sábado, 2 de abril de 2016

do desporto e da educação

 


 


 


"O sistema escolar tem que ser competitivo a exemplo do sistema desportivo; no futebol, em que somos dos melhores, a competição começa logo com os mais pequenos", dizia o "especialista" na TSF. Defendeu, por exemplo, que os mecanismos de selecção usados no 12º ano de escolaridade (exames a x disciplinas, rankings de escolas, pautas públicas de classificações, quadros de valor e de mérito e por aí fora) devem ser plasmados nos anos anteriores. Dá ideia que a preparação de "verdadeirostop performers só não chegou ao pré-escolar porque os "especialistas" ainda estão a objectivar a construção em Lego (e isto não implica qualquer desprezo por esse nível de ensino) para determinarem a restante parafernália.


 


Pois é exactamente o contrário de tudo isto que se pratica nos modelos de formação desportiva comprovadanente bem sucedidos.


 


Prevalece, desde logo, a ideia de alargar o mais possível a base da pirâmide e de só tentar perceber os "talentos" depois dos 14 anos. Antes dessa idade, e tomando como exemplo um desporto colectivo, há jogos com resultados mas sem classificações de equipas. Sempre que começa um jogo estão todos em "igualdade de circunstâncias". Há um tempo mínimo e máximo de participação de cada jogador e chega-se a impor um limite máximo de pontos (no basquetebol, por exemplo) que implica a substituição do jogador.


 


E podíamos estar o dia todo a elencar os domínios da formação. As vantagens, para além das óbvias, incluem os factores de ordem psicológica (da sua saturação, digamos assim), de aprendizagem técnica e táctica, de superação numa suposta alta competição e de aprendizagens "para a vida".

4 comentários:

  1. Tristes são os tempos onde a necessidade de reafirmar o óbvio é uma realidade (Savater).

    Conceito de competição: Eu atinjo os meus objetivos se e só se todos os outros não atingirem os seus.

    Este não é, certamente, a forma que pretendemos para o desenvolvimento da nossa sociedade. Seria como remeter-nos à nossa natureza zoológica. Somos mais do que isso. Aliás, somos a partir disso...

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  2. La palissadas falsas, de tanto repetidas tornam-se lapalissadas verdadeiras..e o "especialista" nunca deve ter visto um jogo na vida...y

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  3. O próprio La Palice, da lapalissada, não diria melhor :)

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