Vou abrir uma excepção. Já vai perceber, meu caro leitor.
É que um dos adjuntos de Sua Excelência telefonou-me por causa do post Sua Excelência, o hermeneuta (2).
Argumentou, com toda a delicadeza, diga-se, que eu não tinha percebido bem a questão: Sua Excelência estava envolvido num sistema demasiado competitivo e a decisão que tomou tinha uma justificação que favorecia a sua instituição. Um equívoco daqueles era injusto, uma vez que beliscava a extrema devoção de Sua Excelência. Agradeciam que eu publicasse uma rectificação. Lá lhe disse que isto era um blog, mas que ia ter em consideração a delicadeza com que resolveram tratar da questão.
Então, passo a esclarecer o Sua Excelência, o hermeneuta (2): A douta decisão de Sua Excelência tinha uma explicação. A estrutura interna complexa - vulgo, máquina administrativa - da instituição que Sua Excelência encaminhava, tinha, como principal função, certificar indivíduos e expedir declarações.
Por dever de ofício, Sua Excelência vivia num sistema obcecado com a concorrência, numa época em que a virtude das instituições era normalizada a retalho. Havia um indicador que encimava os mais variados estudos: o número de vezes que os familiares dos utentes - os clientes - visitavam a instituição para fins administrativos ou outros.
Contudo, nenhum estudo dava importância à distinção entre administrativos e outros. A instituição de Sua Excelência liderava essa norma.
É que um dos adjuntos de Sua Excelência telefonou-me por causa do post Sua Excelência, o hermeneuta (2).
Argumentou, com toda a delicadeza, diga-se, que eu não tinha percebido bem a questão: Sua Excelência estava envolvido num sistema demasiado competitivo e a decisão que tomou tinha uma justificação que favorecia a sua instituição. Um equívoco daqueles era injusto, uma vez que beliscava a extrema devoção de Sua Excelência. Agradeciam que eu publicasse uma rectificação. Lá lhe disse que isto era um blog, mas que ia ter em consideração a delicadeza com que resolveram tratar da questão.
Então, passo a esclarecer o Sua Excelência, o hermeneuta (2): A douta decisão de Sua Excelência tinha uma explicação. A estrutura interna complexa - vulgo, máquina administrativa - da instituição que Sua Excelência encaminhava, tinha, como principal função, certificar indivíduos e expedir declarações.
Por dever de ofício, Sua Excelência vivia num sistema obcecado com a concorrência, numa época em que a virtude das instituições era normalizada a retalho. Havia um indicador que encimava os mais variados estudos: o número de vezes que os familiares dos utentes - os clientes - visitavam a instituição para fins administrativos ou outros.
Contudo, nenhum estudo dava importância à distinção entre administrativos e outros. A instituição de Sua Excelência liderava essa norma.
PS: este post é uma reedição: os números 2 e 1
serão publicados amanhã e depois de amanhã,
respectivamente.
(Reedição. 1ª edição em 7 de Setembro de 2006.
Quer ler o que já escrevi sobre educação?
Clique aqui.)
serão publicados amanhã e depois de amanhã,
respectivamente.
(Reedição. 1ª edição em 7 de Setembro de 2006.
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Por dever de ofício, Sua Excelência vivia num sistema obcecado com a concorrência, numa época em que a virtude das instituições era normalizada a retalho - divinal.António Jorge
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(mailto:antjor@hotmail.pt)
então não...Paulo G. Trilho Prudencio
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(mailto:pgtrilho@netvisao.pt)
Tb prefiro esta ordem. Acho o máxima a máxima do tempo da gestação da certidão.aniceto
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(mailto:aniceto@mac.com)
Também achei muita piada a "à vista do cliente". Paulo G. Trilho Prudencio
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(mailto:pgtrilho@netvisao.pt)