Eduardo Lourenço defende "a trasladação do corpo do capitão de Abril Salgueiro Maia para o Panteão Nacional" como homenagem ao 25 de Abril.
A história deste capitão de Abril está também marcada pela recusa, do então primeiro-ministro, de uma pensão por serviços excepcionais e relevantes prestados ao país. A não atribuição tem 20 anos e quando olhamos para as benesses ilimitadas de tanta gente neste regime, e a começar pela corte de recusante Cavaco Silva, ficamos perplexos não só com a decisão mas também com a opção popular de erguer o referido primeiro-ministro a presidente da República. O argumento eleitoral mais forte foi sempre o desdém pelos políticos e os primados do rigor, das finanças e da economia. Os resultados a que chegámos duplicam a perplexidade com as escolhas da nação e até Salgueiro Maia se deve enjoar com tantas homenagens póstumas; esta última frase não inscreve qualquer discordância com a opinião de Eduardo Lourenço.
25 de Abril Sempre
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