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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Comentei pelo Facebook Sobre as Avaliações Externas com Crianças

Ideias soltas para uma espécie de arquivo.


Se "Singapura, Taipé-Chinês, Coreia, Japão e Hong Kong foram os que obtiveram melhores resultados nos testes TIMSS, sendo que Singapura lidera todos os rankings", e se considerarmos a influência das tais "Mães-Tigre" no treino intensivo das crianças top-perfomers (até criticado pelo actual ME de Singapura), temos que considerar que mais treino intensivo em aritmética garantirá melhores resultados, e não piores, neste domínio parcelar. Por outro lado, qualquer precipitação na aplicação de uma flexibilidade curricular pouco sustentada poderá provocar algum laxismo. Contudo, no nosso universo do primeiro ciclo será um fenómeno muito, mas muito, parcelar. Discutir neste modo passa-culpas na comunicação social é confrangedor e revelador do excesso ideológico que campeia no nosso sistema e que revela a sua fragilidade; e de pouca importância efectiva para os governos. É um sector de terceira linha.


Obviamente. Nem se percebe o contrário sobre o treino das crainças em matemática, a não ser quando se contraria os excessos.


Aliás, é muito interessante esta notícia sobre Singapura https://correntes.blogs.sapo.pt/aprender-nao-e-uma-competicao-2778522 .


Singapura tem sérios problemas com os adolescentes por causa das "Mães-Tigre" e dos seus treinos intensivos às crianças. E ninguém no mundo ocidental quer isso para as suas crianças: e fazem muito bem. Há mais vida para além dos Timms e dos Pisas. Aliás, o burnout começa cada vez mais cedo se as crianças e jovens forem treinadas obsessivamente (é também isso que Singapura tenta contrariar). (já agora, o contrário de treino não é interdisciplinaridade; esses antagonismos são do domínio do radicalismo).


Tenho ideia que nesse domínio está quase tudo por estudar. É assustador, ou talvez não, pensar que com a IA consegue-se o que há muito a pedagogia aspira: ensino individualizado e avaliação contínua rigorosa.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Triste Debate

O Expresso repete uma imagem (de José Caria) de uma notícia de 29 de Abril de 2017 para ilustrar mais um episódio do triste debate de passa-culpas na avaliação externa de alunos do 4º ano num país com 2 milhões de pobres (500 mil crianças). O estudo, entre conclusões interessantes e óbvias, salienta: "A diferença de desempenho entre os alunos com mais recursos em casa, tanto em Portugal como na média internacional, ronda e chega a superar os 100 pontos face a quem tem poucos meios de apoio no contexto familiar."
Na imagem, Passos Coelho pede um basta a Nuno Crato. Talvez também o faça hoje. António Costa devia exigir o mesmo aos seus que participam no rol de tristezas. Nos países civilizados estes debates são técnicos e os excessos ideológicos são impossíveis. Em Abril de 2017 escrevi assim a propósito da imagem e da notícia: "Nuno Crato provou que é dado a epifanias e entra num fenomenal mês mariano (visita do Papa) com revelações que indiciam outro fenómeno preocupante tembém muito estudado. O grego classifica-o como παραληρητικές μυαλό, o chinês tradicional como 妄想心態, o latim como delusional mentis, o inglês como delírios mind e o português como mente delirante. Até Passos Coelho parece implorar para que pare com o "Passos Coelho é um herói nacional".


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"Avaliação internacional. Alunos do 4.º ano estão piores a Matemática do que em 2015 - Governo culpa reformas do tempo de Passos Coelho"

E o óbvio repete-se:



"A diferença de desempenho entre os alunos com mais recursos em casa, tanto em Portugal como na média internacional, ronda e chega a superar os 100 pontos face a quem tem poucos meios de apoio no contexto familiar."


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Pisa 2015: do exemplo finlandês

 


 


 


Dá ideia que os finlandeses têm uma relação equilibrada e saudável com os resultados Pisa e Timms. Não se iludiram com os "melhores do mundo" no Pisa, e repetiam-no com naturalidade para espanto dos inúmeros visitantes, e agora não cruzam os braços perante resultados menos bons. Anteciparam a quebra em matemática e identificaram a causa primeira: os pais não querem passar dos limites no treino das crianças e não se importam de não seguir as "Mães Tigre" asiáticas obcecadas com os top perfomers. Esta posição é cada vez mais ouvida; naturalmente. Procuram outros modos escolares de motivar alunos (que se afirmam algo tristes na escola, com destaque para os rapazes) na era da tecnologia. Discutem muito antes de mudar e confiam nos professores. Não generalizam sem testar. Confiam no tempo. Mudam com respeito pelo que conseguiram. Mesmo assim, no Pisa 2015 a Finlândia está em 5º nas ciências, em 4º na leitura e em 13º na matemática. No último TIMMS, ficou em 16º na matemática entre 49 países (Portugal subiu para 13º) e em 7º no estudo do meio entre 47 países (Portugal desceu para 32º). É o país europeu mais consistente (a Estónia tem também resultados cimeiros consistentes) nos bons resultados.


