Mostrar mensagens com a etiqueta museus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta museus. Mostrar todas as mensagens

sábado, 10 de agosto de 2019

“Memórias de Adriano”

 


F72B198C-ADC4-4BE0-93E2-CCAEB16F69CD.jpeg


"Coisa alguma iguala a beleza de uma inserção latina votiva ou funerária: essas poucas palavras gravadas na pedra resumem com uma majestade impessoal tudo o que o mundo precisa de saber sobre nós"


Marguerite Yourcenar em "Memórias de Adriano"


2019

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

do regresso da interdisciplinaridade

 


 


 


 


O regresso da antiga flexibilidade curricular entrou na agenda mediática. Discute-se o efeito nos alunos e nos métodos de ensino. Compreende-se. Mas isso representa uma pequena parte do problema. Os alunos vão aprender como sempre e relacionarão, também como sempre, o que aprendem nas diversas disciplinas. Os professores vão ensinar com os métodos de "sempre". Aumentará a possibilidade de tratar um tema do programa de diversas disciplinas num mesmo momento, a exemplo da extinta área de projecto. Poderá ser positivo.


Mas grande parte do problema, e o que conduziu ao inferno a anterior experiência de gestão flexível dos currículos, centra-se na organização. Na marcação, em catadupa, de reuniões de agenda repetida, no tratamento da informação e em dois verbos infernais: articular e registar. E nada se lê sobre isso como componentes críticas. Pior: teme-se que nada se tenha aprendido. Há variáveis organizacionais que não correspondem directamente à análise dos resultados dos alunos nem aos métodos de ensino: são de gestão pura e dura. Os dois verbos referidos são modismos da linguagem escolar que determinam o "estar muito tempo juntos", mesmo que aconteça sem qualquer visão ou estratégia, sem instrumentos modernos de gestão e em reuniões de informação repetida. São dois verbos que remetem a burocracia escolar para o lugar dos procedimentos inúteis e do faz de conta. Quando se ouviram as conclusões dos arautos do duo verbal, encontrou-se pouco mais do que a socialização dos professores.


 


36225880863_7a227a2db9


 


Frase de #banksy


Imagem obtida em Agosto de 2017


 


(Já usei esta argumentação noutros posts)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

do regresso da interdisciplinaridade e da socialização de professores

 


 


 


Os OCS começaram a mediatizar o regresso da antiga flexibilidade curricular discutindo o efeito nos alunos e nos métodos de ensino. Compreende-se. Mas isso representa uma pequena parte do problema. Os alunos vão aprender como sempre e relacionarão, também como sempre, o que aprendem nas diversas disciplinas. Os professores vão ensinar com os métodos de "sempre". Aumentará a possibilidade de tratar um tema do programa de diversas disciplinas num mesmo momento, a exemplo da extinta área de projecto. Poderá ser positivo.


Mas grande parte do problema, e o que conduziu ao inferno a anterior experiência de gestão flexível dos currículos, centra-se na organização. Na marcação, em catadupa, de reuniões de agenda repetida, no tratamento da informação e em dois verbos infernais: articular e registar. E nada se lê sobre isso como componentes críticas. Pior: teme-se que nada se tenha aprendido. Há variáveis organizacionais que não correspondem directamente à análise dos resultados dos alunos nem aos métodos de ensino: são de gestão pura e dura. Os dois verbos referidos são modismos da linguagem escolar que determinam o "estar muito tempo juntos", mesmo que sem qualquer visão ou estratégia, sem instrumentos modernos de gestão e em reuniões de informação repetida. São dois verbos que remetem a burocracia escolar para o lugar dos procedimentos inúteis e do faz de conta. Quando se ouviram as conclusões dos arautos do duo verbal, encontrou-se pouco mais do que a socialização dos professores.


 


IMG_0539


 


Frase de #banksy


Imagem obtida em Agosto de 2017

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Oh Óscar: mude as BD´s e já agora o PR (integre-o, se for caso disso)

 


 


 


Essa coisa da comercialização de bases de dados com endereços electrónicos provoca lixo sem fim e já nem há pruridos. É um vale tudo. Há uns 200 emails diários que vão parar à pasta dos indesejados e que nem lhes toco. Há pouco, o mais recente, vinha de um Óscar dirigido a jornalistas para divulgação. Abri-o. Como não sou jornalista, fica o email com a solicitação em título.


 


Captura de Tela 2015-02-18 às 16.59.39.png


 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

da sala ao lado

 


 


 


 


Ouvimos um ruído semelhante à laboração de uma fábrica antiga; ferro batia em ferro num registo sincopado. Como estávamos num Museu dos Judeus, o sobressalto foi imediato e acentuado pelo horror já percorrido. 


