quinta-feira, 27 de maio de 2004

a realidade/parte I

Prometo hoje, dia 27 de Maio de 2004, um texto curto. Mas como a realidade nunca se decifra. as dificuldades são mais do que aceitáveis. São inaceitáveis. Também por isso, muitos de nós vergam-se na frente dela, da realidade. Já nem a relatividade de Einstein nos inspira, nem, tão pouco, o passo em frente da mecânica quântica nos ilumina. Cada um dos Homens condena o presente porque encara a sua realidade como o quadro que se apresenta nas mentes restantes. E a coisa amplia-se na incerteza do futuro, que, quando acentua a sua negritude, desespera cada um e quase todos. O evocar ancoradouro de trechos do passado, serve para aconchegar a retórica descrita ou imaginada e satisfazer as angústias do presente e as projecções do futuro. Desígnios humanos e estados da alma. Homenageio a idade do presente – a adolescência. Faço-o, por ser de todas a mais fustigada. Faço-o, porque, no dia de hoje, me apetece convocar a minha filha que vai terminando o seu tempo presente. Valeu-lhe isso: viver o seu presente, a sua realidade e o seu dia de hoje. Ouviu e voltou a ouvir – no meu tempo é que era. Ouviu mas resistiu. Se ouvisse e aceitasse a outra realidade como sua, vergava e desistia.

2 comentários:

  1. hoje já não é dia 27, mas parabens atrasados à tua filha- se é que eu percebi bem... essa mochila pesa cada vez maiscafezeira
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    (mailto:cafezeira@msn.com)

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  2. Gostei dessa de "no meu tempo é que era". Porque todos sabemos que não era, que no nosso tempo é que não era. Fomos sempre quase sendo sem chegar a ser verdadeiramente. Por isso, é que não ficámos lá no nosso tempo e nos mudámos para este que é o deles, que é também nosso e é o melhor de todos.Luís Filipe Redes
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    (mailto:luis.filipe.redes@netvisao.pt)

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