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segunda-feira, 21 de julho de 2025

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Divulgação

Recebido por e-mail devidamente identificado.




A Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa está a desenvolver uma pesquisa pioneira, financiada pela FCT, que se destina a estudar as perceções dos/as professores/as do ensino público que lecionam nos cursos profissionais sobre esta oferta educativa e o exercício da profissão docente.


Como parte do estudo, está a ser aplicado um inquérito por questionário (https://forms.gle/RUz3onq9pGqLgVDs5), para o qual se pede a colaboração.


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Divulgação - Carta dirigida ao SE da Educação: ano probatório de regime de exclusividade

Recebi por email devidamente identificado e com pedido de divulgação.



"Exmo. Sr. Secretário de Estado da Educação


Doutor António de Oliveira Leite

Eu, Emiliana Cruz da Silva, com o CC 11193061 8ZW9, professora profissionalizada dos grupos 300 e 330, venho, por este meio, expor-lhe duas situações que gostaria de ver merecedoras da vossa atenção e alteradas.

Finda a minha profissionalização em 2002, foi muito difícil encontrar colocação na escola pública. Assim, procurei alternativa no ensino privado e cooperativo, onde permaneci até 2021. Nesse ano, verificada alguma escassez de professores em algumas zonas do país, decidi transitar para o ensino público e fui colocada logo na RR1.

Neste momento, sou professora contratada, tendo-me sido atribuído o terceiro contrato anual com horário completo pelo terceiro ano consecutivo, o que faz com que me encontre na designada “norma travão “ e que, no próximo ano letivo, tenha que realizar o ano probatório.
De acordo com a legislação vigente, o período probatório destina-se a verificar a capacidade de adequação do docente ao perfil de desempenho profissional exigível, (…) como estabelecido no artigo 31.º do ECD. Ora, quando tal acontecer, terei completado mais de 19 anos de serviço, sendo que nos últimos 15 tive sempre horário completo e provas dadas em vários estabelecimentos de ensino sobre a minha capacidade de lecionar.

Gostaria, por esse motivo, de solicitar a vossa disponibilidade para rever este requisito (se o ano probatório for realmente necessário para quem não fez profissionalização ou não tem experiência), assim como o regime de exclusividade (pois, numa altura de dificuldade económica, na condição de professora deslocada sem ajudas de custo, é particularmente árduo ficar privada de desenvolver qualquer atividade que complemente os conhecidos baixos rendimentos dos docentes em início de carreira, sendo que neste caso não estou sequer em início de carreira, muito pelo contrário).


 

Sem outro assunto de momento, subscrevo-me com os melhores cumprimentos,

 

Emiliana Silva" 

Divulgação - Inquérito sobre Clima e Bem-estar dos Professores na Escola


"Este inquérito tem como objetivo compreender melhor o clima e bem-estar que  vivencia na escola onde leciona, assim como a sua percepção em relação à direção e ao tipo de liderança exercida. 


As suas respostas são extremamente valiosas e ajudar-nos-ão a ter uma noção da realidade. Agradecemos a sua participação."


https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSe4xzS_OrRcqlT2vakpUDdk0CzjChojeyNutGTU3tchtS_VqA/viewform


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Divulgação - Docentes lesados na Mobilidade Interna de 2023


"Este formulário pretende obter informações sobre os docentes que se consideram lesados no concurso de Mobilidade Interna (MI) de 2023, pelo facto de terem visto desrespeitada a sua graduação profissional.
O resultado será encaminhado aos grupos parlamentares e divulgado publicamente.
Os dados pessoais dos inquiridos serão apenas considerados para fins estatísticos.
Agradecemos a sua colaboração e partilha."


https://docs.google.com/forms/d/1B7HFragKAw7DP64L0het59EVo3Q6PikkYIHQibKOFGA/viewform?chromeless=1&edit_requested=true


 


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

"Crianças Marroquinas Recebem Lanternas Feitas por Estudantes da UA"

Recebi por email devidamente identificado:



"Crianças marroquinas recebem lanternas feitas por estudantes da UA


A pensar nas crianças marroquinas sem acesso a luz para estudarem à noite, um grupo de estudantes da Universidade de Aveiro (UA) criou a Lampe. Assim se chama a lanterna portátil e impressa em 3D que as crianças das aldeias mais remotas vão poder carregar na escola e levar para casa, não só para se manterem iluminados durante o caminho a pé, como também para poderem estudar à noite. As lanternas vão ser entregues em Marrocos pelos próprios estudantes da Academia de Aveiro.


