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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

e até foi um dos primeiros produtos exportados por Portugal (ou talvez por isso)

 


 


 


 



 


 


O tempo tem uma relação directamente proporcional com a verdade e com o azeite. Nos inúmeros processos da vida das pessoas, e qualquer que seja o lugar na sala de espectáculos, a conclusão tem uma constante: a verdade acaba por se impor.


 


É estranho, ou talvez não, que o tal de azeite (tempero antigo que foi um dos primeiros produtos que exportámos) não se imponha até com efeito preventivo; talvez por isso, por tanta exportação, nos esqueçamos da sua inapelável sentença. Não usamos o que receitamos aos outros.


 


Era, contudo, desnecessário que, nos tais processos, nos esquecêssemos tanto do respeito por um mínimo, no mínimo, claro, de verdade. Não se devia menosprezar a qualidade do tempo. Não magoaríamos os outros (se os outros estiverem para isso ou pouco habituados) nem sofreríamos o efeito boomerang. Poupava-se duplamente em sofrimento, uma das preocupações maiores da saúde pública. A soberba, a inveja, o narcisismo, a mesquinhez, a maledicência, o oportunismo, o desrespeito pelo outro, o excesso de individualismo, a chico-espertice e por aí fora parecem obliterar a ideia de tempo e isso acaba por ser fatal.


 


 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

dos problemas com a escolha da escola - quem diria

 


 


 


 


"Os decisores políticos que promovem a escolha da escola, vendem a ideia de que isso se faz como consumidor individual e não como cidadão. Como cidadão, uma pessoa responsabiliza-se pela escola pública local; apoia-a e orgulha-se com as suas realizações. O cidadão vê-a como uma instituição da comunidade digna do seu apoio, mesmo que não tenha filhos na escola. O cidadão pensa na escola pública como uma instituição que educa os cidadãos, os eleitores futuros, os membros de sua comunidade. Se a escolha da escola se torna a base das políticas públicas, a escola deixa de ser uma instituição comunitária para passar a atender às necessidades dos seus clientes."


 


 


O parágrafo que acabou de ler é de Diane Ravitch, ex-secretária de Estado na administração do Bush mais crescido, bem à direita em "Reign of Error: The Hoax of the Privatization Movement and the Danger to America's Public Schools" (qualquer coisa como: o reinado do erro: A farsa do movimento de desestatização e o perigo para as escolas públicas da América).


 


Encontrei-o por aqui e pode lê-lo no original na imagem seguinte. Quem diria, realmente, que uma pessoa como Diane Ravitch concluiria que cidadania, comunidade, educação e eleitores futuros são ideias não compatíveis com clientes e consumidores.


 



 


 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

cenas do império não pára de atacar

 


 


 


Ainda há quem não perceba a privatização de uma empresa pública rentável? Dois dos bancos mais responsáveis pelo subprime, pela bolha imobiliária e pelas ideias austeritaristas em curso recuperaram posições e tomam conta do que resta. É uma outra forma do tal crédito de neutrões. Mas há ainda pior: os mentores lusitanos das PPP´s, dos swap´s e por aí fora continuam a saga impunemente.


 


 



 


 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

coisas que se repetem

 


 


 


 


Nuno Crato deve estar, pelo menos, no estado de épochè em relação às políticas que inaugurou ou aprofundou, mesmo que se venha a justificar que as desenhou como sub-SE-adjunto das finanças, e começa a responsabilizar os professores pela parte maior do sucesso escolar dos alunos. Já Lurdes Rodrigues usou o mesmo estratagema quando começou a registar o espalhando das suas epifanias.


 


Se os professores fossem muito corporativos aceitavam o elogio e faziam valer os créditos que estes ministros lhes atribuem. Mas sabem que não é assim e que a sociedade desempenha o papel primeiro e fundamental. É evidente que há professores com uma soberba tal que fazem passar a mensagem que sem eles o mundo seria outro. É verdade que sim. Recordo-me do monstro da avaliação de professores e transcrevo o final deste post que escrevi em 21 de Janeiro de 2009:


 


"(...)Contudo, foi possível identificar um conjunto denominado de boas práticas que tornava "exequível" aquilo que depois se provava ser inaplicável: é essa uma parte crucial da história recente da avaliação do desempenho dos professores e do seu arrastamento insuportável. Quando se tentou perceber as boas práticas das escolas ditas de referência, o ridículo eliminou rapidamente a visibilidade mediática que se quis impor.


