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quarta-feira, 28 de agosto de 2024

A partir de uma caricatura

 


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Foi uma surpresa muito agradável a inclusão do basquetebol nesta caricatura do Rui Foles (com quem nunca falei sobre o assunto) da Missão Escola Pública.

A minha ligação ao basquetebol começou, na rua e na escola (joguei nas equipas da primária, preparatória e liceu), em Moçambique e em Maputo (na altura, Lourenço Marques), onde joguei nos escalões jovens: no mini-basquete: Leões da Polana, Nauticus e Águias da Polana - aqui como treinador-, e nos escalões seguintes: Real Sociedade, Sporting Clube de LM e Sport LM e Benfica - no Benfica, como jogador e como treinador -; mas também em clubes de Lisboa: CIF, Sporting Clube de Portugal e Sport Lisboa e Oriental (numa incrível saga de basquetebolistas oriundos de Moçambique); neste último também nos seniores.

A vida fez com que fosse para o Porto e que a assinatura pelo Futebol Clube do Porto me colocasse um dilema (e não cabe aqui uma análise sobre o desporto de alta competição): escola pública ou basquetebol. Percebi que Portugal era um país de futebol (e já com uma indústria em crescimento) e que não existia a cultura do basquetebol de rua, digamos assim, nem do próprio jogo; e não era só no basquetebol, como ainda hoje se observa na instrumentalização doentia do desporto e na ausência de um projecto nacional minimamente sustentado e perceptível de formação desportiva que envolva a escola e a construção de instalações desportivas. Além disso, as carreiras desportivas eram, e são, arriscadíssimas e sem qualquer rede. Os dois anos de serviço militar obrigatório, e os outros dois de profissionalização como professor, em Chaves, ajudaram-me a decidir pela escola pública.

Ainda joguei em Chaves (no Ginásio, também como treinador), Vila Real (no Bairro Latino e no Ginásio, neste também como treinador), Viana do Castelo (no Sport Clube) e Caldas da Rainha (no Sporting Clube das Caldas da Rainha). Claro que ensinei e divulguei o basquetebol no desporto escolar e em jogos 3x3 de rua (nas Caldas da Rainha, por exemplo, apareceram 2600 basquetebolistas num Sábado inesquecível). O fascínio pelo jogo sempre me acompanhou: nas aulas, nos jogos inter-turmas e nos raros jogos alunos versus professores (como no ano passado); e, claro, interesso-me pela NBA. No fundo, são dois dos interesses para a vida espelhados no desenho do Rui Foles.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

terça-feira, 24 de agosto de 2021

sábado, 13 de fevereiro de 2021

A Propósito de Gaudi


 


(Este texto não é inédito e reescrevi-o. Publiquei-o numa revista de educação, algures em 2000, 2001 ou 2002. "Recuperei-o" a propósito de uma conversa com quem visitou recentemente Barcelona. É uma homenagem a Gaudi, cuja igreja da sagrada família continua envolta em polémica; deveria ter sido concluída?)


Sempre que o tema da minha ocupação cerebral se relaciona com o pé direito, dois conceitos condicionam de imediato as minhas opiniões:



do lado a que sou menos dado, o das religiosidades, condiciona-me a abençoada e eterna entrada com o pé direito; foram tantos os seguidores desta superstição na passagem de ano da mudança de milénio que se esgotou a possibilidade de refutar os mais crentes;


do lado que mais me entusiasma, o do pé direito dos edifícios erguidos pelo esforço dos menos favorecidos dos Homens, podem contar com opiniões mais ousadas.



Suponho que este pé direito foi o verdadeiro motor da minha consciência cívica. Sei que buscar a origem da consciência dos Homens é tarefa só ao alcance de uns quantos. Mas da minha é algo que pode ficar ao critério do meu imaginário. Atrevo-me mesmo a dizer que quem em criança nunca quis tocar no tecto do mundo não pode ter uma boa consciência social. Fui tentando tocar nos tectos das minhas casas, embora a altura dos pés direitos me exigisse a adolescência para obter saborosos sucessos.

 

Na atmosfera do lugar onde nasci e depois cresci, vivia-se num constante apelo a duas actividades desportivas: o futebol e o basquetebol. A primeira mais do lado das religiosidades e a segunda mais do lado das ousadias.

Era com um sentimento de verdadeira transcendência que, de mãos dadas com os pais, avós ou tios, as crianças assistiam a esses rituais de boa convivência. É certo que nem sempre as coisas corriam bem. Na ânsia humana de ser mais veloz, de ser mais forte ou de chegar mais alto, os convívios tinham momentos que azedavam e se travestiam de aspectos assustadores.

 

Desde cedo que as crianças iniciavam os exames exploratórios. A primeira e última experiência como jogador de futebol num clube a sério ocorreu por volta dos onze anos. Vacinei-me. Como o campo de jogo era em tudo igual ao dos adultos, “o fenómeno pé direito” aparentemente só se manifestava no tamanho das balizas. Nada mais enganador. As dimensões intermináveis do campo e o peso insuportável da bola não me deixaram alternativa. Via, com uma surpresa ingénua, como os adultos sentiam uma alegria esfuziante com as dificuldades das crianças. As gargalhadas eram ruidosas. A desfaçatez chegava ao ponto de equiparem “os miúdos” com calções enormes para o espectáculo ser mais completo.

