segunda-feira, 8 de setembro de 2014

o cerco à escola pública em números

 


 


 


 


 


Paulatinamente a agenda "tudo está mal na escola pública" acentuou-se no que levamos de milénio e só o esforço de muitos impediu que caíssemos no desastre sueco. O discurso do mercado da Educação ganhou terreno com o actual Governo.


 


Há concelhos, como o de Caldas da Rainha, em que a relação público-privado é elucidativa dos efeitos negativos para a escola pública e para os seus alunos e profissionais. 


 


O João Daniel Pereira, do movimento "Em defesa da escola pública do Oeste", fez mais um estudo muito pertinente que teve a gentileza de me enviar por email. Fez referência aos quadros (são de 2013 e da Direcção-geral da Estatística da Educação e Ciência), que a seguir apresento, nas redes sociais durante o verão e num comentário por aqui.


 


No seu email o João Daniel diz o seguinte:


 


 


"(...)em relação ao nosso concelho, há números avassaladores.(...)No fundo, prova-se, através da evolução do número de alunos e do número de docentes, a investida dos interesses privados no concelho. Só professores a menos no ensino público são 190 em 9 anos, ou seja, menos 22%. É um escândalo! Destaco o 2.º Ciclo, de 190 passámos para 96 docentes, uma redução de 50%. No 3.º Ciclo e Secundário, de 420 docentes passámos para 330.(...)"


 


 


Os quadros têm abundante matéria para discussão.


 


Fiz uns sublinhados para os dados que o João Daniel referiu e acrescento mais uns detalhes.


 


O número de alunos matriculados aumentou entre 2005 (ano de inauguração do Grupo GPS no concelho) e 2013. O número de alunos do ensino secundário aumentou, mas o número de alunos matriculados no regular diminuiu. Os indicadores de sucesso escolar têm muitas variáveis. Mas há um dado em relação ao 2º ciclo que é evidente: a percentagem de insucesso escolar ou desistência duplicou entre 2005 e 2013.


 


Ou seja, também os números de uma década são elucidativos acerca do cerco à escola pública.


 



 


 


 

3 comentários:

  1. É preciso é correr do poder com esta governaça pró-privados, cujo expoente maximo é aquela duzia que decuplicou fortunas com a crise da populção trabalhadora e da desempregada. Não falando da banca e dos arnaut's. Tudo gentalha solidaria.

    ResponderEliminar
  2. “Um dos maiores grupos de escolas privadas do país recebeu, só este ano, cerca de 25 milhões de euros de financiamento do Estado". "Este é o pagamento para manter colégios onde não existe capacidade do ensino público”, diziam os governantes. Uma vergonha.

    ResponderEliminar