 


Também por precaução se deixou de falar nisso."

quarta-feira, 13 de março de 2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

já nem sei que diga

 


 


 


 


 


 


O desnorte da maioria tropeça no rísivel todos os dias e o sistema escolar não escapa. Hoje foi uma deputada do PSD que se mostrou perplexa com a abertura de 600 vagas para a vinculção extraordinária de professores contratados.


 


Deputada do PSD “perplexa” com 600 vagas para professores contratados




"(...)“Estas 600 vagas deixaram-me um pouco perplexa e irei pedir que me justifiquem ou me dêem argumentos para o entender”, disse esta quarta-feira a deputada do principal partido do Governo na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, durante a audição da Associação Nacional de Professores Contratados (ANPC).


César Israel Paulo, presidente da ANPC, fez um discurso duro e indignado, considerando que os docentes contratados estão a ser alvo de um "genocídio laboral" e classificando a situação como "uma vergonha".


Margarida Almeida, que também é professora, mostrou-se solidária. "Face ao discurso da indignação, nada tenho a contrapor".(...)A deputada acrescentou depois que "devem ter sido abertas as vagas possíveis para não contratar e depois despedir".


(...)César Israel Paulo lembrou que o problema da precariedade docente "tem mais de 15 anos". "Os professores contratados são eleitores defraudados, seres humanos descrentes face aos sucessivos governos que lhes têm proporcionado emprego precário, deslocações infindáveis para poderem trabalhar e, agora, para muitos, o desemprego sem qualquer indemnização, a passagem a excedentário após anos consecutivos de trabalho. Que país é este?", disse o dirigente, lançando um repto: "Senhores deputados, o que irão fazer a curto prazo para resolver o problema da precariedade docente, quando vão pôr fim a esta vergonha?".


Miguel Tiago, do PCP, e Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, responderam que vão continuar a apresentar iniciativas no Parlamento para vincular os docentes contratados, lembrando que as mesmas têm sido sempre travadas pelos partidos que se alternam no Governo: PSD, PS e CDS.(...)"

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

cata-vento em regime de tempestade

 


 


 


Este Governo muda, todos os dias, a direcção das políticas para o sistema escolar. Desta vez é a transferência para as Câmaras de todo o ensino não superior, tomando Cascais como concelho experimental e ficando os estudos a cargo de duas universidades que, ao que julgo saber, não têm tido qualquer apetência pela gestão escolar.


 


É realmente espantosa esta soberba que revela um profundo desrespeito pelo que existe e que mais parece um Governo cata-vento em dias de tempestade. O país está assim: é tudo à pressa, qualquer um "reforma" sem que haja tempo para discutir e escolher os melhores caminhos e depois somos confrontados com episódios caricatos (e outras coisas mais, claro) como aconteceu com a EDP e agora com TAP.


 


 


 



 DN, 18 de Dezembro de 2012


 


 

sábado, 24 de novembro de 2012

do gáudio com a precarização

 


 


 


 


 


Do que tenho assistido nos últimos anos com a destruição da escola pública, o que mais me surpreende é ler ou ouvir professores a defenderem a precarização do seu grupo profissional (em regra, convencem-se que escapam, coisa que nem os reformados têm como garantida, e fazem-no para agradar à entidade que servem). Há já história mais do que suficiente para os aconselharmos a serem ponderados.


 


Participei numa série de debates sobre gestão escolar quando eclodiram os primeiros sinais de que Sócrates e Lurdes Rodrigues tinham escolhido os professores e a escola pública como exemplo do corte a eito através da hiperburocracia e de outras coisas igualmente maléficas.


 


Nessas sessões, estavam também professores com funções de gestão numa das cooperativas de ensino que é proprietária de vários colégios (é mais fino e o lumpen agradece). O que mais me impressionava no seu discurso não era o endeusamento do chefe do Governo nem sequer a espécie de ciúme profissional com os professores das escolas do Estado. Era o gáudio por apresentarem a folha salarial mais baixa à custa da precarização dos professores que era a política primeira da sua administração. Era uma espécie de solidariedade divina.


 


Avisei-os da ingenuidade e, nalguns casos, da notória ingratidão.


 


Há tempos, encontrei um desses professores. Estava em litígio jurídico com a cooperativa de ensino e esperava poder concorrer para uma escola do Estado. Era alguém que também evidenciava com frequência o ranking do seu colégio. Tinha sido substituído. Preferiram alguém com salário mais baixo e que leccionava uma disciplina dos cursos profissionais. É que o colégio onde estava teve "de se abrir" aos CEF´s e profissionais e, com a mesma organização e com os mesmos professores, o ranking baixou. "Mudou" a direcção e a precarização continuou o seu lema sem vãs solidariedades.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

só mesmo com um grande se


 


 


 




 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Vi o ontem o jurista Paulo Saragoça da Matta, numa entrevista a Mário Crespo, defender a avaliação dos juízes. Fiquei com a ideia que é também professor de magistrados e advogou a pontuação dos seus pares como um caminho inalienável para a meritocracia e para os ganhos de credibilidade junto da opinião pública. No entanto, Paulo Saragoça da Matta foi enfático num se: é tudo muito interessante se (e frisou bem o se, arrastando-o até) o processo for sério.