 

Fiquei para sempre nos jogos de rua com os meus amigos, onde eram as crianças que escolhiam o tamanho do campo, das balizas, da bola ou dos calções. Mas havia algo que começava a despertar a tal consciência de direitos de que vos falei antes.

 

Para a divulgação do jogo de basquetebol, os seus responsáveis construíam campos só para crianças onde o “fenómeno pé direito” era o inimigo número um. As dimensões do espaço do jogo, dos cestos ou das bolas eram apropriadas. Ideias avançadas com a assinatura de alguém que não se acomodou ao facto dos tectos parecerem estar a uma altura fora do alcance do comum dos mortais.

 

Foi também nesta altura que entrei para o liceu. Estávamos em 1971, em plena era marcelista. O liceu era ao melhor estilo da época, o inevitável liceu Salazar. O edifício era monumental e cheio de mármores brancos. Reinavam os espaços de amplitude arrasadora. A construção obedecia a ângulos absolutamente rectos. A altura do pé direito era de tal dimensão, que parecia desenhada com a única intenção de impossibilitar veleidades, até ao mais reverente. Lembro-me, e a propósito desta nossa conversa, de uma das primeiras aulas de matemática.

 

Para fundamentar o facto de duas linhas paralelas nunca convergirem, o pedagogo pediu-nos que olhássemos para as "intermináveis" colunas da sala de aula e imaginássemos a possibilidade delas se encontrarem. Nunca. Uns tempos depois, um colega segredou-me que ouviu alguém também autorizado afirmar o encontro das rectas paralelas no infinito.

 

Antes disso, e convém lembrar, o arquitecto catalão Gaudi iniciou a construção da igreja da Sagrada Família, desrespeitando a tese das colunas que nunca se encontram. Obra inacabada. Morreu em 1917 e os catalães ainda não conseguiram pôr fim ao pesadelo.

 

Tenho pensado muito sobre esta esquisita maneira de considerar que as crianças, os idosos ou os inadaptados não têm direito a querer tocar nos tectos dos seus mundos e ainda não encontrei as razões. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Vi, Kobe!

 


Foram 20 anos com muitas madrugadas para ver Kobe Bryant. Para além de tudo, Kobe era um visionário do jogo, um poeta do movimento, um prosador inigualável e tinha uma coragem única. Vi muitos momentos inesquecíveis e escolhi um vídeo de cerca de 3 minutos do seu último jogo. Veja e ouça, que vale a pena.



 

domingo, 26 de janeiro de 2020

Kobe Bryant (1978-2020)

 


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Não consigo acreditar. Que alguém diga que foi engano. Morreu Kobe Bryant, o mítico basquetebolista dos LA Lakers. Como comecei a acompanhar a NBA ainda Kobe não tinha nascido, e como sou adepto dos LA Lakers, segui com detalhe os 20 anos de carreira (18-vezes NBA All-Star) deste espantoso jogador. O jogador que mais me emocionou no basquetebol morreu hoje num acidente de helicóptero. Descansa em em paz, Mamba.


PS: confirma-se a morte da sua filha Gianna, de 13 anos, que o acompanhava na viagem.



 

segunda-feira, 5 de março de 2018

do óscar de Kobe Bryant

 


 


 



 "Nós, como jogadores de basquete, deveríamos calar a boca e driblar, mas fico feliz porque fazemos um pouco mais do que isso." 




 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

os últimos 3 minutos

 


 


 


É evidente que há toda uma história para se perceber melhor o vídeo. Mas são os últimos 3 minutos de um atleta incrível: Kobe Bryant.


 



 

domingo, 20 de agosto de 2017

trata-se de agir e não coabitar

 


 


 


Kevin Durant, jogador da NBA, recusou-se a ir à Casa Branca contrariando a tradição das equipas vencedoras da competição. Foi taxativo: "não tenho respeito por quem lá está". Ponto final. Noutro sentido, mas dentro do mesmo desnivelamento norte-americano, Trump cancelou a presença em prémios do Kennedy Center por causa de uma série de ameaças de boicote. Espera-se que o homem comece a ter a noção do ridículo e que atenue estragos antes de se pôr ao fresco.

domingo, 13 de agosto de 2017

O novo maestro

 


 


 


 



 


Aprecio o modo de Lonzo Ball organizar o jogo. Os Lakers depositam


fundamentadas esperanças neste jovem que se estreará na NBA.


 

quarta-feira, 14 de junho de 2017

da dignidade e do politicamente incorrecto

 


 


 (Parece que esta notícia ainda não se confirmou)


 


Os novos campeões da "NBA quebraram a tradição": disseram um "não", por unanimidade, a Trump. Não existirá a habitual recepção do Presidente aos vencedores. É uma decisão interessante num mundo ocidental a transbordar de hipocrisia. Como estaria a democracia se cada cidadão tivesse a mesma dignidade?


 


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