 


Quando chegámos à sala a surpresa foi o sentimento inicial. Os visitantes caminhavam sobre "caras em sofrimento" que chocavam entre si e produziam o tal ruído maquinal.


 


 


 



 


 


 


Jewish Museum


Berlim. Julho de 2014


 


 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

da torre em Sandycove (Dún Laoghaire em Irlandês) com vista para Dalkey

 


 


1ª edição em 28 de Agosto de 2013.


 


 


 



 


 


Certa vez, um calor tórrido impediu que chegássemos a Ronda, bem no interior da Andaluzia, motivados pelos escritos de Rainer Maria Rilke. Desta vez, um tempo fresco e um percurso costeiro com linha férrea levou-nos até à Torre, em Sandycove (Dún Laoghaire em Irlandês), que acolhe um museu de James Joyce.


 


 



 


 


O momento da chegada à Torre.


 



 


 


A porta do Museu.


 


 



 


 


A 1ª edição de Ulysses corrigida por James Joyce.


 


 



 


 


O quarto.


 


 



 


 


Dalkey vista do alto da Torre.


 


 



 


 


 


 

criptopórtico

 


 


 


 



 


 


Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra, Julho de 2014.


 


 


 


 


 

terça-feira, 15 de julho de 2014

apocalipse e rapto da europa

 


 


 


O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, é imperdível. À excelência do acervo acrescenta-se um espaço muito agradável. Mas este post fica-se pela exposição temporária e por um painel de Mário Vitória integrado no projecto Alice. É um género de desenho que me fascina e nem sei se se tornará num clássico. Fotografei-o, devidamente autorizado, e partilho-o sem muitos comentários. Repare-se, por exemplo, na quantidade de polvos que preenchem o espaço europeu de que Portugal faz parte.


 


 


 



 



 


 



 


 



 


 



 


 



 


 



 


 



 


 



 


 



 


 


 


 


 

sábado, 12 de julho de 2014

antónio pinho vargas num país sem emenda?

 


 


 


 


 


 


O concerto, de entrada livre, de António Pinho Vargas era às 20h00 (10 de Julho de 2014) no imperdível Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, e tudo fizemos, e conseguimos, para chegarmos uns 15 minutos antes.


 


O concerto estava integrado no colóquio internacional "epistemologias do sul" organizado pelo CES da Universidade de Coimbra.


 


O local, belíssimo, foi uma óptima escolha e o clima condizia: céu limpo, boa temperatura e sem vento. Às 20h00 a "sala" estava lotada com excepção das três primeiras filas reservadas para as entidades do congresso.


 


 



 


 


 


Às 20h20 chegaram as primeiras pessoas destinadas às cadeiras reservadas e ouvi alguém da organização desabafar para uma delas: "está difícil segurar o pianista".


 


 


 


 


 


 


Às 20h40 chegaram as entidades onde se incluía quem tinha de discursar. Devo precisar que esta coisa do atraso repetiu-se no dia seguinte. Contarei os detalhes num próximo post que terá como título "Os 5ª Punckada no Pátio da Inquisição".


 


 



 


 


O extraordinário concerto começou de seguida e António Pinho Vargas esteve em elevadíssimo nível, se me permitem, com quatro temas.


 


 


 



 


 


No final do segundo tema, o compositor fez um discurso devastador para o desprezo em curso pelas políticas culturais. Referiu-se a um artigo recente do JL que o considerou o maior compositor português vivo e classificou-se um excluído há décadas por causa de temas "com a etiqueta jazz" como a "Dança dos Pássaros"; uma coisa menor, portanto. 


 


 



 


 


Foi com esse conhecido tema que abriu o concerto e confesso: sou um ouvinte compulsivo desta música de Keith Jarret, só posso sublinhar que somos um país sem emenda e se o caro leitor estiver para perder uns cinco minutos pode ouvir a tal dança no vídeo que se segue.


 


 


 






quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

da última vez

 


 


 


Passei parte da infância e da adolescência a conviver com um enorme painel pintado por Malangatana. O centro lúdico do Banco Nacional Ultramarino, em Moçambique, fez uma escolha, para a parede interior da entrada de uma das salas, a que ninguém ficava indiferente: no meio de cores quentes e de corpos em representação do desespero, Malangatana afirmava o seu génio.


 


Vi-o a última vez no armazém dos artes, em Alcobaça (um projecto interessante que não deve perder), integrado numa exposição temporária e que registei com uma acolhedora viagem na memória. Era, sem dúvida, um Malangatana.


 


Soube hoje do seu falecimento. Nem os génios escapam ao destino.


 


Morreu o pintor Malangatana