 


Assisti a discursos semelhantes por parte de professores que nunca iam à génese da meritocracia, e muito menos à aplicabilidade destes modelos pontuáveis e infernais, e se deixavam envolver pelo temor de enfrentar a linguagem sedutora e bem-pensante dos totalitarismos. Há, como sabemos, modos de mobilizar pessoas que não passam pela meritocracia, só que dão trabalho e requerem convicções democráticas e alguma exemplaridade e competência.


 


O Governo reiterou ontem a intenção de pontuar os juízes pelo número de processos judiciais concluídos como um caminho para "o desta vez é que vai ser". Já estamos cansados desta parábola circular que volta e meia abala os alicerces da democracia que tanto nos custa a construir.


 


Ainda há dias manifestei a esperança na queda livre do espírito SIADAP com o fim da contabilização do número de multas na avaliação dos fiscais da EMEL. Disseram os responsáveis que o modelo teve "efeitos perversos"; pois.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

10, sempre as 10

 


 


 


Estava, ontem, a tomar um café e a ler o Público e não conseguia deixar de ouvir a conversa animada na mesa do lado. A esplanada estava cheia e os quatro "vizinhos", dois homens e duas mulheres, falavam da conferência algarvia em que António Borges classificou de ignorantes os empresários anti-TSU e em que Relvas mostrou preocupação com o crédito dos políticos europeus (um comentário noutro post confirmou esta afirmação).


 


Um dos masculinos tecia laudos à estratégia mediática dos dois políticos. Dizia que as suas comunicações foram seguidas por um impressionante batalhão de jornalistas e que os ditos se gabaram de terem arranjado matéria tergiversadora para uma semana.


 


Nessa altura, olhei bem para o contador da história e reconheci-o. Como vi a peça televisiva, dei conta que era um dos empresários, penso que famoso, que também debitou para as câmaras. Não me lembro do que disse.


 


Do que não me esqueço é das 10 estratégias de manipulação de Noam Chomsky e que volto a publicar.


 


"1- A estratégia da manipulação.


O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

2- Criar problemas e depois oferecer soluções.


Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da gradação.


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A estratégia do diferido.


É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.


A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de baixa idade. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante.

6- Utilizar o aspecto emocional, muito mais que a reflexão.

 

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e por inactivar o sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

7- Manter o público na ignorância e na mediocridade.


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controlo e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores".


8- Estimular o público a ser complacente na mediocridade.


Promover o público a achar que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

9- Reforçar a revolta pela auto-culpabilidade.

 

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas (in)capacidades ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico e político, o individuo auto-desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!

10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmo se conhecem.


No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado um crescente hiato entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem propiciado conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo se conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controlo maior e um grande poder sobre os indivíduos do que aquele que os indivíduos conseguem sobre si mesmos."

 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

mais umas "reformas" e...

 


 


 


Num tempo em que os países de língua portuguesa voltam a ser destino migratório (ou, para sermos modernos, de circulação), os mais jovens até podem pensar que o nosso sistema escolar está mais avançado e têm razão. O que talvez não saibam é que não foi sempre assim e que houve tempos em que se equivaliam ou nem isso.


 


Com o actual modelo de gestão escolar, e com mais duas "reformas" em cima, atingiremos o patamar angolano. Aliás, o detalhe "repartição" já esteve muito mais distante.


 


 


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

desculpas

 


 


 


A rotina é antiga: tenho uma ideia, lanço o título para o post, escrevo as ideias-chave e temporizo a publicação para muito mais tarde. A supressão do tempo leva a que, por vezes, a publicação aconteça nessa versão rascunho. Aconteceu há pouco com o post "dois modos" e peço desculpa. Tentarei que não volte a suceder.


 


 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

já em processo de negação?

 


Nuno Crato diz que abandono do superior é idêntico a anos anteriores


 


Se fosse há um ano atrás, o que diria Nuno Crato? Nem sequer estou interessado em comparar os números. É grave como era grave no ano passado. Já não bastavam as medidas que vão aumentar o insucesso e o abandono escolares no não superior a par do continuidade da privatização de lucros, para termos agora uma espécie de processo de negação em relação a este assunto.