Em anexo seguem mais informações sobre a iniciativa dos estudantes da UA. Para eventuais esclarecimentos os estudantes Pedro Magalhães e Amélia Ramos estão disponíveis pelos seguintes contactos:


Pedro Magalhães:


_ pnmagalhaes@ua.pt


Amélia Ramos


_ ameliaramos@ua.pt


Agradecendo desde já o eventual interesse e divulgação do tema,


Cumprimentos


Pedro Farias


Universidade de Aveiro


Serviços de Comunicação, Imagem e Relações Públicas


Núcleo de Assessoria de Imprensa e Comunicação


[slideshow]https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcf1852d6/21689859_EI1FA.jpeg,https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be917e9f1/21689860_NMCKD.jpeg,https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf818e813/21689861_dAv6h.jpeg,https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0917d91b/21689863_OiU7Y.jpeg,https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B0117789e/21689864_JGEmF.jpeg[/slideshow]


 


quinta-feira, 3 de outubro de 2019

"Comunicado dos Professores Lesados nos Descontos da SS"


 



Recebido por email, devidamente identificado, com pedido de publicação:


 

"Comunicado


 



A plataforma de “Professores lesados nos descontos da Seg.Social” informa que apesar das duas petições debatidas na Assembleia da República (Petição No 565/XIII/4 - Solicitam a adoção de medidas com vista a corrigir a desigualdade nos descontos para a segurança social dos professores contratados.


Petição Nº 603/XIII/4 - Solicitam a adoção de medidas com vista à correção das Declarações Mensais de Remunerações de todos os docentes contratados com horários incompletos. O Governo insiste em precarizar os professores mais precários do país, professores contratados com horários incompletos. A nossa plataforma está cansada de apelar ao Governo para que aja de forma sensata e esclareça os agrupamentos de escolas que os docentes em horários incompletos não celebram contratos a tempo parcial.


Só neste ano letivo já existem 3871 professores lesados e este número irá aumentar semanalmente com a publicação das listas de reserva de recrutamento.


Relembramos que a contabilização do tempo de trabalho declarado à SS não acarreta quaisquer custos para o Ministério da Educação.


O Partido Socialista continua intransigente na contabilização do tempo de trabalho declarado à SS, mesmo após duas sentenças favoráveis relativamente ao assunto supracitado - Tribunal Administrativo de Sintra (processo no218/18.0BESNT) e Tribunal Administrativo de Braga (Processo: 1137/18.5BEBRG).


O sindicato SIPE apresentou ações conjuntas em tribunal (https://www.sipe.pt/noticias/docentes- contratados-lesados-nos-descontos-pela-seguranca-social) a FNE fá-lo-á brevemente (https://fne.pt/pt/noticias/go/comunicados-situacao-dos-docentes-em-horario-incompleto-continua-por- resolver) e sindicato STOP.


(https://www.facebook.com/SindicatodeTodososProfessores/posts/2320775481570594).


Não há necessidade de entupir os tribunais e gastar dinheiro aos contribuintes para fazer com que o governo cumpra a lei.


Todos os sindicatos, sem exceção, pronunciaram-se a favor destes docentes. Podem consultar as pronúncias no seguinte endereço eletrónico, no campo “Respostas dos Pedidos de Informação”


(https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePeticao.aspx?BID=13249)










Referimos mais uma vez que a contabilização total (30 dias) do tempo de trabalho declarado à SS para os professores contratados com horários incompleto NÃO ACARRETA QUAISQUER CUSTOS PARA O ME.










