Mostrar mensagens com a etiqueta pisa2018. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pisa2018. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Comentei pelo Facebook Sobre as Avaliações Externas com Crianças

Ideias soltas para uma espécie de arquivo.


Se "Singapura, Taipé-Chinês, Coreia, Japão e Hong Kong foram os que obtiveram melhores resultados nos testes TIMSS, sendo que Singapura lidera todos os rankings", e se considerarmos a influência das tais "Mães-Tigre" no treino intensivo das crianças top-perfomers (até criticado pelo actual ME de Singapura), temos que considerar que mais treino intensivo em aritmética garantirá melhores resultados, e não piores, neste domínio parcelar. Por outro lado, qualquer precipitação na aplicação de uma flexibilidade curricular pouco sustentada poderá provocar algum laxismo. Contudo, no nosso universo do primeiro ciclo será um fenómeno muito, mas muito, parcelar. Discutir neste modo passa-culpas na comunicação social é confrangedor e revelador do excesso ideológico que campeia no nosso sistema e que revela a sua fragilidade; e de pouca importância efectiva para os governos. É um sector de terceira linha.


Obviamente. Nem se percebe o contrário sobre o treino das crainças em matemática, a não ser quando se contraria os excessos.


Aliás, é muito interessante esta notícia sobre Singapura https://correntes.blogs.sapo.pt/aprender-nao-e-uma-competicao-2778522 .


Singapura tem sérios problemas com os adolescentes por causa das "Mães-Tigre" e dos seus treinos intensivos às crianças. E ninguém no mundo ocidental quer isso para as suas crianças: e fazem muito bem. Há mais vida para além dos Timms e dos Pisas. Aliás, o burnout começa cada vez mais cedo se as crianças e jovens forem treinadas obsessivamente (é também isso que Singapura tenta contrariar). (já agora, o contrário de treino não é interdisciplinaridade; esses antagonismos são do domínio do radicalismo).


Tenho ideia que nesse domínio está quase tudo por estudar. É assustador, ou talvez não, pensar que com a IA consegue-se o que há muito a pedagogia aspira: ensino individualizado e avaliação contínua rigorosa.

domingo, 8 de dezembro de 2019

Das Alterações Climáticas à Febre do PISA

 



Captura de ecrã 2019-12-05, às 18.35.12.png



Enquanto os nossos representantes políticos se entretinham a discutir as formalidades da passagem da jovem Greta, com o Presidente da República a advogar o seu raro não aparecimento com o temor do "oportunismo", a imagem dá uma ideia da atmosfera que Madrid recentrou. Esta nossa fuga cíclica ao essencial, ou a opção pelo simplismo, tem algum paralelo com a discussão à volta da febre do PISA e com o óbvio sublinhar da OCDE com os progressos de Portugal desde 2000. Mas quando lemos ministros apressados a culpar antecessores ou defensores de ex-ministros a reivindicar o milagre das epifanias, temos de repetir: uma população menos pobre e mais escolarizada reduz, natural e gradualmente, o insucesso e abandono escolares e melhora os resultados em testes internacionais; principalmente nos febris. Se a sociedade estagna, as oscilações são pequenas. É também o caso português. A partir da última década do século XX fomos reduzindo a pobreza e aumentando a escolaridade. Os resultados PISA melhoraram gradualmente neste século e tendem a estabilizar uma vez que a pobreza teima em não descer dos 2 milhões de pessoas. Por outro lado, o tempo de uma legislatura tem reduzida influência nos dados de um país. O que é possível nesse período temporal é mudar uma escola ou num período ainda menor um professor pode alterar o percurso de um aluno ou de um pequeno grupo. E olhando para a nossa realidade, a "temperatura" pode estagnar, ou descer, na média da OCDE, se a sociedade não elevar as pessoas e se a organização das escolas mantiver os níveis descendentes da última década e meia associados à perspectiva ainda mais caótica na renovação dos professores.


Duas notas: quem elogia o "estar na média da OCDE", talvez modere o entusiasmo se considerar os países todos que integram o PISA; os nossos jovens estão felizes com a vida (a infância e a adolescência são, em regra, assim) ansiosos com a competição escolar e fazem uma apreciação muito boa dos professores, apesar de cerca de metade assumir que não os ouve.


Imagem: Courrier International

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

PISA e Repetições

 


Temos aí o PISA 2018. E, numa primeira análise, repitamos: uma população mais escolarizada e menos pobre vai reduzindo, naturalmente, o insucesso e abandono escolares e melhorando os resultados em testes internacionais como o PISA.  Quando a sociedade estagna, as oscilações são, em regra, pequenas. É também o caso português. A partir da última década do século XX fomos diminuindo a pobreza e aumentando a escolaridade. Os resultados no PISA, por exemplo, melhoraram gradualmente neste século e têm tendência a estabilizar uma vez que a pobreza teima em não descer dos 2 milhões de pessoas. Se a sociedade contribui com 60% para o sucesso escolar, as escolas com 30% e os professores com 10%, tudo isto numa análise macro, obviamente, o tempo de uma legislatura tem reduzida influência nos dados de um país. Nesse período temporal, o que é possível é mudar uma escola ou num período ainda menor um professor pode alterar o percurso de um aluno ou de um pequeno grupo. E olhando para a nossa realidade, os resultados podem estagnar, ou descer, na média da OCDE, se a sociedade não elevar as pessoas e se as escolas, e a sua organização, mantiverem os níveis descendentes da última década associados à perspectiva caótica na renovação dos professores.


Duas notas: os nossos jovens estão felizes com a vida (a infância e a adolescência são, em regra, assim) mas ansiosos com a competição escolar; os alunos fazem uma apreciação muito boa dos professores, apesar de cerca de metade assumir que não os ouve.