Ouvi na TSF a parte final discurso de José Seguro. Dizia o jornalista que já há uma atmosfera de regresso ao poder. Não sei se a aposta é na interrupção do tempo de legislatura, mas, e como sublinhou o desajeitado consenso implorado pelo indizível Cavaco Silva, a antecipação de eleições legislativas está há muito dependente do pé-dentro-pé-fora de Paulo Portas. É até impressionante como um pequeno partido que já foi anti-Europa-e-sei-lá-mais-o-quê e que tem fornecido inenarráveis quadros neste milénio para as acções governativas, o sistema escolar que o diga, adquire esta importância.
Como Seguro pediu uma maioria absoluta mas prometeu um Governo coligado, tudo indica que o almoço secreto que teve com Portas em Agosto de 2012 pode finalmente antecipar o tão desejado, e naturalmente unânime dentro do PS, regresso ao acesso directo ao orçamento de Estado. Dá ideia que Portas é um expert em fugas de informação que alimentem a sua condição de incontornável. São também estes incontornáveis exercícios, dos maiores e dos menores destas coligações, que nos empurraram para um perigoso estado de descredibilização da representação política.
Está a imitar o PPC: “rigor, sacrifícios, contenção orçamental e não vendemos ilusões” . Não se cuidem, não. Só faltou o Portugal Primeiro.
ResponderEliminarAmigos!
ResponderEliminarO que me espanta é que ainda haja quem oiça esta gente!
Isto é tudo um faz de conta: faz de conta que há partidos, faz de conta que há órgãos de soberania, faz de conta que há democracia...
Mas o que de facto existe é uma só coisa - a ditadura da troika.
João de Brito
Obrigado pelo comentário.
ResponderEliminarObrigado pelo comentário.
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