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terça-feira, 30 de abril de 2013

da contra-ofensiva

 


 


 


 


Podemos agrupar os austeritaristas e o seu contrário (keynesianistas, por exemplo) numa contenda entre racionalistas e empiristas. De um lado a matemática (e recordo a polémica-excel) e do outro a cultura, digamos assim.


 


Os auteristaristas refugiam-se no liberalismo. Leio com frequência quem lhes acrescenta o prefixo neo e são menos os que optam pelo ultra. Tenho escolhido o segundo, como se pode ler aqui.


 


Os austeristaristas são ultraliberais que podemos classificar como ultraracionalistas. Como se pode ler a seguir, este género aplicado à política, e mesmo depois de seriamente abalado, pode derivar numa contra-ofensiva metafísica. Aguardemos.


 


 



 


Gaston Bachelard (1976:27). "Filosofia do Novo Espírito Científico".


Biblioteca de Ciências Humanas. Editorial Presença. Lisboa.

domingo, 21 de abril de 2013

dos equívocos e do racionalismo

 


 


 


 


A última semana ficou marcada pelo inacreditável erro em Excel que já empurrou milhões de pessoas para o desemprego. A tese, de 2010, que afirmava que acima dos 90% de dívida pública a recessão económica seria "irrefutável" prevaleceu como modelo matemático único e em Portugal também.


 


Sem sequer trazer para a discussão o espectro da corrupção que parece dominar o mundo financeiro, podemos considerar uma espécie de confronto entre racionalistas e empiristas.


 


Os primeiros têm vencido a contenda e os segundos não encontram voz que se exprima eleitoralmente. Como cedo se constatou, essa dicotomia expressava-se politicamente na tradicional diferença entre direita e esquerda, estando a principal força eleitoral da esquerda amarrada a esse género de racionalismo através da denominada terceira via.


 


Nos últimos anos assistiu-se há vitória da tecnocracia de gabinete que se foi transformando em tecnopolítica e que sobrepôs os saberes matemáticos à cultura. Foi também assim no sistema escolar com os achamentos curriculares de Nuno Crato.


 


Não será por acaso que se "recupera" Bachelard nos mais variados domínios.


 


 


 


 


 


Gaston Bachelard (1976:11). "Filosofia do Novo Espírito Científico".


Biblioteca de Ciências Humanas. Editorial Presença. Lisboa.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

modelos e falácias

 


 


 


 


O modelo em curso de radicalismo ideológico tem sido aplicado por esse mundo fora, embora seja a primeira vez que há uma intervenção do FMI sem  a possibilidade de desvalorização da moeda. É evidente que nem todas as intervenções do FMI tiveram esse cunho ultraliberal.


 


Muitos dos adeptos da ideia de Estado mínimo referem-se com desprezo aos saberes das humanidades. É pena e ainda por cima dá a sensação que o argumentário não se fica pelos descomplexados competitivos instantâneos.


 


Se aplicassem aos seus modelos os princípios que Gaston Bachelard, em meados do século passado, estabelecia para a utilização de sistemas filosóficos, talvez imperasse mais humildade e não estaríamos decerto no estado de sítio actual.


 


 


 


 


 


Gaston Bachelard (1976:7). "Filosofia do Novo Espírito Científico".


Biblioteca de Ciências Humanas. Editorial Presença. Lisboa.