As comissões pela venda dos submarinos foram de seis milhões: um milhão para cada extenuado; cinco são conhecidos e pertenciam ao BES. Quem será o sexto?
As comissões pela venda dos submarinos foram de seis milhões: um milhão para cada extenuado; cinco são conhecidos e pertenciam ao BES. Quem será o sexto?
Há sempre dois governos em Portugal: um que é público e outro subterrâneo.
Sabemos dos motivos da bolha imobiliária, sabemos do BPN, das PPP´s e por aí fora, sabemos dos swaps, sabemos do Goldman Sachs, do J. P. Morgan, do Deutche Bank, sabemos das contas marteladas da França e da Grécia na adesão ao euro e com a obrigação da compra de aviões e submarinos, sabemos das negociatas dos escritórios de advogados que capturaram o arco do poder e sabemos muito mais que nos permitia ficar a noite a elencar mesmo que de forma não sistematizada.
Sabemos tudo isso. Sabemos ainda do parlatório desta malta das seitas com a complexidade dos contratos como se via no subprime. Ficamos a saber que em Setembro se contratou mais meio milhão pago desde Fevereiro e conhecido nas festas de natal de Dezembro. Esta malta goza e abusa.
A coligação que sustenta o Governo é um caso, sem remédio, de disputa de "interesses" onde tudo se sobrepõe ao bem comum. Mesmo que não se queira registar a enésima teoria da conspiração, a queda recente do SE do Tesouro parece mais um episódio da "ascensão" do CDS/PP.
O pequeno partido da coligação está há dois anos com um pé no além da troika e com o outro na luta pela sobrevivência, dê lá por onde der, em cargos de governo. Só pode crescer eleitoralmente à custa do PSD, mas tem de o fazer de modo a que o PS não tenha maioria absoluta. Tem os seus membros do Governo em plena campanha eleitoral e vai minando o parceiro de coligação como Paulo Portas não se cansou de elucidar e o Público registou na imagem seguinte. A malta dos submarinos+Lezíria e afins continua a vencer a do BPN+Swap´s e afins. Veremos quanto tempo demora a queda final do Governo.