Do que levamos de campanha eleitoral, apenas António Costa se referiu com substância ao muito bom simplex que o governo anterior do PS falhou redondamente no sistema escolar. Lurdes Rodrigues e Valter Lemos atingiram o cume do complex, Crato e Casanova devem achar que essas coisas são estrangeiradas e as forças mais à esquerda invertem a equação: acham que incluir é sinónimo de burocratizar.
Há mais de uma década que se repetem os lamentos: o sistema escolar transformou-se num inferno de inutilidades. Com as novas tecnologias associadas à ausência de "escolas de gestão escolar", a passagem para o digital no lançamento da informação acelerou a entrada na parte menos desejada da obra de Dante Alighieri e quem assiste no lugar da alteridade vê a divina comédia.
Uma das causas é o receio da supressão de procedimentos que nunca conheceram suporte legal ou sequer reconhecimento no código de procedimento administrativo. A sua existência deve-se à jurisprudência do temor.
A passagem para o digital pode ser uma oportunidade para a supressão de procedimentos, até dos que se repetem diariamente nas escolas sem que se interrogue a utilidade. Desse elenco "interminável" darei conta noutro post, embora um rápido exercício de memória encontre de imediato candidatos.
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