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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

e até foi um dos primeiros produtos exportados por Portugal (ou talvez por isso)

 


 


 


 



 


 


O tempo tem uma relação directamente proporcional com a verdade e com o azeite. Nos inúmeros processos da vida das pessoas, e qualquer que seja o lugar na sala de espectáculos, a conclusão tem uma constante: a verdade acaba por se impor.


 


É estranho, ou talvez não, que o tal de azeite (tempero antigo que foi um dos primeiros produtos que exportámos) não se imponha até com efeito preventivo; talvez por isso, por tanta exportação, nos esqueçamos da sua inapelável sentença. Não usamos o que receitamos aos outros.


 


Era, contudo, desnecessário que, nos tais processos, nos esquecêssemos tanto do respeito por um mínimo, no mínimo, claro, de verdade. Não se devia menosprezar a qualidade do tempo. Não magoaríamos os outros (se os outros estiverem para isso ou pouco habituados) nem sofreríamos o efeito boomerang. Poupava-se duplamente em sofrimento, uma das preocupações maiores da saúde pública. A soberba, a inveja, o narcisismo, a mesquinhez, a maledicência, o oportunismo, o desrespeito pelo outro, o excesso de individualismo, a chico-espertice e por aí fora parecem obliterar a ideia de tempo e isso acaba por ser fatal.


 


 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

pero que las hay, las hay

 


 


 


 


Ontem, pelas 13h30, fui esvaziar o cacifo à escola dos últimos vinte anos. Pedi a uma das assistentes operacionais para me abrir a porta do gabinete e foi inevitável: o professor vai-se embora?


 


Atenuei, mas a emoção tomou conta de nós e rapidamente contaminou as pessoas que estavam na escola.


 


A história é simples. A EBI de Santo Onofre, (que de 47 já vai em 24 turmas e é atingida pelo flagelo do público-privado nas Caldas da Rainha) deixou de ser escola sede com o advento dos mega-agrupamentos. Já em Julho tinha ido a uma reunião do meu mega-departamento e fui eleito coordenador. Esta semana fiquei a saber que a queda de turmas associada a outras variáveis de gestão faz com que a minha componente lectiva seja toda na escola sede. Ou seja, sem qualquer tipo de concurso não leccionarei na EBI de Santo Onofre no próximo ano lectivo. O trajecto da escola para casa foi percorrido com os olhos húmidos. Sei que o rol de insanidades que devastam os professores portugueses transforma este meu problema num caso menor. Sei que sim. Mas doeu mesmo.


 


Convidaram-me para fazer uma conferência, no Sábado, para professores de Educação Física integrada numas jornadas pedagógicas que começaram hoje e que incluem uma formação em Basquetebol. Não resisti. Esta tarde viajei no tempo e joguei o desporto da minha vida. Num dos exercícios, senti uma dor inédita, e fortíssima, no gémeo da perna esquerda. Pareceu-me um pontapé da colega que estava a meu lado ou que alguma pedra tinha caído do tecto do pavilhão. Mas não. Uma rotura ou contratura muscular obriga-me a dias de gelo, a umas três semanas de muletas e à natural incomodidade.


 


"No creo en brujas, pero que las hay, las hay".