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sábado, 12 de julho de 2014

antónio pinho vargas num país sem emenda?

 


 


 


 


 


 


O concerto, de entrada livre, de António Pinho Vargas era às 20h00 (10 de Julho de 2014) no imperdível Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, e tudo fizemos, e conseguimos, para chegarmos uns 15 minutos antes.


 


O concerto estava integrado no colóquio internacional "epistemologias do sul" organizado pelo CES da Universidade de Coimbra.


 


O local, belíssimo, foi uma óptima escolha e o clima condizia: céu limpo, boa temperatura e sem vento. Às 20h00 a "sala" estava lotada com excepção das três primeiras filas reservadas para as entidades do congresso.


 


 



 


 


 


Às 20h20 chegaram as primeiras pessoas destinadas às cadeiras reservadas e ouvi alguém da organização desabafar para uma delas: "está difícil segurar o pianista".


 


 


 


 


 


 


Às 20h40 chegaram as entidades onde se incluía quem tinha de discursar. Devo precisar que esta coisa do atraso repetiu-se no dia seguinte. Contarei os detalhes num próximo post que terá como título "Os 5ª Punckada no Pátio da Inquisição".


 


 



 


 


O extraordinário concerto começou de seguida e António Pinho Vargas esteve em elevadíssimo nível, se me permitem, com quatro temas.


 


 


 



 


 


No final do segundo tema, o compositor fez um discurso devastador para o desprezo em curso pelas políticas culturais. Referiu-se a um artigo recente do JL que o considerou o maior compositor português vivo e classificou-se um excluído há décadas por causa de temas "com a etiqueta jazz" como a "Dança dos Pássaros"; uma coisa menor, portanto. 


 


 



 


 


Foi com esse conhecido tema que abriu o concerto e confesso: sou um ouvinte compulsivo desta música de Keith Jarret, só posso sublinhar que somos um país sem emenda e se o caro leitor estiver para perder uns cinco minutos pode ouvir a tal dança no vídeo que se segue.


 


 


 






quarta-feira, 5 de março de 2014

keith jarrett - concerto de colónia

 


 


 


 


Começou no vinil, passou pelo cd e continuou no ipod, mas uma coisa passageira nos ouvidos obrigou a algum juízo com os sons. É um dos cd´s com lugar permanente no automóvel.


 


Este álbum de Keith Jarret é um dos meus sons preferidos. Sei que é exorbitante dizer isto, mas é assim. É um dos álbuns da minha vida. Quanto mais o ouço mais o coração o soletra. 

Com um piano “apenas” - dizem que estava desafinado - Keith Jarrett leva-nos ao cume. Sem pauta e improvisando durante uma hora, os sons têm uma harmonia incomparável. Se não fosse o que está escrito, pensaríamos que o concerto foi gravado numa sala com uma ímpar acústica e não ao ar livre. 

Gravado em 1975, com influências de jazz, soul e gospel, é música que nunca cansa. Tem intensos momentos de verdadeiro estremeção. Só ouvindo. Fique com uma parte. 


 


 






terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

keith jarrett


 


Ouvi-o pela primeira vez em vinil. Foi algures nos finais da década de 70.



Conduzido pelo ouvido do meu pai, apareceu-me um álbum duplo: branco, com uma foto, em tons de cinza, do Keith Jarrett ao piano, bem no meio da capa.



Foi na loja de discos do “shopping” Brasília (imortalizado pelo Rui Veloso e pelo Carlos Tê, com a “rapariguinha do shopping”), no centro da cidade do Porto, que o meu pai o comprou.



Encomendou-o, nessa época, estes discos da ECM vinham da Alemanha Federal, salvo erro, e avisou-me: "Paulo, encomendei um álbum que vais adorar."



Premonitório. Hoje, embora tenha o vinil por aqui, bem guardado, ouço-o em cd e através do “itunes”.



É um dos álbuns da minha vida. Quanto mais o ouço mais o meu coração o soletra.



Com um piano “apenas” - dizem que estava desafinado - Keith Jarrett leva-nos ao cume. Sem pautas e improvisando durante uma hora, os sons têm uma harmonia incomparável. Lindo de morrer. Se não fosse o que está escrito, pensaríamos que o concerto foi gravado numa sala com uma ímpar acústica e não ao ar livre.



Gravado em 1975, com influências de jazz, soul e gospel, é música que nunca cansa.  Emociona-me. Tem intensos momentos de verdadeiro estremeção. Só ouvindo.



Esta publicação é uma reedição: encontrei um vídeo e resolvi partilhá-lo. Não é o original, claro. Mas ouça lá meu caro leitor: são pouco mais de nove minutos.








(o meu querido pai fazia anos a 17 de Fevereiro.

Seriam oitenta e cinco. A pensar nisso...)