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sexta-feira, 11 de março de 2022

Da Escola e do Desporto

1ª edição em 21 de Fevereiro de 2018.


"O sistema escolar tem que ser competitivo como o futebol, em que somos dos melhores", afirmou-se na TSF. Defendeu-se que os mecanismos de selecção usados no 12º ano (exames a x disciplinas, rankings de escolas, pautas públicas de classificações e quadros de mérito) devem ser plasmados nos anos anteriores. Dá ideia que a preparação de top performers só não chegou ao pré-escolar porque os "especialistas" atrasaram-se a objectivar a construção em Lego para determinarem a restante parafernália. Ainda bem que se reverteu o inferno da medição que Crato impôs de supetão aos mais pequenos. Lamenta-se que tenha sido apenas isso, mais a questão dos "privados escolares" e da bce dos professores. Falta muito desvario para reverter e não só de Crato.


O que se pratica nos modelos de formação desportiva comprovadamente bem sucedidos é o contrário do que disse se disse na TSF. A sensatez exige alargar a base da pirâmide e tentar perceber os "talentos" depois dos 14 anos. Antes desta idade, há jogos com resultados mas sem classificações de equipas. Sempre que começa um jogo estão todos em "igualdade de circunstâncias". Há um tempo mínimo e máximo de participação de cada jogador e chega-se a impor um limite máximo de pontos (no basquetebol, por exemplo) que implica a substituição do jogador.


E podíamos estar o dia todo a elencar os domínios da formação. As vantagens, para além das óbvias, incluem os factores de ordem psicológica (da sua saturação), de aprendizagem técnica e táctica, de superação numa possível alta competição e de aprendizagens "para a vida".

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

do desporto e da escola

 


 


 


 


 


"O sistema escolar tem que ser competitivo como o futebol, em que somos dos melhores", disse o "especialista" na TSF. Defendeu que os mecanismos de selecção usados no 12º ano (exames a x disciplinas, rankings de escolas, pautas públicas de classificações e quadros de mérito) devem ser plasmados nos anos anteriores. Dá ideia que a preparação de top performers só não chegou ao pré-escolar porque os "especialistas" atrasaram-se a objectivar a construção em Lego para determinarem a restante parafernália. Ainda bem que mudou o Governo e que, ao contrário do que disse Rui Rio ("não ficou nada de Crato"), reverteu o inferno da medição que Crato impôs de supetão aos mais pequenos. Lamenta-se que tenha sido apenas isso, mais a questão dos "privados escolares" e da bce dos professores. Falta muito desvario para reverter e não só de Crato.


O que se pratica nos modelos de formação desportiva comprovadamente bem sucedidos é o contrário do que disse o "especialista". A sensatez exige alargar a base da pirâmide e tentar perceber os "talentos" depois dos 14 anos. Antes desta idade, há jogos com resultados mas sem classificações de equipas. Sempre que começa um jogo estão todos em "igualdade de circunstâncias". Há um tempo mínimo e máximo de participação de cada jogador e chega-se a impor um limite máximo de pontos (no basquetebol, por exemplo) que implica a substituição do jogador.


E podíamos estar o dia todo a elencar os domínios da formação. As vantagens, para além das óbvias, incluem os factores de ordem psicológica (da sua saturação), de aprendizagem técnica e táctica, de superação numa possível alta competição e de aprendizagens "para a vida".

sábado, 2 de abril de 2016

do desporto e da educação

 


 


 


"O sistema escolar tem que ser competitivo a exemplo do sistema desportivo; no futebol, em que somos dos melhores, a competição começa logo com os mais pequenos", dizia o "especialista" na TSF. Defendeu, por exemplo, que os mecanismos de selecção usados no 12º ano de escolaridade (exames a x disciplinas, rankings de escolas, pautas públicas de classificações, quadros de valor e de mérito e por aí fora) devem ser plasmados nos anos anteriores. Dá ideia que a preparação de "verdadeirostop performers só não chegou ao pré-escolar porque os "especialistas" ainda estão a objectivar a construção em Lego (e isto não implica qualquer desprezo por esse nível de ensino) para determinarem a restante parafernália.


