segunda-feira, 14 de outubro de 2013

um dia atípico?

 


 


 


 


 


Percorri alguns blogues e jornais online e dei com duas notícias desconcertantes: um professor que diz que está "preparado fisicamente para actuar se um aluno desobedecer" e um caso muito grave de um aluno que é suspeito de "ter esfaquado uma colega e uma funcionária". É um dia atípico em termos mediáticos nos assuntos do sistema escolar, mas será um qualquer sinal.


 


No primeiro caso, regista-se a existência de um professor adepto do docente-especialista-em-wrestling. É, no mínimo, uma novidade. Há uns anos fiz um post com a seguinte pergunta: pode um invisual ser professor? Terminei o post assim: "A resposta, mesmo que se fique pela dúvida, pode atestar da qualidade da nossa sociedade". Não sei se o docente-especialista-em-wrestling defende a opção pelas artes marciais como forma de incluir todos os professores. É que nem todos os professores são tão fortes como este inesperado lutador.


 


O segundo caso é mais perturbante. Pode até ser um fenómeno isolado e que não se repita tão cedo. Assim se espera. Mas com o empobrecimento em curso associado ao aumento do número de alunos por turma, ao aumento dos horários dos professores nos últimos dois anos e à dificuldade da gestão de proximidade, não nos devemos espantar se o clima de desesperança que atravessa o sistema escolar vá para além do abandono e do insucesso escolares em curso.


 


 


 

9 comentários:

  1. Quanto ao primeiro caso, Paulo, se me permites, deixo a sugestão ao senhor ministro Crato para incluir no futuro exame de acesso à carreira(?) docente, uma prova de aptidão para as artes marciais.

    (Mais a sério, deixo o testenunho de ter sido colega de um professor invisual - há já uns bons anos - que, tanto quanto consegui perceber na altura, exerceu as suas funções sem dificuldades de monta.)

    Quanto ao segundo caso, partilho inteiramente da tua opinião e dos teus receios...

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  2. Sinais do tempo,
    tem alguma relação com a "gravidade" ou falta dela!

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  3. Espera-se que não alastre...

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  4. Concordo consigo. Imaginem se tivessemos fácil acesso a armas de fogo e equivalentes...
    E depois ainda há gente a chegar ao ridiculo de culpar a escola (que cada vez menos podem fazer mais pelos alunos) ou culpar os colegas.

    Antes de culparem jogos/televisão e outros meios de violência gratuita, onde estavam os pais/educadores deste rapaz? Isto é um distúrbio psicológico grave!! Que ainda dizem que nunca repararam em qualquer distúrbio no filho... Incendiar algo na escola é normal. Partir vidros e ameaçar os colegas de morte é normal. Esfaquear os colegas é normal....!!!

    Ele é uma criancinha, sem noção nenhuma não é? Normal seria punir este rapaz! Não foi um ataque de raiva!! Foi altamente planeado, e mesmo depois do seu plano 'falhar' foi capaz de o descrever ao pormenor... Isto é DOENÇA! Mas claro que não. Ele é um coitadinho. Nós adoramos coitadinhos.

    Palmas. Estamos cá para o próximo episódio. Sim, que agora o bullying é desculpa para tudo!!!!! Menos.

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  5. O tal Mithá esteve na D. joão II (antigo ciclo) a desenvolver os temas iguais aos da entrevista. Foi há uns tempos e é impossível esquecer tanta idiotice.

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  6. O alunos planeava matar 60 pessoas na escola. Querem ver que o vão acusar de bullyng...

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  7. Acho uma boa sugestão para o ministro e ainda bem que conheces um professor que se saiu bem nessas condições, Carlos.

    Espera-se que a moda não pegue, claro.

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