Componente letiva







Componente letiva + Componente não Letiva







No de dias/mês a declarar à Segurança Social







Tempo de trabalho declarado perdido num ano letivo







Horas







Horas







Dias







Dias







Meses







15







23,9







21,0







108







3,6







14







22,3







20,0







120







4







13







20,7







18,5







138







4,6







12







19,1







17,0







156







5,2







11







17,5







15,5







174







5,8







10







15,9







14,0







192







6,4







9







14,3







13,0







204







6,8







8







12,7







11,5







222







7,4







7







11,1







10,0







240







8







6







9,5







8,5







258







8,6







5







8,0







7,0







276







9,2







4







6,4







6,0







288







9,6







3







4,8







4,5







306







10,2







2







3,2







3,0







324







10,8







1







1,6







1,5







342







11,4









22 de setembro de 2019








Professores lesados nos descontos da Seg.Social"


Captura de ecrã 2019-10-03, às 18.00.22.png


 





quinta-feira, 16 de março de 2017

Pelas escolas - texto de Mário Silva

 


 


 



"Não tendo surgido informações publicadas sobre um procedimento que está a ocorrer em vários agrupamentos de escolas para implementação obrigatória de supervisão pedagógica (vulgo, observação de aulas) a todos os professores da escola, informo que existem vários agrupamentos escolares cujas direcções estão a invocar a obrigatoriedade de supervisão pedagógica entre pares, com títulos pomposos que disfarçam a intenção, mas que nitidamente se operacionalizam como observação de aulas: selecção de conjuntos de professores que durante o ano vão observar aulas mutuamente. O processo ocorre sem quaisquer atribuição de horas letivas ou não letivas e sem respeitar o Decreto 26/2012, sendo inicialmente proposto em regime de voluntariado, mas existindo a natural exigência de enquadramento legal por parte dos profissionais, invoca-se uma suposta exigência da IGE como medida de melhoria de resultados na avaliação externa das escolas (por exemplo, transcrevo uma comunicação interna sobre um projeto chamado “Colaborar para aprender”, nome dado ao processo de supervisão mútua de professores, com observação de aulas: Informa-se que todas as atividades e metas estabelecidas são para cumprir. Uma vez validadas pelos órgãos de gestão do Agrupamento, são de cumprimento obrigatório. A Inspeção Geral da Educação encontra-se a efetuar ações de acompanhamento”).

 Estando definida legalmente a avaliação de desempenho e respetiva obrigatoriedade de observação de aulas, este processo subrepticio que se instalou nas escolas é uma forma encapotada de exercer uma avaliação de desempenho sem alteração legislativa, sem respeitar o cumprimento do decreto 26/2012 e sem ouvir legalmente as partes interessadas nessa suposta vontade de alteração. Torna-se mais lamentável este processo quando são também professores a tentar implementá-lo desta forma…

Este aviso é para alertar para este tipo de acções que estão a acontecer, e informar os docentes de que esse procedimento não pode ser considerado obrigatório só porque a “IGE está a acompanhar” mas tem de ser enquadrado na legislação em vigor.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Mário Silva"

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Inquérito sobre gestão das escolas

 


 


 


Recebi por email, devidamente identificado, o seguinte:


 



A FENPROF lançou uma campanha nacional em torno da alteração do atual modelo de gestão das escolas/agrupamentos, tendo como objetivo obrigar o governo a aprovar um modelo de gestão e administração diferente, pondo fim ao modelo centrado na figura unipessoal do diretor, à anulação prática do conselho pedagógico, tornado um órgão constituído “à medida do diretor” e meramente consultivo e a um conselho geral em muitíssimos casos assaltado por interesses partidários e corporativos, quase sempre ao serviço do diretor.





O envolvimento dos professores e educadores de cada escola/agrupamento é imprescindível para o sucesso desta campanha. 