 


Pois é exactamente o contrário de tudo isto que se pratica nos modelos de formação desportiva comprovadanente bem sucedidos.


 


Prevalece, desde logo, a ideia de alargar o mais possível a base da pirâmide e de só tentar perceber os "talentos" depois dos 14 anos. Antes dessa idade, e tomando como exemplo um desporto colectivo, há jogos com resultados mas sem classificações de equipas. Sempre que começa um jogo estão todos em "igualdade de circunstâncias". Há um tempo mínimo e máximo de participação de cada jogador e chega-se a impor um limite máximo de pontos (no basquetebol, por exemplo) que implica a substituição do jogador.


 


E podíamos estar o dia todo a elencar os domínios da formação. As vantagens, para além das óbvias, incluem os factores de ordem psicológica (da sua saturação, digamos assim), de aprendizagem técnica e táctica, de superação numa suposta alta competição e de aprendizagens "para a vida".

quarta-feira, 30 de março de 2016

Da repetição da história

 


 


 


Há regressões que nos surpreendem (nada é definitivamente adquirido), como retrata esta passagem da revista do Expresso da semana passada:


 


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terça-feira, 12 de junho de 2012

a educação física como espelho da bancarrota

 


 


 


Conheço bem a relação entre os sistemas escolar e desportivo. Escrevi imenso sobre o assunto e escolhi um texto com cerca de 20 anos que pode ajudar a perceber o que penso. Portugal tem na formação desportiva um bom exemplo do caos a que chegámos. O desperdício em instalações desportivas inadequadas e sem programa deve ser caso único.


 


A demagogia à volta da formação desportiva dos nossos jovens tem décadas de insanidade. As escolas sobrevivem em regime precário e o sistema desportivo está repleto de infra-estruturas desertas e despesistas. Podia ficar aqui a noite toda a ilustrar o desmiolo que tem nas federações desportivas mais um exemplo da lógica das PPP´s e no estímulo ao abandono escolar precoce.


 


O blogue do Miguel Pinto tem neste texto de um professor de Educação Física, que lecciona numa escola pública de Nova Yorque, um bom exemplo:


 


"(...)Para lhe fornecer uma ideia mais clara daquilo que estou a falar: trabalho numa escola pública, high school (o equivalente ao nosso ensino secundário), com alunos do 9º ao 12º ano (aqui são quatro anos ao contrário de 3 em Portugal). Todos os alunos têm que completar 7 semestres de Educação Física e um semestre de Saúde para lhes ser atribuído o diploma. Todos os alunos têm Educação Física todos os dias durante 48 minutos. Na minha escola, as instalações incluem 1 piscina olímpica (reabriu este ano), 2 ginásios de musculação, 1 sala de spinning, 2 salas de dança, 1 sala de yoga, 1 sala de wrestling, 1 pavilhão de voleibol, 1 pavilhão de basket, 1 campo de futebol / futebol americano / basebol com pista de atletismo e 4 campos de ténis.(...)".


 


Portugal não tem falta de instalações desportivas, só que as que existem estão "longe" das escolas e sublotadas. Para tornar a coisa mais risível, e trágica, a discussão do momento é sobre a redução da carga curricular ou a propósito de uma desmiolada classificação que entra na média dos alunos no acesso ao ensino superior onde passam, em regra, o primeiro ano sem exercício físico, atemorizados com as praxes académicas e a descarregar a adrenalina no consumo dos produtos das centrais de cervejas.


 


Adenda. Uma associação de professores de Educação Física, que me enviou uma justa carta de protesto pela redução da carga curricular, não podia ilustrar melhor, numa frase apenas, a bancarrota e a demagogia à volta deste assunto: "(...)As consequências diretas (nas atividades curriculares e extra-curriculares) e indiretas (nos Clubes, nas Federações, associações desportivas) de tais medidas são inimagináveis e incalculáveis.(...)