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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Um post que gostava de não escrever

Se os partidos do sistema deixarem de acentuar divergências e não forem capazes de encontrar respostas que oxigenem as ideias de futuro e de progresso, não será apenas o sistema que ficará em causa: será também o regime. As tão propaladas e cíclicas reformas do Estado têm resultados extractivos e empobrecedores porque são norteadas por preconceitos. Acima de tudo, mascaram-se num combate à burocracia como doença exclusiva do Estado.

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Os professores e a enésima reforma do Estado

Se na enésima reforma do Estado a ideia fosse fazer uma justiça histórica na destruída carreira dos professores, só colocando cada professor no escalão correspondente ao tempo de serviço prestado. Ninguém seria prejudicado e dar-se-ia um passo histórico e efectivo numa encruzilhada administrativa calamitosa, em que cada professor é um caso com histórias de injustiças, ultrapassagens, esquecimentos e sonegações. De facto, a destruída carreira dos professores é um labirinto que desespera por uma simplificação. E uma carreira decente na linha das melhores práticas europeias, exclui farsas administrativas na avaliação do desempenho e inclui um respeito escrupuloso pela diminuição do número de horas lectivas e das restantes tarefas escolares à medida que a idade aumenta. E ao contrário do que se propagou no início do milénio em que se desvalorizou a experiência profissional, as melhores práticas salariais dos professores (que pode consultar no site, "Quanto ganha um médico, professor, bancário ou polícia no Luxemburgo?", que sugiro) "praticam 7.052 euros por mês no início de carreira (que aumenta a cada ano adicional de experiência profissional), 8.400 euros após cinco anos de experiência e 9.000 euros após nove anos de exercício."

quinta-feira, 8 de junho de 2017

"Número de aposentados da função pública cai pela 1ª vez em 47 anos"

 


 


 


(este post obedeceu a uma espécie de excepção;


considerei a notícia importante e oportuna;


fiz um balanço de dois anteriores


e partilhei-o para o facebook) 


 


 


"Os professores comprovam estes números" das aposentações na função pública que ajudam a perceber a justiça da greve. Ainda ontem, na entrevista (SIC) a António Costa, o assunto inaugurou o debate. Estranhei. Depois percebi que o entrevistador - um conhecido defensor dos 1% - quis embaraçar o PM. Não resultou. O entrevistado sabe as razões dos professores. Concorda com as reivindicações e espera um acordo antes da greve.
Nunca foi fácil marcar uma greve, mas é mais difícil com um Governo em alta justificada e com um discurso democrático. Contudo, isso não certifica a passividade. Para dificultar, a plataforma de sindicatos de professores tem duas federações mais representativas, Fenprof (número um em associados) e Fne, que convocaram uma greve aos exames para 21 e uns seis sindicatos (alguns com mais dirigentes do que sócios) que o fizeram para 14 (sem exames). Para não variar, um spin oportuno recordou que o Governo Pàf legislou novos serviços mínimos. E também como é habitual, regressaram de imediato os tácticos: os Pàf impacientes e os PS-primeiro a diabolizarem os sindicatos. Tudo no interesse dos alunos, sublinhe-se. Se o Governo fosse Pàf, invertiam posições.
Como alguém disse, e com piada, uma greve a 35 de Junho era consensual. Ou como bem disse António Costa, a greve é um direito, prejudica sempre alguém e, em casos justificados, existem serviços mínimos. É bom recordar aos tácticos que há memória de 2012 e 2013 e se recuarmos ainda chegamos ao tempo de Lurdes Rodrigues. Já agora, era bom que a mesa negocial não voltasse, como nesses tempos, a dividir os professores.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

da actualidade dos manuais escolares

 


 


 


Não tenho muitos posts sobre o assunto, mas em 11 de Outubro de 2016 escrevi assim: "A informada, e corajosa, secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, afirma que "o interesse das editoras não é o das famílias". Também não é o das escolas nem dos professores. E não é por causa do digital e do google. Há muito que há ensino e aprendizagem para lá dos manuais e agora mais ainda. As editoras como holding (empresa que tem como actividade principal a participação maioritária numa ou mais empresas) conjugam várias "empresas nucleares": manuais escolares, exames em modo industrial, "reformas semestrais do Estado" e rankings de classificações de alunos."


Haverá excepções, obviamente, mas apontar o dedo aos professores neste negócio é desviar atenções.


 


Unknown

sexta-feira, 7 de março de 2014

raramente, muito raramente, não prescrevem

 


 


 



 


 


 


Em Portugal, são muito raros os casos do denominado "alto colarinho branco" que não prescrevem. Tenho ideia que a população já nem se surpreende.


 


O fenómeno é da mesma família de mais um corte nos do costume: os futuros pensionistas da função pública que fazem parte dos "escolhidos" pelo actual Governo. Também aí o país, mais o lumpen, fica indiferente. Um país assim "fecha" os olhos às referidas prescrições enquanto aponta o dedo aos que servem o Estado por concurso público e a todos os que não fogem aos impostos.