"Um comunista da Coreia do Norte é mau.(...) Um comunista português não é bom nem mau, é irrelevante.(...) Um comunista chinês já é outra coisa. Principalmente se tiver 2,7 milhões de euros no bolso, então não é mau, é excelente." Esta parágrafo de Leonel Moura, no Jornal de Negócios, é incisivo. O governo da direita portuguesa privatiza empresas do estado colocando-as nas mãos de empresas monopolistas de estados com regimes de partido único e ainda por cima comunistas. A suprema ironia, é vermos pessoas como Eduardo Catroga a aceitarem lugares nessas administrações.
Como já nos habituou ao longo da História, este pessoal dos interesses, onde incluo o denominado socratismo e a aparentada 3ª via, conduz os países para lugares trágicos e com gravíssimas convulsões sociais. Esperamos que tempos desses não se repitam.
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu hoje que Portugal deve “olhar para outros mundos” e menos para a Europa e valorizou a existência de uma nova emigração protagonizada por uma “juventude bem preparada”.
ResponderEliminarViva Paulo,
ResponderEliminara "estória" que nos trazes deveria fazer-nos pensar sobre a forma como continuamos a etiquetar o mundo que nos rodeia, para melhor o percebermos.
Embora todas as evidências nos indiquem que o regime político e económico em vigor na China nada tem a ver com o marxismo e o comunismo, é muito mais confortável continuarmos a categorizá-lo como comunista, pois é esse o nome do partido que governa o país.
Exatamente da mesma forma que continuamos a criticar o socialismo em português, porque o partido de Seguro, Sócrates, Guterres e Soares, apesar de há muito ter abjurado o socialismo e o marxismo, continua a ostentar a sigla PS e a chamar-se socialista.
No fundo continuamos a julgar pela aparência e não pela essência, aceitando que as pessoas, os partidos e os países valem pela sua imagem e não por aquilo que efetivamente são.
Viva Francisco.
ResponderEliminarTens razão. O problema está na dificuldade em escrever de outro modo. Contudo, fica evidente a contradição e o materialismo pouco dialéctico de quem nos desgoverna.
O que sugeres então?
Epá,
ResponderEliminarsó posso sugerir que se chamem os bois pelos nomes, isto é: os capitalista das três gargantas não deixam de o ser por ostentar umas estrelas amarelas sob fundo vermelho, enquanto que os amarelos portugueses cujo único objetivo, desde 1975, é impedir que o partido comunista possa governar o país, não deixam de ser os melhores auxiliares do capitalismo só porque se escondem atrás de um punho fechado, de uma rosa mais ou menos murcha, ou de uns aventais decadentes e anacrónicos.
Abraço e bom ano
Estive a reler o post e não o conseguiria escrever de outro modo.
ResponderEliminarAbraço e bom ano para ti tb.