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quarta-feira, 24 de julho de 2013

uma colectividade pacífica de revoltados

 


 


 


 


 


 


E é sempre tempo de repetirmos pedaços muito acertados.


 


 


 


«É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia
inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa
disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão. Somos, socialmente,
uma colectividade pacífica de revoltados.»

Miguel Torga (1907-1995)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

da agressão cívica

 


 



 


 


 


Encontrei aqui esta passagem intemporal para o universo português:


 


É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados.


 



Miguel Torga, Diário IX, (Chaves, 17 de Setembro 1961)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

erros

 


 


 


 


"Coimbra, 29 de Março de 1987 - Os deuses teimam em fazer-me sentir que sou homem. O erro deles é cuidarem que eu quero ser outra coisa."


 


 


 


Miguel Torga, Diário XV (1990:13)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

em certas horas

 


 


"Não lhe pude valer com as minhas palavras, e, desgraçadamente, só tinha palavras para lhe dar. Tudo quanto disse soava a falso. E o cancro que a roía era verdadeiro. Que pobres nós somos em certas horas! Horas malditas, em que a nossa própria vida confiada é uma afronta às vidas já sem esperança."


 


Miguel Torga, Diário XV (1990:13)

sábado, 6 de agosto de 2011

do momento

 


 


Passei os últimos dias por Trás-os-Montes a ler Miguel Torga. Cruzei-me com uma passagem lapidar.




 


"Coimbra, 1 de Abril de 1987 - São úteis, às vezes, certos abalos sísmicos morais. Fazem aparecer fontes de afectividade límpida nos mais áridos desertos humanos."


 


Diário XV (1990:13)

segunda-feira, 21 de março de 2011

quantos seremos?

 


 


 


 


 



Não sei quantos seremos, mas que importa?!

Um só que fosse, e já valia a pena

Aqui, no mundo, alguém que se condena

A não ser conivente

Na farsa do presente

Posta em cena!

 

Não podemos mudar a hora da chegada,

Nem talvez a mais certa,

A da partida.

Mas podemos fazer a descoberta

Do que presta

E não presta

Nesta vida.

 

E o que não presta é isto, esta mentira

Quotidiana.

Esta comédia desumana

E triste,

Que cobre de soturna maldição

A própria indignação

Que lhe resiste.

 

 

Miguel Torga,

Câmara Ardente