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sábado, 15 de fevereiro de 2014

as pessoas não cabem no excel - que chatice!

 


 


 


Dá ideia que o ex-ministro das finanças e da meteorologia nunca tinha lidado com os interesses dos aparelhos partidários.


 


Depois, confessa: os tecnopolíticos não incluem as pessoas nas folhas excel.


 


 



 


Página 14 da revista do Expresso de 15 de Fevereiro de 2014


 


 


 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

uns tipos com muita lata

 


 


 



 


 


 


Se alguém lhes dizia que os países não são laboratórios ou que os modelos tecnocráticos carecem de experimentação, era acusado de esquerdista, despesista e irresponsável. Estes fundamentalistas do Estado mínimo espalham-se desta forma, criam milhões de desempregados e outras coisas ainda mais graves, e aparecem a dizer que afinal a austeridade atingiu os seus limites e que a culpa é dos conselheiros tecnocráticos.




A justificação até me recorda o monstro da avaliação de professores. Esta malta é da mesma família ideológica. Também existiam uns sobredotados que criaram o modelo e que quando eram confrontados com a sua aplicação respondiam com um ar superior: isso é com as escolas.







domingo, 21 de abril de 2013

dos equívocos e do racionalismo

 


 


 


 


A última semana ficou marcada pelo inacreditável erro em Excel que já empurrou milhões de pessoas para o desemprego. A tese, de 2010, que afirmava que acima dos 90% de dívida pública a recessão económica seria "irrefutável" prevaleceu como modelo matemático único e em Portugal também.


 


Sem sequer trazer para a discussão o espectro da corrupção que parece dominar o mundo financeiro, podemos considerar uma espécie de confronto entre racionalistas e empiristas.


 


Os primeiros têm vencido a contenda e os segundos não encontram voz que se exprima eleitoralmente. Como cedo se constatou, essa dicotomia expressava-se politicamente na tradicional diferença entre direita e esquerda, estando a principal força eleitoral da esquerda amarrada a esse género de racionalismo através da denominada terceira via.


 


Nos últimos anos assistiu-se há vitória da tecnocracia de gabinete que se foi transformando em tecnopolítica e que sobrepôs os saberes matemáticos à cultura. Foi também assim no sistema escolar com os achamentos curriculares de Nuno Crato.


 


Não será por acaso que se "recupera" Bachelard nos mais variados domínios.


 


 


 


 


 


Gaston Bachelard (1976:11). "Filosofia do Novo Espírito Científico".


Biblioteca de Ciências Humanas. Editorial Presença. Lisboa.

domingo, 27 de novembro de 2011

comparando

 


 


Há muita coisa por explicar na crise que atravessamos. O que é que aconteceu mesmo de 2007 para cá? A Itália, uma das mais fortes economias do planeta, prepara-se para ir buscar ao FMI 600 mil milhões de euros. É uma quantia gigantesca se comparada com as ajudas à Grécia, Portugal ou Irlanda.


 

sábado, 26 de novembro de 2011

um homem acompanhado

 


 


Na lógica definida por António Nóvoa, tenho a sensação que somos todos "gregos". E o pior é se os tecnocratas estão tão helénicos como os outros.


“Hoje sinto-me grego num mundo de tecnocratas que ninguém controla”, diz Nóvoa


“Sinto-me ateniense e grego, e não cidadão deste mundo, um mundo de manajeiros, de tecnocratas sem rosto, de ‘mãos invisíveis’ que ninguém controla”, afirmou hoje o reitor da Universidade de Lisboa ..."

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

pelo euroviete supremo

 


 


E entretanto, e pelo euroviete supremo, há quem diga coisas incómodas. É uma intervenção de Nigel Farage, um conservador antifederalista que mais parece um esquerdista corporativista. Imperdível e com menos de 3 minutos.


 


pois - os inúmeros e o rigor argumentativo

 


 


O actual ministro das finanças será mais tecnopolítico ou tecnocrata? Nos últimos dias tem-se desdobrado em declarações cooperativas e mobilizadoras em desfavor do conceito de corporação. Pois é. O problema é que contam mais os actos. Se se exaurir o que resta de qualquer espírito corporativo, a maioria das classes profissionais será "cilindrada".


 


Para além da questão da constitucionalidade, que mesmo em momentos de crise deve ser letra com alguma vida, os cortes de subsídios são injustos se se pensar na aplicação de um imposto geral.


 


Como não só de pão vive o homem, é bom recordar que é o mesmo governo que mantém um modelo Kafkiano e injusto (palavras de Passos Coelho em campanha) a dilacerar a corporação dos professores e que passa o tempo a dividir os saberes em mais e menos essenciais.


 


Em relação ao segundo argumento, é até legitimo que se ache que esta ou aquela disciplina necessita de mais horas e de mais exames. É, contudo, um achamento abusivo considerar-se que o ser humano pode existir sem artes e sem humanidades. Priorizar não é dividir e muito menos desmobilizar. E podiamos incluir um rol com inúmeros argumentos. O adjectivo inúmeros, por exemplo, foi usado, nos últimos dias, por Vítor Gaspar para quantificar as pessoas excelentes na função pública. Em nome do propalado rigor matemático, era essencial que explicasse o algoritmo que inclui inúmeros em quotas com 5% de excelentes.


Vítor Gaspar: “Não é tempo de alimentar conflitos e divisões”

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

vou percebendo

 


 


Os exemplos de Mario Monti (primeiro ministro italiano), Lucas Papademos (primeiro ministro grego) e de alguma forma de Vitor Gaspar em Portugal ajudam a clarificar alguns conceitos. O termo tecnocrata (de tecnocracia, governo de técnicos) vai sendo substituído pelo tecnopolítico (político que é um técnico) e explica a capacidade dos segundos tomarem o poder sem se sujeitarem ao sufrágio directo e universal. São técnicos com habilidade política.


 


Lembrei-me disso ao ouvir as declarações elogiosas, dedicação e excelência, por exemplo, que Vitor Gaspar fez hoje aos funcionários públicos em pleno parlamento. Serão classificações convictas ou estará em causa a greve geral de 24 de Novembro?


 


Vítor Gaspar: “Todos os caminhos possíveis são estreitos e difíceis”