quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

dos alemães e da memória recente

 


 


 


 


A maioria que governa em Portugal foi apanhada do lado errado da história. Para compreender o recente fatalismo português, temos de considerar que os governos deste milénio inclinaram o plano e que o actual cavalgou uma onda sufragada por eleitores que teimaram em não perceber que a ideologia se confundia com a corrupção. É até um mistério como há tanta gente que empobrece e continua a defender tenazmente o enriquecimento ilícito. Não há arrependimento possível, como se pode ler em mais um muito bom artigo de opinião.


 


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"(...)Razão tinha o malogrado ex-presidente do Bundesbank, Karl-Otto Pöhl, quando em maio de 2010 acusou o resgate da Grécia de não ter em consideração nem o interesse do povo grego nem o da Europa, destinando-se apenas "a salvar bancos [alemães e franceses] e os gregos mais ricos" (Der Spiegel, 18-05-2010). O que parece iminente é mais do que pecado. Uma ofensa contra a humanidade, cuja reparação exigirá algo mais do que o tribunal da história."


2 comentários:

  1. Um filósofo, por definição, avança para onde o encaminha a razão, não as "amarras" ideológicas.

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  2. Compreendo Lúcio. Estamos um bocado como nas batalhas: em resposta aos eternos desideologizados (neologismo que tem Cavaco Silva como primeiro represente no Portugal recente) até os bons filósofos, como me aprece ser o caso, recorrerão a algumas amarras. Como se trata de uma luta de classes muito desigual, estarão perdoados.

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