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sábado, 19 de setembro de 2015

existe o crime perfeito?

 


 


 


irracional-man-14julho2015-09.jpg


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Para Woody Allen, em o "Homem Irracional", não existe. Mesmo o crime cometido, em nome da estética (do belo) e da moral (a justiça em favor de toda a comunidade), pelo controverso professor de filosofia de uma escola secundária teve os dias contados. O tempo, sempre o tempo, eliminou a "perfeição" do acto e a racionalidade Kantiana e evidenciou uma irracionalidade que exacerbou os interesses de um criminoso que encontrou "nesse agir" um sentido para a vida. Mas o melhor é irem ver o filme que está na linha de "Match Point" e que é um dos melhores de Woody Allen nos últimos anos.


 


 



 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

editorial (17)

 


 


 


 


 


 


 


Interessa-me mais o conteúdo do que a forma, embora a estética associada à configuração de blogues e de sites não me seja indiferente; bem pelo contrário.


 


Gosto de discutir ideias e não tenho muita paciência para o jogo de ódios e invejas que caracteriza a crise moral em que vivemos (nunca pensei escrever isto sobre uma qualquer actualidade portuguesa) e que se corporiza no totalitarismo das formas, simbologias e insinuações que atravessa as redes sociais e as outras.


 


Há tempos perguntaram-me porque é que "assinava" com o nome completo no virtual e porque é que tinha a fotografia no blogue. Lembrei-me do início da blogosfera e do incómodo que provocava uma opinião mais livre e difícil de controlar. A estratégia de descredibilizacão através da acusação do possível anonimato levou-me ao nome completo e à fotografia no blogue e assim ficou.


 


Nesta altura, o fenómeno "apenas e só a forma" tem outros contornos, manifesta-se muito no email, em telefonemas anónimos e nas mensagens privadas do facebook por parte de autores sem rosto, que exigem uma equilibrada mistura de duas categorias: paciência e indiferença.

domingo, 29 de julho de 2007

problema por resolver

picasso.jpg



"A natureza da percepção estética continua a ser um problema por resolver. Depois de tantos estudos, desde as escolas gestaltistas (com particular referência a Rudolf Arnheim) às mais recentes tendências cognitivistas, não se abriu ainda o caminho certo que nos leve a uma compreensão decisiva do fenómeno. Fica-se com a impressão de uma série de descobertas, às vezes brilhantemente interpretadas, sem que o conjunto acumulado ilumine com uma inteligibilidade nova os processos perceptivos artísticos".



José Gil.

domingo, 15 de julho de 2007

museu berardo







porta-garrafas
de Marcel Duchamp)







Fomos ao CCB (Centro Cultural de Belém, em Lisboa) ver a colecção "Berardo" de arte moderna e contemporânea.

Excelente.

Picasso, Paula Rego, Marcel Duchamp, Andy Warhol, Francis Bacon, Martial Raysse, enfim, um acervo de respeito acolhido num espaço de eleição.

Aconteceu-me uma coisa curiosa, digamos, uma surpresa misturada com algumas coincidências.

Chegámos ao Museu perto da hora do almoço. Fomos fazer uma refeição rápida e ficámos sentados perto do filósofo José Gil: devo confessar que, o autor do "medo de existir", tem uma obra, publicada em 1996, intitulada "a imagem-nua e as pequenas percepções", sobre estética, que me ensinou muito e que estudei com todo o detalhe: um dos aspectos que mais me fascinou, na época, foi a discussão à volta dos efeitos teóricos e práticos da invenção dos readymade e nomeadamente a obra de Marcel Duchamp (onde se inclui o objecto que pode ver-se na foto que acompanha a presente publicação: o célebre porta-garrafas);

e não é que este triângulo estético cruzou-se durante a minha visita ao museu: o filósofo José Gil, a obra de Marcel Duchamp e o seu "porta-garrafas"; foi, sem dúvida, um momento alto na minha visita.