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quarta-feira, 1 de maio de 2013

mas qual mito?

 


 


 


Passos Coelho disse hoje que estava a desfazer o mito de que os juros da dívida (a fatia maior foi feita pela banca e por privados "encostados" às empresas públicas) não descem porque o Governo não quer. Mas que mito é esse? Nunca ouvi tal coisa. Os juros são obras dos credores (os de dentro, os de fora e os intermediários), Passos Coelho estava de acordo e até para além da troika.


 


Vi há pouco as imagens do discurso. Uma coisa tão melancólica que estava a ver que os sindicalistas da UGT desatavam a chorar. As palmas foram fracas porque os presentes já se estão a passar para os do lado. Passos Coelho apareceu arrumadinho, aprumadinho, penteadinho e com aquele jeito inocente e monocórdico de quem está em mais uma homilia. E lá veio a desconstrução do mito que só existiu na sua imaginação. Este género de personagens é um flagelo, sem dúvida.


 


Os dois órgãos de comunicação social de referência que linquei intitulam a coisa de um modo que se desculpa por ser feriado.


 


 



 


 


 


 



 


 


 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

a verdade oculta

 


 


 


 






O BdP (Banco de Portugal) publicou hoje uma nota de informação estatística a propósito das dívidas totais dos nossos sectores público e privado (não inclui a banca) que atinge os 432,1% do PIB (Produto Interno Bruto).


 


O total da dívida pública chega aos 148,2% do PIB, sendo 137% das administrações públicas e o restante das empresas públicas que não estão "integradas" no Estado.


 


Ou seja, a dívida do sector privado atinge os 283,9% do PIB e excluem-se, repito, as dívidas da banca que nem sei o que têm a dizer dos astronómicos juros da dívida que andamos a financiar.


 


Podemos concluir que existe alguma mistificação das dívidas do Estado que encobre esta verdade oculta.