As elevadas taxas de insucesso escolar evergonham-nos e aumentaram nos últimos anos. O empobrecimento só podia dar nisto. Choca saber que, em 2014, 11 mil crianças reprovaram no 2º ano de escolaridade, o tal que o inferno da medição vai passar a aferir depois de inúmeros seminários, colóquios e horas mediáticas.
O director-geral de uma tal de EPIS (empresários pela inclusão) que se dedica há muito ao apoio social a estudantes, também se choca e escreveu para o Expresso. E não se indigna com a fuga aos impostos através dos Panamás Leaks nem sequer com o empobrecimento. Toca ao de leve nos problemas das famílias e das comunidades e conclui no género "são 11x11 e no fim ganha a Alemanha": "É, pois, urgente transformar a escola dos seis aos dez anos". Não defendo um qualquer modelo de escola como fim da história, mas já se torna sei lá o quê ler vezes sem fim as mesmas coreografadas, e circulares, conclusões.
Expresso, 1º caderno de 23 de Abril de 2016
PIM!
ResponderEliminarNem falta o "no child left behind", típico slogan da direita neoliberal que quer ganhar o Céu fingindo preocupar-se com as criancinhas para poder continuar a explorar os pais.
ResponderEliminarComo se o insucesso escolar não fosse, em grande parte, a expressão de um modelo de economia e de sociedade feito para excluir os que não interessam.
Mudar alguma coisa na escola para que cá fora continue tudo na mesma, eis o verdadeiro programa de acção de todas as EPIS...
... ao longo de décadas. Subscrevo.
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