Se há sinal evidente na polémica das provas (finais ou de aferição) do ensino básico é a desorientação da sociedade e não é de agora. Não há sociedade presente que passe o tempo mediático com estas discussões. Fazê-lo não é sintoma de saúde, uma vez que não fazemos outra coisa há décadas e nem o analfabetismo ainda eliminámos; nos últimos anos até aumentámos o insucesso escolar.
Um exemplo do desmiolo foi a curta entrevista do ministro da Educação na RTP1. O irado jornalista questionava o transtorno logístico das famílias por ainda não saberem a data de uma prova de aferição para crianças de sete anos e o ministro contra-argumentava metendo os pés pelas mãos. Mas que desorientação: no meio destas trapalhadas, não há uma qualquer sensatez que diga às pessoas que uma prova requer preocupações com a logística das escolas mas que em termos pedagógicos até deve ser feita sem grandes avisos prévios e que nem necessita de se realizar a todos os alunos nos anos todos como se faz nas sociedades normais? Não há pachorra, realmente.
É verdade. O ministro pôs os pés pelas mãos. Hoje gostei de ouvir o secretário de estado na TSF. Argumentou de forma muito convincente. Fiquei com ideia que estava a limpar a porcaria feita pelo ministro.
ResponderEliminarNão ouvi; realmente Pedro.
ResponderEliminarMuito obrigado Pedro. Já lá vou.
ResponderEliminarJá ouvi. Mas podia ter sido ainda mais incisivo. Mas era escusado chegar aqui se "em termos pedagógicos até deve ser feita sem grandes avisos prévios e que nem necessita de se realizar a todos os alunos nos anos todos como se faz nas sociedades normais"; parece-me.
ResponderEliminarAí tenho dúvidas. Não imagino o que seriam provas sem aviso prévio. Mas gostei de ouvir e contrasta com o Ministro ontem.
ResponderEliminarO "sem aviso prévio" é mais por "método" e não é sequer inultrapassável. Concordo. Mas era pedagógico; e que tanta falta faz o regresso à pedagogia e ao "clube dos poetas mortos".
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