Entre 30 de janeiro e 3 de fevereiro podes responder ao inquérito “on line“ aqui.


 


Participa e divulga a outros docentes.


Obrigado.


 


cartaz-gestýo-participada


 




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Vinculação Extraordinária - Prioridade aos Professores do Ensino Público

 


 


 


Recebi por email, devidamente identificado, um comunicado do grupo de sindicalistas independentes, autonomia sindical, integrado na Fenprof.


 



"VINCULAÇÃO EXTRAORDINÁRIA – PRIORIDADE AOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO


 


 


1) De acordo com os números anunciados pelo Governo, o processo dito de “Vinculação Extraordinária” irá deixar de fora cerca de 1700 professores contratados do Ensino Público com mais de 12 anos de serviço e 5 contratos nos últimos 6 anos.


2) Situação tanto mais intolerável quanto, grande parte das cerca de 2000 vagas anunciadas para o concurso externo poderá vir a ser ocupadas pelos mais de 900 professores vindos do Ensino Privado e que concorrerão na 2.ª prioridade, com todo o seu tempo de serviço no ensino particular (20, 30 e até 36 anos de serviço!).


3) Esta situação, de claro ultraje a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor do seu esforço à Escola Pública, é absolutamente inaceitável.


4) Em consequência, o Grupo de Sindicalistas Independentes/ Autonomia Sindical reivindica:


A. Que todas as Vagas de quadro a abrir no Concurso Externo para 2017/2018 sejam aditadas aos lugares a preencher no âmbito da vinculação extraordinária prevista.


B. Que, se após o processo anterior, sobrarem vagas por preencher, as mesmas sejam ocupadas, por ordem de graduação profissional, por professores contratados da 2.ª prioridade, que hajam lecionado no Ensino Público em 5 dos últimos 6 anos lectivos.


 


Pelo Grupo de Sindicalistas Independentes,
Carlos Vasconcellos"


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Oh Óscar: mude as BD´s e já agora o PR (integre-o, se for caso disso)

 


 


 


Essa coisa da comercialização de bases de dados com endereços electrónicos provoca lixo sem fim e já nem há pruridos. É um vale tudo. Há uns 200 emails diários que vão parar à pasta dos indesejados e que nem lhes toco. Há pouco, o mais recente, vinha de um Óscar dirigido a jornalistas para divulgação. Abri-o. Como não sou jornalista, fica o email com a solicitação em título.


 


Captura de Tela 2015-02-18 às 16.59.39.png


 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"a verdade esfregada na cara"

 


 


 



Um contributo de Mário Silva.



 


 



"A verdade esfregada na cara.


 


"Desta vez, vamos fazer com que a classificação seja executada exactamente nos mesmos moldes em que é executada para qualquer exame nacional, ou seja, através de despacho, todas as tarefas inerentes à classificação passam a ser obrigatórias.”


Este responsável admite que a medida poderá causar contestação, mas está confiante que acabará por ser aceite: “A percepção que tenho é que, como em tudo na vida, como em tudo o que implica mudança, há um impacto inicial que gera muito ruído e, depois, esse ruído vai tendencialmente diminuindo”, nota Hélder Sousa. jornal Público


 


Esta declaração marca o dia em que um dirigente assume publicamente que os professores e o povo em geral são como um ‘cão que ladra e não morde’. Os dirigentes políticos têm esta perceção do povo e por isso sabem que podem decidir a seu bel-prazer, e que apesar de muito ladrar, nunca serão mordidos e tudo se fará como planeado. Rui Zink, num debate, declamou que a caravana passa e os cães ladram, ladram, ladram, mas um dia mordem. É um cenário tentador mas desfasado da realidade: eles jamais morderão. A única situação em que poderão morder, é se aparecer um dono que os conduza.


