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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Do voto e do dia seguinte

 


 


 


Foram eleições locais, mas a mediatização insiste na nacionalização dos resultados e os protagonistas usam os efeitos. O PS legítima-se e só tem olhos para as legislativas, apesar da voracidade comunicacional decretar a imprevisibilidade.


Não está difícil a hermenêutica do voto. A exemplo de Lisboa, onde o PS não conseguiu maioria absolutao país desenha uma vitória dos socialistas sem maioria absoluta e com entendimentos à esquerda. É um exercício difícil para os eleitores, como se provou nas legislativas. A fórmula governativa vigente parece que questionou a ideia do voto útil e espera-se que António Costa continue temeroso das maiorias absolutas de um só partido.

das autárquicas 2017 pelas caldas da rainha

 


 



Formatei este post para o registo do blogue. Os dados foram obtidos aqui e em pouco tempo se constrói uma publicação para outros concelhos. Resido nas Caldas da Rainha desde 1989. Desde 2005 (o blogue é de 2004) que faço um post sobre as eleições autárquicas neste concelho. Desta vez, foram dois bloggers que me "desafiaram" já que a paciência se esgota para alguma redundância. Daí a brevidade da escrita; e da análise.


 



Se ler o post sobre as "autárquicas 2013 nas Caldas da Rainha" (ou de 2009) registará pequenas diferenças. Se a abstenção nacional desceu para 45.03% (quadro seguinte)


 


absnacional


 


nas Caldas da Rainha os abstencionistas são 52.17% (quadro seguinte).


 


caldas2017


 


Há 12 freguesias. As 2 da cidade registaram uma abstenção próxima dos 60% (quadros seguintes: 1 - Caldas da Rainha - Santo Onofre e Serra do Bouro e 2 - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório) e as restantes 10 inscrevem valores próximos da média nacional (algumas mesmo abaixo do valor médio).


 


Freguesia: Caldas da Rainha - Santo Onofre e Serra do Bouro


caldassantoonofre


 


Freguesia: Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório


caldasnossasenhora 


Em relação a 2013, verificou-se a desistência eleitoral de um movimento independente. Durou uma legislatura. É a segunda vez que acontece. Os eleitores distribuíram-se pelos partidos tradicionais (quadro seguinte) e, provavelmente, com maior incidência no partido vencedor.


 


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A limitação de mandatos impediu o PSD, e ao fim de 27 (vinte e sete) anos, de apresentar em 2013 o mesmo candidato ao executivo. Com a queda de popularidade do Governo PSD+CDS a ideia de mudança ganhou ânimo. Não foi assim, como se viu nos quadros.


Desta vez, e com o PSD em quebra nacional continuada, o partido laranja aumentou o número de votos para valores próximos de 2009 e o PS, que nesse ano registou o mais baixo resultado de sempre no concelho, obteve ainda menos votos em 2013 e 2017 (quadro seguinte).


 


caldas20132009


 


O CDS não conseguiu eleger um vereador. "Passou" para o PSD. O BE subiu a votação e a CDU desceu. Dá ideia que a "impossibilidade" da oposição caldense gerar uma alternativa aglutinadora garante ao PSD mais de 30 anos de vitórias autárquicas consecutivas mantendo as mesmas caras no executivo desde o século passado. Há sempre uma ou outra alteração, mas o núcleo do executivo confirma essa característica nos mandatos com pelouro.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

da espuma dos dias

 


 


 


 


"Grande adesão das pessoas", achou o candidato. "Pudera! Não te candidatas pelo PAN", observou um espectador de ocasião.