas na sala de estar, a neutral Suíça vê-se, através do Swiss Leaks, pela enésima vez ligada a todo o tipo de lavagem de dinheiro com 200 portugueses à mistura no HSBC suíço. Os implacáveis dos costumes nunca nos surpreendem nas aldrabices.


 


Foi hoje que se soube que o Governo português quer antecipar o pagamento de 14 mil milhões de euros ao FMI, quiçá com o tal HSBC como credor. Com tanta liquidez dos cortes a eito, os nossos passos continuam além do capitalismo selvagem.


 


E foi também hoje que se conheceu que a Áustria, berço de alguns dos principais mentores do nazismo e talvez também por isso, se colocou do lado da Grécia no diferendo com a Alemanha.


 


Está estranha a Europa. As oligarquias parece que estremeceram mesmo como o abalo grego e com o novo mundo da informação. Que se sigam mais abanões.


 


 


17267142_MqQ4E.jpeg


 


Sede, em Berlim, do partido de Merkel.


Os berlinenses chamam-lhe Titanic. 


 


 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

do caso sócrates e dos excessos de soares

 


 


 


 


Como há tempos escrevi, é inaceitável que Mário Soares avise um juiz para ter cuidado. Mas o que é que levará Mário Soares a mais um excesso?


 


O fundador do PS conhece muito bem o sistema e sabe como se financiaram durante décadas os aparelhos dos partidos e as campanhas eleitorais. Se olharmos para o rol de comprovada corrupção (só faltam mesmo os meios judiciais para que mais casos conhecessem a luz pelas grades), vemos as cortes de Soares e de Cavaco (com o CDS sempre nas sobras) ligadas às PPP´s, ao BPN, ao BCP, ao BPP, ao BES, à PT, aos submarinos, às imobiliárias como prolongamento do Estado, aos grandes escritórios de advogados, às cooperativas dos diversos graus de ensino (GPS e Grupo LENA começaram no mesmo espaço geográfico) e ficávamos aqui a tarde toda a elencar os excessos das oligarquias.


 


Talvez o que Soares não compreenda seja o óbvio: só o Sócrates?


 


Por muito que se intua que o ex-primeiro-ministro seja como "aquele-colarinho-branco-que-sujou-as-mãos-com-sangue" e que por isso, pela imprevidência, caiu às mãos dos pares, tem de se aceitar a vox populi vigente em forma de esperança grega: a lista dos seguintes não é pequena.


 


colarinho-branco.jpg


 


Imagem na rede sem referência ao autor. 


 


 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

as oligarquias não são uma particularidade grega

 


 


 


Talvez as nossas oligarquias não sejam tão despudoradas como as gregas, mas se olharmos para o mundo bancário ou das empresas, públicas e privadas, a elas associadas, encontramos exemplos semelhantes. A nossa sociedade também foi capturada, mas as tais reformas estruturais continuam por fazer e os problemas agudizam-se. De vez em quando estalam, naturalmente. 


 


"Desde que os partidos políticos passaram a "nomear" as administrações dos hospitais, imperou um silêncio sobre as necessidades mais elementares que é responsável pela tragédia vigente", foi mais ou menos assim que uma voz autorizada caracterizou o estado de plano inclinado que se apoderou de diversos sistemas da administração pública.


 


 


 

sábado, 12 de outubro de 2013

Não há alternativas?

 


 


 


 


 


"Não há alternativas", é o discurso naturalmente vigente nos ultraliberais, mas também nos sociais-democratas e socialistas que, acima de tudo, aspirem aos salões do poder e aos elevadores da oligarquia em detrimento do exercício político que os aproxime do que dizem professar. Só a conta-gotas é que alguns deserdados das ideologias descritas se vêem afastados das benesses ilimitadas e atirados para o lado mais fraco da luta de classes. Só quando chegam aí, e ainda são poucos, é que acordam.


 


Joseph Stiglitz tem sido, ao que consigo observar, coerente e não se cansa de denunciar o aumento do flagelo das desigualdades e de apontar alternativas. É só ler com atenção uma das páginas do seu último livro e pensar na Holanda como escandaloso paraíso fiscal dentro da zonaeuro. E é escusado advogar que se terminarmos com isso os capitais emigram, porque quem criou o sistema foram os norte-americanos e europeus que dominaram o mundo e exploraram as restantes populações do planeta. São estes que não querem terminar com o retrocesso civilizacional. Quem não se convencer com a imagem seguinte, faça a leitura integral. E já agora, procure também por crédito de neutrões para perceber como é que 5% recuperaram todas as perdas da bolha imobiliária e como é que a riqueza da classe média desceu 40%. É que sem classe média que se veja as democracias esfumam-se.


 


 


 






Joseph E. Stiglitz, Joseph (2013:11). "O preço da desigualdade". Bertrand Editora. Lisboa.










domingo, 3 de março de 2013

inevitabilidades?

 


 


 


 


Desde as cidades da Grécia Antiga que se sabe que os ricos são a favor da oligarquia e os pobres da democracia. As oligarquias garantem a paz pela força ou pela ilusão de acolhimento da maioria. Se, como agora, o empobrecimento actua rapidamente sobre as classe média e baixa e as deixa sem ilusão, só restam dois caminhos: o da força e o da revolução democrática. Em 25 de Abril de 1974 escolheu-se o segundo para contrariar o primeiro.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

beatriz talegón

 


 


 


 


Beatriz Talegón é secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas. O vídeo que escolhi é sobre a sua intervenção na reunião da Internacional Socialista em Cascais (a jovem chocou-se com os gastos sumptuosos da organização) e parece que se tornou viral nas redes sociais. É mais um sinal de que tudo pode acontecer, uma vez que as vozes dissonantes já se fazem ouvir no seio das oligarquias das benesses ilimitadas. 


 


"Não nos querem escutar", disse a jovem, considerando que "a esquerda está agora ao serviço das elites, dança com o capitalismo, é burocrática". 




Os professores portugueses repetiram até à exaustão essas evidências aos últimos governos socialistas. Mas a mistura de uma espécie de aristocratas falidos (obcecados com pergaminhos familiares e demais preconceitos) com jovens turcos que fazem carreira política no partido que lhes parecer mais oportuno, impôs-se, arrastou consigo o país para a tragédia e entregou o poder aos comparsas do BPN.


 


terça-feira, 1 de março de 2011

sem porta-voz

 


 


Ouvi alguém dizer uma coisa importante: os jovens da "geração à rasca" sentem que não têm representantes nas organizacões políticas institucionais. Concordo. Esta sensação é grave e merece reflexão.


 


O mesmo se passa com os professores. Por muito que custe às organizações que existem, os professores que estão nas escolas conhecem o desfazamento entre a realidade e o poder central. E todos devíamos saber que conhecer a realidade é bem melhor para o país do que aceitar o poder central. As organizações institucionais comportam-se como satélites desse poder centralizador. Este último, e em Portugal, só tem servido a oligarquia que teima, década após década, em não se dissolver.