No caso dos professores, vão legislar como quiserem, os profs vão estrebuchar mas vão cumprir docilmente o que lhes impingirem. Foi assim com a ADD (que ficou com a estrutura que a ministra idealizou), com os cortes salariais, o congelamento da carreira, a alteração curricular, a última greve aos exames e avaliações (onde existiram profs de direções que assumiram as funções do secretariado que fez greve). Para mim, não é novidade há vários anos, e por isso, agora rosnam mas obedecem com o rabinho entre as pernas.


Existem formas individuais de resistência, com efeitos nefastos e insidiosos, que cada um imagine quais serão, sendo neste momento o que resta a todos aqueles que, quando ladram, ainda mordem…"


 


 


 


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

dívida, alemães e holocausto

 


 


 


 


Texto de Pedro Bidarra.


 


 


 



Holocausto, dívida e alemães



 



"Quis o destino que eu lesse, na semana passada, dois textos sobre o mesmo assunto. Textos que junto aqui porque foram feitos um para o outro. Se acharem demagogia ou mau gosto juntar holocausto e economia, culpem o destino que os emparelhou no meu stream noticioso.



 



Um li no Público, “Milagre económico alemão teve ajuda de perdão de dívida”, o outro no New York Times, “The Holocaust just got more shocking”. O Público relembra-nos que, em 1953, setenta países perdoaram a dívida alemã acumulada antes e depois da guerra – e que ajudou a financiar. O montante do perdão equivaleu a 62,6% da dívida, tendo sido também acordados valores de juro abaixo do mercado e uma amortização, da dívida e do juro, limitada a 5% do valor das exportações.


(Espero que estes valores, que li no Público, estejam certos que eu é mais Ciências Sociais e História).


Para conseguir este perdão, continua o artigo, foi decisiva a pressão dos EUA e o assentimento dos outros dois membros da troika da altura: França e Inglaterra.


Já o New York Times dá conta de outros números e de uma contabilidade mais negra. Os números são apresentados pelos investigadores e historiadores do Holocaust Memorial Museum. Segundo eles, durante o reino de terror nazi, de 1933 a 1945, os alemães implementaram, da França à Rússia, uma rede de 42.500 campos de terror. Quando esta investigação começou, no ano 2000, estimava-se que o número andasse pelos 7 mil, mas a História veio a revelar-se seis vezes mais negra. A contabilidade é esta: 30 mil campos de trabalho escravo, 1150 guetos judaicos, 1000 campos de prisioneiros de guerra, 980 campos de concentração, 500 bordéis de escravatura sexual e mais uns milhares de sítios dedicados à eutanásia de velhos e doentes e à prática de abortos forçados.


O curioso é que, apenas oito anos depois de toda esta germânica atrocidade, setenta países, encabeçados por uma troika deles, resolveram perdoar 62,6% dívida alemã, reconhecendo que, se assim não fosse, Berlim nunca recuperaria e todos tinham a perder ainda mais.


Talvez a explicação esteja no ensaio “Morale and National Character”, escrito pelo antropólogo G. Bateson em 1942, sobre americanos, ingleses e alemães. Diz ele que americanos e ingleses, mais dados a padrões de relacionamento simétricos – um cresce quando o outro cresce e um relaxa quando o outro relaxa – não têm normalmente estômago para “bater em quem já está no chão”; ao contrário dos alemães, mais dados a relacionamentos complementares, do tipo dominação/submissão – quando mais fraco te sentes mais forte me sinto. Segundo escreveu, impor punições à Alemanha implicaria uma dominação constante dos vencedores o que, a médio prazo, resultaria num abrandamento e numa nova escalada alemã.


Em 1953, por muitas razões, fez-se o que estava certo. Perdoou-se. Perdoou-se, ao povo que implementou 42.500 campos de terror, o dinheiro que deviam e que tinha sido usado (também) para os financiar.


O perdão é a dívida da Alemanha. É bom lembrar e, já agora, cobrar."



 


 


Publicitário, psicossociólogo e autor
Escreve à sexta-feira
Escreve de acordo com a antiga ortografia