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domingo, 29 de setembro de 2019

Como Salienta o Cronista

 


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"A relação entre Trump e Tancos é evidentemente absurda, e no entanto, há coincidências que fazem pensar. Será que vivemos num mundo onde os códigos de conduta políticos ou éticos correm o risco de ser reduzidos a comportamentos absolutamente irresponsáveis, inverosímeis e grotescos? Como se explica tal deriva e que consequências devemos temer? Não será preocupante que essas coincidências sejam o reflexo de acontecimentos passados que tendem a repetir-se e a amplificar-se?(...)". Este início da habitual crónica semanal de Vicente Jorge Silva, hoje ("Trump em Tancos") na impressa do Público, retrata a preocupação dos que olham com perplexidade para o desfile de irresponsabilidades. Aliás, a 1ª página do Expresso, um dos jornais dito de referência que sobra, destaca: "Tancos - PS aponta para conspiração do MP" e acrescenta que "Marcelo não atendeu telefone a Costa e ponderou pedir ao CE para depor no processo". É óbvio que este ambiente só interessará aos inimigos da democracia que espreitam nas esquinas mais inesperadas. Vai valendo que não será, realmente, "tudo a mesma coisa", mas temendo-se pelo prazo de validade; como salienta o cronista (reforçado em “Nenhum país está imune ao populismo").


Nota: é óbvio que a ascensão destes comportamentos é um resultado da queda do espaço dos "governos responsáveis" que eclodiu em 2008 e que está longe de terminar (em Portugal também).

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Dos apagões mediáticos

 


 


 


 


Parece que os "assaltantes de Tancos devolveram uma caixa a mais". É risível, realmente. Fiz "oito posts sobre Tancos" e ponto final. Veremos o que sentencia a investigação em curso (?). Lembrei-me disto por causa das agendas mediáticas. Os "assaltantes" de Tancos continuam em primeira página e duas reportagens recentes, "O cartel de fogo" (ontem) e os "Lesados do BES" (há uns três dias), desapareceram.


Não vi a primeira, mas quem viu contou-me coisas intrigantes que vão dos tais "helicópteros Kamov que não voam" - com auditorias externas sem mácula e que até peças enferrujadas e presas por arames eram "invisíveis" - a contratos ruinosos para o Estado. Vi a segunda. Impressionou-me um depositante que ficou a zeros nas poupanças de uma vida. Sublinhou que, ""no dia anterior à queda do BES", o PR da altura recomendou o banco e uma auditoria externa atribuiu a pontuação máxima nos tais testes de stress".


Estamos, paulatinamente, a criar um caldo propício à demagogia. A credibilidade da justiça é o pilar fundamental da democracia, embora não se deva confundir auditores externos com MP e PGR. Como já se observou recentemente, quando há meios as investigações são conclusivas e espera-se que o caso dos incêncios tenha desenvolvimentos semelhantes ao do BES e da PT.