Sucedem-se as quedas bancárias e os banqueiros sofrem uma erosão na imagem pública inferior aos decisores políticos; no mínimo, menos definitiva. E porquê? Há, desde logo, toda uma moralidade dos limites do mercado por repensar numa fase em que é tal o prestígio e o poder da sua razão de existir, que torna minoritário o discurso político não vazio e capaz de provocar qualquer mudança.
Nem o estrondoso fracasso dos mercados financeiros em 2008 reduziu a aura de totalidade. Por incrível que possa parecer, a crise mais grave dos últimos oitenta anos fragilizou mais governos do que bancos. Bem sei que houve movimentos como o Ocupar Wall Street, mas uma discussão aprofundada sobre o papel dos mercados continua por fazer. O resultado mais palpável é o afastamento dos cidadãos da política que é o que parece interessar aos fervorosos adeptos da sociedade de mercado. E nada há fazer? Claro que sim e existem ideias consistentes. Desde logo, afastar as questões escolares do mercado. É um tema vasto que fica para outro post.
Os mercados, e o capitalismo em geral, foram essenciais ao desenvolvimento da economia.
ResponderEliminarMas hoje precisamos de criar a aprofundar espaços, na nossa sociedade, libertos do capitalismo e da lógica dos mercados. Na educação, antes de mais.
A crise de 2008 "Fragilizou mais governos do que bancos" porque foram os governos que tiveram de fazer o trabalho sujo e por isso as pessoas normalmente ligadas ao imediato culpam os governos. De resto os próprios politicos parece que ainda não perceberam que estão reféns da finança, só quando tiverem a coragem de o dizer alto e bom som é que as pessoas vão começar a perceber o que se está a passar e o que se está a passar com esta historia das dividas é uma transferencia de riqueza de muitos para uma elite, nada de novo e que não tenha já precedentes na historia de diferentes países.
ResponderEliminarConcordo. Voltarei ao assunto.
ResponderEliminarSem dúvida.
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