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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

salvem-se os banqueiros?

 


 


 


 


Sucedem-se as quedas bancárias e os banqueiros sofrem uma erosão na imagem pública inferior aos decisores políticos; no mínimo, menos definitiva. E porquê? Há, desde logo, toda uma moralidade dos limites do mercado por repensar numa fase em que é tal o prestígio e o poder da sua razão de existir, que torna minoritário o discurso político não vazio e capaz de provocar qualquer mudança.


 


Nem o estrondoso fracasso dos mercados financeiros em 2008 reduziu a aura de totalidade. Por incrível que possa parecer, a crise mais grave dos últimos oitenta anos fragilizou mais governos do que bancos. Bem sei que houve movimentos como o Ocupar Wall Street, mas uma discussão aprofundada sobre o papel dos mercados continua por fazer. O resultado mais palpável é o afastamento dos cidadãos da política que é o que parece interessar aos fervorosos adeptos da sociedade de mercado. E nada há fazer? Claro que sim e existem ideias consistentes. Desde logo, afastar as questões escolares do mercado. É um tema vasto que fica para outro post.


 


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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

krugman antes do caso bes

 


 


 


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"Em Portugal houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê", disse Paul Krugman, o economista contra a austeridade, que esteve por cá em 26 de Fevereiro de 2012. Considerou-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda. Portugal não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários". O prémio Nobel em 2008 talvez soubesse pouco do BPNBPP, BANIF e afins. Mas se lhe perguntarem agora, e lhe detalharem o caso BES, Krugman explicará exactamente.



 


 


 


sábado, 7 de fevereiro de 2015

do caso sócrates e dos excessos de soares

 


 


 


 


Como há tempos escrevi, é inaceitável que Mário Soares avise um juiz para ter cuidado. Mas o que é que levará Mário Soares a mais um excesso?


 


O fundador do PS conhece muito bem o sistema e sabe como se financiaram durante décadas os aparelhos dos partidos e as campanhas eleitorais. Se olharmos para o rol de comprovada corrupção (só faltam mesmo os meios judiciais para que mais casos conhecessem a luz pelas grades), vemos as cortes de Soares e de Cavaco (com o CDS sempre nas sobras) ligadas às PPP´s, ao BPN, ao BCP, ao BPP, ao BES, à PT, aos submarinos, às imobiliárias como prolongamento do Estado, aos grandes escritórios de advogados, às cooperativas dos diversos graus de ensino (GPS e Grupo LENA começaram no mesmo espaço geográfico) e ficávamos aqui a tarde toda a elencar os excessos das oligarquias.


 


Talvez o que Soares não compreenda seja o óbvio: só o Sócrates?


 


Por muito que se intua que o ex-primeiro-ministro seja como "aquele-colarinho-branco-que-sujou-as-mãos-com-sangue" e que por isso, pela imprevidência, caiu às mãos dos pares, tem de se aceitar a vox populi vigente em forma de esperança grega: a lista dos seguintes não é pequena.


 


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Imagem na rede sem referência ao autor. 


 


 

domingo, 2 de janeiro de 2011

o caso bpn

 


 



 


 


Em 11 de Novembro de 2008 o jornal Público noticiava o seguinte: segurança Social levantou 300 milhões de euros do BPN durante Agosto. Tenho ideia que quantias avultadas das pensões dos portugueses foram jogadas no casino do BPN e da SLN e com direito a manipulação por comprovados criminosos.


 


É provável que o estado nunca recupere essas quantias. Diz-se que o buraco do BPN já vai em 5 mil milhões de euros e que está para durar.


 


Uma grande parte da população portuguesa não consegue fugir aos impostos. São esses que começam o ano com uma certeza: vão pagar, mensalmente, os devaneios de uns quantos.


 


A minoria de predadores da democracia tem a cobertura das autoridades do sistema e encontra um ou outro culpado para que o jogo de sombras esconda a sua onda gananciosa.