Há as mais variadas leituras para as diferenças "insanáveis" entre o PS e o Governo e a campanha eleitoral, que durará, em princípio, mais de um ano, criará ainda mais nevoeiro sobre o acordado e o tornado público. Para além do memorando da troika que se extingue oficialmente daqui a dois meses, existe o tratado orçamental que "amarra" os países do euro e de alguma forma os da união.
E já se sabe: Portugal pesa pouco no xadrez, mas adquiriu alguma importância estratégica no sucesso da ideia de cortes a eito nos do costume que "liberta" as reformas administrativas em sectores que atingem os aparelhos partidários ou nas negociatas tipo PPP´s que incluem essas organizações que capturaram o Estado de forma sistémica; para além da intocável e corrupta (isto também é comprovado) banca. Sobram os mealheiros, como alguém disse, dos políticos profissionais: funcionários públicos, pensionistas e as classes, média e média baixa, que não conseguem fugir a impostos.
O recorte é do Público de hoje sobre o rescaldo do "Novo rumo" do PS sobre a saúde.
O PS diz que diverge de forma insanável do Governo na defesa da escola pública e confirma a sua destruição. Todavia, foi o último Governo PS que abriu todas as portas legislativas a essa destruição, com excepção dos cortes a eito de que nunca se demarcou. É certo que o recente "Novo rumo" sobre Educação prometeu democracia. Mas esse libelo foi coordenado por António Nóvoa e não há qualquer garantia que seja o "Novo rumo" do PS quando voltar ao Governo.
Fica a sensação que o consenso com o Governo incluiu, desde o memorando da troika, o despedimento colectivo de 30 mil professores em três anos (uma redução de cerca de 50 mil desde 2005). E é bom que se sublinhe que os professores contribuíram para metade da redução da administração central que permite que os políticos profissionais, e os tecnopolíticos de serviço, se pavoneiem por esse mundo fora.
Nóvoa pode ser um "Castilho II"...
ResponderEliminarComeçou a ilusão da campanha eleitoral e das promessas que nunca se cumprem. Queremos saber o que Seguro tem a dizer sobre as PPPs e a banca que são os principais sorvedouros de dinheiros públicos.
ResponderEliminarVeremos.
ResponderEliminarClaro.
ResponderEliminarSabia por exemplo que as subvenções vitalícias dos políticos foram criadas numa altura em que Portugal estava sob assistência financeira do FMI!!! Sabe quem era o 1º Ministro na altura? Foi em 1985? Já adivinhou? Sim, é esse mesmo. E que foram alvo de um veto presidencial? Sabe quem era o Presidente na altura? Sem dúvida, o melhor que Portugal já teve. E que as subvenções duplicam de valor quando o beneficiário alcança os 60 anos de idade? Que apesar de terem sido revogadas há 9 anos, o número de beneficiários continua a aumentar? Que a identidade dos beneficiários passou a ser secreta? Ou que há políticos que a requereram com idade inferior a 50 anos?
ResponderEliminarTudo isto foi consensual.
Só quem votou neste governo é que devia estar a ser penalizado. continuem a votar PSD e esperem pela maior desgraça deste país
ResponderEliminarObrigada pela informação.
ResponderEliminareles afirmam que saída do programa da troika continua em aberto.
ResponderEliminarMas o facto é que já está decidido, vai ser uma saída limpa, sem programa cautelar, porque isso era admitir que o programa foi um falhanço, e eles, tanto o Governo como a Troika não querem admitir isso, apesar de na realidade estar a ser um grande falhanço.
Qualquer partido europeísta fará tudo o que a desunião europeia mandar para se manter no EURO. A TROIKA serviu para tirar as atenções sobre o que realmente está a destruir Portugal, que é nada mais que o próprio EURO.
ResponderEliminarTodos sabem que Portugal para ser viável no Euro precisa de ter no mínimo ZÉRO DEFICIT, logo os cortes são permanentes e aínda não representam 10% do que aí vem. Seja qual for o partido que defenda o EURO fará a mesma coisa, e simplesmente porque Portugal não é sustentavel no EURO COM DEFICIT. Como já não temos escudo, somos obrigados a endividar-nos para o estado ter dinheiro. Quem ganha com a nossa estada no Euro é a banca que ganha rios de dinheiro sob a forma de comissões, rendas, juros e contratos. Portugal está entregue á bicharada...
Seja uma saida limpa ou uma saída suja, Portugal vai continuar borrado até á saída do EURO.
Espantosa a informação. Uma ladroagem e não me venham com a tese que a denuncia é perigosa para a democracia.
ResponderEliminarObrigado também.
ResponderEliminarUma bicharada, sem dúvida.
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