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terça-feira, 3 de maio de 2016

Mais do que a quebra da natalidade

 


 


 


A emigração de jovens adultos (regressariam para quê?) associada à precariedade e escassez de emprego é a mais complexa componente crítica da longa crise que estamos a viver. É até um sinal de decadência.


 



"(...)Um dos casos mais declarados desta dança louca é, na esfera económica, a estranha coexistência de empregabilidade extrema com a ameaça de desemprego: quanto mais intensamente trabalharem aqueles que estão empregados, mais generalizada é a ameaça de desemprego.(...)"


 


Zizek (2014:36),
em "Problemas no paraíso"


  


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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Do tribunal constitucional e da espiral descendente

 


 


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A espiral recessiva foi atenuada pela acção do tribunal constitucional. A história lá se encarregará de explicar. Talvez ajude a leitura seguinte:


 



"(...)O mesmo é válido na crise decorrente, em que uma das reações espontâneas à mesma é recorrer a uma diretriz de senso comum: "As dívidas têm de ser pagas!", "Não se pode gastar mais do que se produz!" ou algo parecido - e isto, claro está, é a pior escolha que se pode fazer, uma vez que, deste modo, se é imediatamente apanhado numa espiral descendente.(...)"


 


Zizek (2014:45),
em "Problemas no paraíso"


terça-feira, 26 de abril de 2016

Globalização e capitalismo

 


 



"(...)Actualmente, um verdadeiro conservador é aquele que admite sem reservas os antagonismos e becos sem saída dos capitalismos globais, aquele que recusa o simples progressismo e que está atento à face negativa do progresso. Neste sentido, só um radical de esquerda pode ser um verdadeiro conservador.(...)"


 


Slavoj Zizek (2014:34),


em "Problemas no paraíso".


 


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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Uma Universidade por semana?

 


 


A crítica ao eurocentrismo anuncia a "criação de uma universidade por semana numa China que olha para a Europa como um futuro museu". E parece que já não é apenas a China que atribui esse destino ao velho continente. 


 


Slavoj Zizek (2014:31), em "Problemas no paraíso", tem uma passagem que ajuda à reflexão: 


 



"(...)Portanto, encontramos, na Coreia do Sul, um desempenho económico de topo mas com um ritmo de trabalho de intensidade frenética; um paraíso de consumo desenfreado mas atravessado pelo inferno da solidão e do desespero; riqueza material abundante mas com a desertificação da paisagem; a imitação de tradições ancestrais mas a maior taxa de suicídio do mundo. Esta ambiguidade radical perturba a imagem da Coreia do Sul como derradeira história de sucesso da actualidade - sucesso, sim, mas que tipo de sucesso?(...)"


quinta-feira, 10 de março de 2016

do primeiro dia do novo PR

 


 


 


Foram variadas, e prolongaram-se por doze horas, as tarefas da cerimónia de tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa como PR. Vi imagens, li sites e ouvi pela rádio alguns discursos e reportagens. Parece-me que não haverá "Problemas no Paraíso" num futuro próximo. O entre aspas é também o título de mais um desconcertante "ensaio romanesco" de Slavoj Zizek (2016:10) que na página referida conta a história de "Gaston e Lily, um feliz casal de ladrões chiques que assaltava os mais ricos, cuja vida se complica quando Gaston se apaixona por Mariette, uma das suas vítimas endinheiradas.(...)A censura de Gaston prende-se com Mariette se dispor a chamar de imediato a polícia quando um ladrão comum como ele lhe rouba uma relativamente pequena quantia de dinheiro ou riqueza, mas estar pronta a fechar os olhos quando um membro da sua respeitável alta sociedade rouba milhões(...)." Vamos estar optimistas, naturalmente, e observar o confronto com os tais problemas no paraíso.


 


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