 


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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Pisa 2015: uma espécie de subprime?

 


 


 


 


Ouvi um comentador, do grupo de Lurdes Rodrigues que teoriza as Novas Políticas de Gestão Pública (as New Public Management que originaram quatro pesadelos para o sistema escolar: concurso de titulares, avaliação dos professores, modelo de gestão e estatuto do aluno na lógica do cliente), declarar, numa linguagem bem pensante e sedutora, a propósito dos testes PISA: são instrumentos fundamentais para monitorizar políticas públicas, constituídos por inúmeras bases de dados que tratam uma imensidão de informação, precisamos de tempo para as analisar, não devem concluir precipitadamente, no caso presente foram testados alunos que nasceram em 2000 e que estão há quinze anos no sistema. É, de alguma forma, esta conversa sensata na estratosfera que foi completamente surpreendida com a conclusão: as salas de aula portuguesas sobreviveram às "reformas" radicais de sinal contrário, o que que deita por terra os delírios. Se compararmos com o subprime bancário, e considerarmos, obviamente, as diferenças, recordemos que nem os mais sofisticados consultores conseguiam contestar a complexidade desse produto de excelência da indústria financeira, constituído por "instrumentos fundamentais para monitorizar políticas bancárias, constituídos por inúmeras bases de dados que tratavam uma imensidão de informação que requeriam uma não menor quantidade de tempo para as decifrar (o que nunca acontecia)". Deu no que deu. Tanta informação e uma percepção errada do real. Se todo o "instrumento científico é válido mas depende da cabeça que o utiliza" (como acontece com o PISA e com o TIMMS), neste caso podemos concluir que na estratosfera existe uma continuada, e errada, percepção do real.


 


Nota: há delírios insensatos na estratosfera, realmente. Parece que Crato e Passos reivindicam os resultados PISA 2015 com os exames dos 4º e 6º anos. Os alunos testados de 2000 a 2015 nunca realizaram esses exames.


 


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

do biberómetro

 


 


 


Portugal deve estar a subir no ranking (esse estado febril) do tempo que uma criança de dois anos demora a esvaziar um biberon com leite. Lançar crianças em correrias institucionais é o nosso segredo. Estamos cada vez mais Top Perfomers: velocíssimos na lógica e avessos a maçadas ambientais e culturais. Hoje também se soube pelos testes TIMMS (4º ano de escolaridade), que, entre 1995 e 2015, "Portugal subiu treze lugares na Matemática (continua atrás do Cazaquistão, que raio - este aparte é meu -) e desceu significativamente no Estudo do Meio"; como se observa no gráfico do Público. 


 


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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

os números notáveis da escolaridade em portugal

 


 


 


Se a taxa de mortalidade infantil é um indicador determinante da qualidade de um sistema de saúde, a percentagem do abandono escolar precoce tem o mesmo efeito na qualidade de um sistema escolar. Em ambos os casos tem que se considerar, naturalmente, o papel incontornável da sociedade.


 


Em 1991, o abandono escolar precoce era de 63% (sim, leu bem). 22 anos depois caiu para 18,9%, numa fase em que os resultados de Portugal nos testes internacionais (PISA, TIMMS, PIRLS) ultrapassaram, grosso modo, países com a Suécia, os Estados Unidos ou a Alemanha. É evidente que o progresso (confirmado no último relatório do CNE), até uma percentagem próxima dos 10% esperada em 2020, ficou comprometida com a chegada ao poder da destruição criadora para além da troika de Coelho&Gaspar&Crato.


 


 



 


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

adiada uma alínea do guião?

 


 


 


 



 


 


Parece que o Governo se prepara para adiar a regulamentação do cheque-ensino. Esta alínea do ultraliberal guião da reforma do Estado é apenas um detalhe de um conjunto comprovadamente nefasto de políticas educativas que foram definitivamente abaladas com os resultados dos testes internacionais do PISA (Programme for International Student Assessment, do TIMMS (Trends in International Mathematics and Science Study) e do PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). Até a Suécia, farol das políticas de privatização da gestão escolar, está já a discutir a nacionalização das escolas e o abandono do precipitado programa de "liberdade de escolha da escola" iniciado em 1992; e não é o único país que chega a conclusões semelhantes, uma vez que este tipo de políticas acentua a segregação social associada à quebra de resultados escolares da maioria dos alunos.


 


Nada disto é surpresa para quem se dedica a estudar de forma "desinteressada" a importância da escola pública. Em Portugal há dois grupos ligados à privatização da gestão das escolas: os privados que se financiam em propinas e que não se revêem no referido guião da reforma do Estado e os pseudo-privados (que parecem "odiar" a escola pública) que vivem integralmente do orçamento do Estado, que implementam nas suas instituições regras não transparentes de contratação de profissionais associadas a regimes de precariedade laboral e que praticam a privatização de lucros. É este segundo domínio que Portugal precisa de corrigir e que uma parte da maioria que apoia o Governo pretende manter; o adiamento é puro oportunismo eleitoral.