terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"a verdade esfregada na cara"

 


 


 



Um contributo de Mário Silva.



 


 



"A verdade esfregada na cara.


 


"Desta vez, vamos fazer com que a classificação seja executada exactamente nos mesmos moldes em que é executada para qualquer exame nacional, ou seja, através de despacho, todas as tarefas inerentes à classificação passam a ser obrigatórias.”


Este responsável admite que a medida poderá causar contestação, mas está confiante que acabará por ser aceite: “A percepção que tenho é que, como em tudo na vida, como em tudo o que implica mudança, há um impacto inicial que gera muito ruído e, depois, esse ruído vai tendencialmente diminuindo”, nota Hélder Sousa. jornal Público


 


Esta declaração marca o dia em que um dirigente assume publicamente que os professores e o povo em geral são como um ‘cão que ladra e não morde’. Os dirigentes políticos têm esta perceção do povo e por isso sabem que podem decidir a seu bel-prazer, e que apesar de muito ladrar, nunca serão mordidos e tudo se fará como planeado. Rui Zink, num debate, declamou que a caravana passa e os cães ladram, ladram, ladram, mas um dia mordem. É um cenário tentador mas desfasado da realidade: eles jamais morderão. A única situação em que poderão morder, é se aparecer um dono que os conduza.


No caso dos professores, vão legislar como quiserem, os profs vão estrebuchar mas vão cumprir docilmente o que lhes impingirem. Foi assim com a ADD (que ficou com a estrutura que a ministra idealizou), com os cortes salariais, o congelamento da carreira, a alteração curricular, a última greve aos exames e avaliações (onde existiram profs de direções que assumiram as funções do secretariado que fez greve). Para mim, não é novidade há vários anos, e por isso, agora rosnam mas obedecem com o rabinho entre as pernas.


Existem formas individuais de resistência, com efeitos nefastos e insidiosos, que cada um imagine quais serão, sendo neste momento o que resta a todos aqueles que, quando ladram, ainda mordem…"


 


 


 


2 comentários:

  1. A verdade que doí. Juntos fazemos a diferença, mas falta-nos a coragem.
    Abraço

    ResponderEliminar